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Sepultura do Brasil

O Sepultura AINDA é o Sepultura!

Houve um tempo onde as pessoas viviam felizes, os salários eram muito bons, as crianças brincavam na pracinha de Santa Tereza, bairro tradicionalmente familiar e muito antigo da pequena-grande Belo Horizonte. Houve um tempo onde a tranquilidade e a paz reinavam sobre esta “roça-grande” e nada, nada mesmo, além de uns poucos hyppies e algumas gangues de bairro, significava algum perigo para o equilibrio dos cidadãos desta pacata metrópole mineira…bom, foi exatamente nesse tempo que nós, digo, eu, Max e Igor Cavalera e Paulo Junior começamos a fazer barulho no barracão que ficava à frente da casa do Paulo no bairo Horto, outra vizinhança familiar e tradicional ao lado de Santa Tereza. Na verdade, Paulo e os Cavalera Brothers já tocavam alguma coisa, claro, sem sentido ou melodia alguma, e eu, Jairo Guedz fui chamado a fazer parte da trupe um pouco depois de definido o nome da banda – SEPULTURA !!! O grupo já fazia sucesso há alguns mêses pelo “mainstream” do heavy metal da capital, isto antes mesmo de compor qualquer coisa – bastava apenas ter um nome, pintar meia dúzia de camisas com esse nome, tocar dois acordes e berrar muito – pronto !!! A coisa tava feita e todo mundo ia saber que a banda existia. Quando conheci os caras, numa sexta feira em frente o Sabor & Arte na Rua Rio Grande do Norte, na Savassi, foi exatamente isso que eu encontrei: uma banda sem nenhuma estrutura, sem músicas completas, mas com uma fome de crescer e de fazer algo diferente que me deixou perplexo e em êxtase. Eu entrei pra banda na semana seguinte. Em menos de 4 dias, lá estava eu, mostrando pros caras alguns acordes, discutindo algumas posições, algumas regras, e entre elas, a de encarar as coisas com seriedade, ou seja, ensaiar de verdade todos os dias da semana e fins de semana, ao invés de IR aos ensaios prá travar guerras de amoras e bananas (haviam algumas árvores ao lado do barracão do Paulo).

Depois de alguns anos e alguns álbuns, blá…blá…blá…o SEPULTURA ainda É o SEPULTURA !!! Eles vivem e respiram a banda por 24 horas, todos os dias de suas vidas e por longos 27 anos !!! Os caras sabem fazer Heavy Metal e sabem fazer bem feito. Um ou outro fã pode achar que a fase dos anos 90 era a melhor, conheço muitos que acham a fase dos anos 80, comigo na guitarra solo, a melhor de todas…mas a banda SEPULTURA sempre foi HONESTA com duas coisas: Seu público e sua própria intuição. Se existe algo que nunca poderá ser dito sobre o SEPULTURA, é que eles não foram VERDADEIROS ou HONESTOS consigo mesmos. E é exatamente prá mostrar essa VERDADE e um passeio pela história do grupo que o SEPULTURA estará em Belo Horizonte mais uma vez, após 4 longos anos. Desde 2007, a banda já lançou álbuns e fez turnês intermináveis, rodou por mais de 30 países, e aporta em Beagá para o encerramento de mais esta fase.

O show será no MUSIC HALL, Sexta dia 11/11/11, juntamente com o Almah, banda projeto paralelo de Edu Falaschi, vocalista do grupo ANGRA e abertura do grupo PLEIADES, que comemora 6 anos de estrada !!!

sepultura 80

SEPULTURA NOS ANOS 80 – Paulo, Igor, Max e Jairo

sepultura 90

SEPULTURA EM 2011 – Andreas, Paulo, Derick e Jean

Como sempre…VEJO VOCÊS NO SHOW !!!

Para participar da promoção para este show, basta se cadastrar em nosso portal, seguir o @eusoubh no Twitter e dar RT na frase promocional, clicando no link abaixo.

Clique aqui para participar.

O sorteio dos três vencedores, que faturam um par de ingressos cada, será dia 10 de novembro às 11h.

BOA SORTE!

 
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Publicado por em 2011/11/08 em Outros

 

Arte: melhores capas de álbuns do Hard/Heavy nacional

O blog Forterockmetal elaborou uma lista contendo as 10 melhores capas de álbuns da música pesada brasileira. Entre as eleitas, estão capas clássicas do SEPULTURAANGRASHAMAN entre outras.

1. Sepultura - “Roots”

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2. Shaman - “Reason”

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3. Viper - “Theatre of Fate”

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4. Dr. Sin – “Dr. Sin”

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5. Torture Squad – “Aequilibrium”

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6. Angra - “Angels Cry”

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7. Pastore – “The Price For The Human Sins”

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8. Sepultura - “A-Lex”

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9. Dorsal Atlântica – “Musical Guide From Stellium”

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10. Angra - “Rebirth”

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Fonte desta matéria: forterockmetal.blogspot.com

Fonte: Arte: melhores capas de álbuns do Hard/Heavy nacional – Melhores e Maiores http://whiplash.net/materias/melhores/141461-sepultura.html#ixzz1jFBgwzFG

 
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Publicado por em 2011/11/02 em Assessoria, Outros

 

Rock in Rio. Ministério da Saúde adverte. Se você sofre de dor de cotovelo, não leia!

Por: Fabiana Cardoso dos Santos

Se você é despeitado então não leia meu post.

Eu não ia ao Rock in Rio. Depois de assistir alguns shows pela TV, resolvi ir e conferir tudo ao vivo.
Li tantas mensagens de tantos amigos do ramo musical despeitados, sem ao menos conferir o evento ao vivo. Como você pode falar mal de algo sem conferir de perto?
É claro que, com a quantidade de patrocinadores, parceiros, apoiadores a coisa tinha que ser grandiosa, mas em se tratando de Brasil, a gente pode esperar qualquer coisa.
Claro, que a Roberta Medina tinha também uma pressão absurda. Por ser mulher, filha de quem é e ter a responsabilidade de fazer o melhor evento musical da América Latina e quiçá do mundo.
Sei que quem foi na primeira semana, sofreu muito com diversos problemas, mas eu só posso falar daquilo que vi, vivi e participei. Portanto, já inicio meu post dizendo. Meu nível de perrengue na cidade do rock foi 0. Isso mesmo ZERO!
Já para chegar e sair do Rio de Janeiro, é outra história. E ai fica uma pergunta, não existe uma lei para regulamentar voos? As Cias preferem viajar vazias do que fazer um valor decente? Como pode, uma passagem que hoje custa 90,00 custar 1.300,00 em dias de evento? Precisa ter uma coêrencia nisso.
Vamos lá:
- Compraram pra mim o RioCard e pasmem: eu embarquei dentro do horário previsto e os onibus iam chegando um atrás do outro.
- Chegamos na Cidade do Rock e conseguimos ir ao banheiro. Que sempre estava cheio (afinal, banheiro feminino), mas tinha muitas cabines e isso agilizava muito o processo.
- Os banheiros NÃO eram químicos. Foram construídas diversas áreas sanitárias. E nas 4 ou 5 vezes que fui ao bainheiro encontrei os banheiros abastecidos com papel higiênico.
- Os banheiros TINHAM pia para lavar a mão.
- Na volta, saímos apenas uma música antes do show acabar. Em 15 minutos já estávamos nas áreas dos ônibus e em 5 minutos já estávamos devidamente sentadas confortavelmente. (Obrigada pelo casal mala que ficou a viagem inteira conversando… a moça reclamava que não tinha espaço para sentar, porque o mocinho do banco era muito gordinho. LOL)
Comida:
- As filas do caixa eram grandes, mas nada desesperador, levando em conta um evento de 100 mil pessoas.
- As filas para pegar a comida eram menores, e enquanto os shows principais rolavam, às vezes nem tinha fila.
- Comi pizza na Domino’s Pizza que saiu na hora e quente
- Comi x-burguer do bobs por duas vezes e em todas as vezes o lanche veio quente e fresquinho.
Público:
- Fiquei pasma com o comportamento do público. Todo mundo comportando. Entre um show e outro, a galera sentava em grupos e aguardava tranquilamente o próximo show.
- Apesar de muito copo e embalagem descartável pelo chão (até porque a quantidade de lixeiras era muito pequena perto do público), não vi coisas grotescas, como restos de comida pelo chão.
A estrutura:
Tudo muito bonito, bem feito.
A Rock Street era um luxo, super gostosa e visualmente muito bem feita.
Tudo ficou muito bem distribuído.
Ponto absurdamente fraco: Não achei nada legal o show do Marcelo D2 começar no palco Mundo, enquanto o Monobloco ainda estava tocando no palco Sunset. Acho que nestes tipos de situação só tem duas alternativas:
- Ou se deixa claro que os palcos terão programações simultâneas durante todo o evento
- Ou, respeita-se a vez de cada um tocar.
- Respeito ao artista é bom e todo mundo gosta, né?

Aos meus amigos produtores e despeitados, so sorry.
Mas o evento estava lindo e cheio de cuidados.
Errou bastante? SIM, mas alguém já fez evento melhor?
Eu vejo muito show, que não requer nem 5% dessa estrutura e que mesmo assim sai mal feito.
Vejo tanta gente falando mal, pagando de mega profissional, mas então, por que não estava lá?
Vejo tanto gente falando mal de estrutura. Você faz melhor?
O evento tem muito para testar, aprender, corrigir, mas daí, fulaninho que só sabe por pra baixo, pra mim se chama DOR DE COTOVELO e DESPEITO.
Sobre a briga Rock x POP.
Galera, eu sempre fui se sempre serei rock n roll. Agora vamos tirar o cabresto da cara e pensar criticamente, imparcialmente?
ROCK IN RIO É UMA MARCA PATENTEADA. Os Medinas fazem com ela o que eles quiserem. A gente gostando ou não. Se o Mc Donalds quiser vender só lanche vegetariano a partir de amanhã, ele vai fazer. Entende?
Essa discussão de Rock in Rio só deveria ter Rock, não vai levar ninguém a lugar nenhum.
Então, para o público fica a dica: Não concorda com a proposta dos Medina? ENTÃO NÃO VÁ. NÃO COMPRE INGRESSO.
Para os músicos: NÃO GOSTA DE DIVIDIR PALCO COM ARTISTAS DE OUTROS SEGMENTOS MUSICAIS? SIMPLESMENTE NÃO PARTICIPE!
Daqui a pouco vai ter o movimento homofóbico “ROCK IN RIO, só se for ROCK”. Ai gente, grow up!!!!!!!!!!
O casting não mudou, mesmo com tantas reclamações e em 2013 será a mesma coisa. Quer uma dica. GET A LIFE, vá lavar roupa e se preocupar com outras coisas. Daqui a pouco vai ter gente contraído doenças de tanto estress por conta do rock in rio!
Pior que isso, era ver tanta gente no facebook ou twitter, assistindo todas as transmissões só para ficar cirticando.
Meu pai amado. Se você tem Multishow, é porque tem TV a CABO. Qual o motivo para você não assistir os outros 30/40/50 ou 60 canais que tem na sua TV?
Tem que ser muito rancoroso e desocupado para perder horas do seu tempo só para ficar criticando o evento o tempo todo.
Critica a transmissão
Critica toda e qualquer banda
Critica a produção
Critica o evento num todo
Critica o publico…

Filho, vá fazer caridade, trabalhar no terceiro setor… vá fazer algo para ocupar sua vida.
Sobre os shows. Não consegui assistir todos e agora estou ligada na reprise do Multishow.

PERFOMANCE AO VIVO
Ai sim sou chata. Artista de verdade é aquele que sabe fazer ao vivo, o que faz no cd.
Se o cara não souber fazer o que ele escolheu como profissão, so sorry, perde meu respeito.
É como pintar quadro no Photoshop e dizer que é pintor artístico. Não querido, desculpe informar, mas neste caso, você pode ser um designer, não um pintor!
Você pode ter falhas, mas cagar o show inteiro não dá, né?

Shows que vi pela TV
- Red Hot: banda impecável ao vivo. Voz do Antony, simplesmente ótima!
- Katy Perry: produção incrível. Voz ao vivo muito fraca!
- Claudia Leite: Fake e forçada! So sorry fãs dela, mas não me convence. Quer ser Diva, quer aparecer demais. Não consegui ver nem três músicas.
- Slipknot. Eu não curto o som, mas sem dúvida um dos melhores shows do RiR. Puta energia, puta baterista.
- Metallica. Doida para ver a reprise.
- Guns. Doida para ver a reprise. Vi apenas três músicas, sonolenta e cansada. Não gostei do que ouvi, então, prefiro assistir o conjunto da obra para opinar.
- Marron Five. Os caras deram o sangue deles e levaram o publico na mão. Conseguiram!
- ColdPlay. Nunca fui muito fã da banda, mas percebi que conhecia mais do que pensava. Gostei da perfomance dos caras ao vivo.
- Rihanna. QUEM???? nem o Nuno me convenceu a ver o show.
- Elton John. Doida para ver a reprise.

Shows que vi ao vivo:
- Ivete Sangalo: Não curto axé, não compro cds, mas respeito esta mulher. Dentro da proposta musical dela, é autêntica. Se um dia deixar de fazer musica poderá trabalhar como palestrante de “marketing pessoal”. A mulher é FODA, natural e espontânea.
- Shakira. Sou fã da fazer antiga dela. E a mulher como artista é incrivel. Tem alma, faz tudo com muito coração. O show, bem, faltaram musicas bacanas, que ela poderia ter trocado pelas perfomances musicais. A voz ao vivo é maravilhosa, e olha que ela canta, dança e toca!
- Lenny Kravitz. Tecnicamente um show perfeito, mas com um front man frio, com uma platéia morna e um set list nada empolgante.
- Jota Quest. Não vi praticamente nada, mas preciso dizer que cantar o refrão “Homem primata, capitalismo selvagem”, num evento para 100 mil pessoas, com o nome de Rock In Rio, é no mínimo engraçado, mas não dizer encoerente. Ok, mas eu entendi a boa intenção dos caras.
- Marcelo D2… preferi assistir ao Monobloco.

Cordialmente,
Faby Cardoso
Jornalista, assessora de imprensa.
Trabalha desde 2003 com música.
É produtora executiva e respira música desde que nasceu.

 
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Publicado por em 2011/10/04 em Assessoria, Outros, Produção, Shows

 

Fotos de Infância: Fernando Quesada

o baixista Fernando Quesada é o 4º da esquerda para direita na última fila|Enviada por Caio Botrel

o baixista Fernando Quesada é o 4º da esquerda para direita na última fila
Enviada por Caio Botrel

Fonte: Fotos de Infância: Fernando Quesada – Fotos de Infância http://whiplash.net/materias/infancia/123720-shaman.html#ixzz1jFDvpFBU

 
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Publicado por em 2011/02/04 em Assessoria, Outros

 

Letras difíceis de entender: “Distant Thunder” do Shaman

 
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Publicado por em 2011/01/09 em Outros

 

Divulgação SHAMAN – Fotos

Galeria de Fotos de Divulgação SHAMAN Atualizada - Origins Tour ready to rock!!!!!

Por Carlos Oliveira @ CEUNSP Salto

 
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Publicado por em 2010/05/09 em Assessoria, Fotos, Outros

 

Wizards libera podcast com Quesada e Passos

baixista e compositor Fernando Quesada, do SHAMAN, se une a Christian Passos para reviver o WIZARDS.

O grupo está lançando um single cantado em Aramaico, e no podcast abaixo, comentam o motivo de usar este idioma e outros tópicos:

 
 

Dr Sin e Shaaman (Kazebre, São Paulo, 31/03/06)

Dr. Sin e Shaaman vivem situações diferentes em suas carreiras. Os primeiros, que há 13 anos brilharam no Hollywood Rock, estão numa posição cômoda no cenário rock/metal. Não são tão grandes, nem tão pequenos, mas são respeitados e tem um público fiel. Atualmente lançaram um Cd só de covers com a palavra “doctor” no nome, que deve servir de aperitivo para um novo trabalho. São sons como “Doctor Doctor,” do UFO, “Dr. Fellgood” do Motley Crue e “Rock ‘n Roll Doctor”, do Black Sabbath.

Fotos: Rafael Solano Karelisky

Já o Shaaman ainda procura a sua identidade e o seu espaço. Sim, eles, já têm grandes fãs e um nome forte, mas apenas dois álbuns não são o bastante para definir o futuro da banda. Eles lançaram no último ano o álbum Reason, que foi bem recebido e depois de uma longa turnê também devem estar se preparando para o próximo.

As duas bandas têm se cruzado muitas vezes; a última foi na sexta-feira, 31/03, no Kazebre Rock Bar, em São Paulo. O Kazebre é um lugar a que se deve dedicar algumas linhas em especial. Em primeiro lugar, o que chama a atenção é o espaço. Parece um rancho… duas fogueiras, um laguinho, cabaninhas que vendem doces, bebidas, pizza e até espetinhos e muita coisa feita de madeira, logo à frente de um grande espaço verde. Tudo isso faz parecer que você saiu de São Paulo e foi assistir a um show no interior. Em segundo lugar, se parece que o visual de rancho atrapalha, muito pelo contrário, é até legal mudar de ares (literalmente) para assistir a um show. Além disso, os ingressos são baratos, a capacidade do local é grande — só nesta noite, mais de cinco mil pessoas estiveram presentes e ainda há um segundo palco.

Um aspecto bastante negativo é a organização. Para este jornalista e o fotógrafo se credenciarem, foi preciso falar com as produções das bandas, pois as pessoas que deveriam fazer isso pelo recinto simplesmente não cooperaram. Com isso, mais uma rodada de tentativas foi necessária e finalmente conseguimos apenas uma pulseirinha, que possibilitou tirar as fotos, mas que deixou impossível que se pegasse declarações dos músicos quanto ao show. Além disso, houve um atraso que obrigou o Dr. Sin a fazer a passagem de som quando parte do público já tinha entrado na casa.

Deixando de lado os aspectos negativos, o Dr. Sin entrou no palco com roupas de médico às 00h25 com “Calling Dr. Love”. Durante quase duas horas, provaram que são uma das melhores bandas do Brasil. Tecnicamente, Ivan Busic (bateria/vocal), Andria Busic (baixo) e Edu Ardanuy (guitarra) são impecáveis e têm uma sincronia incrível. Claro que só isso não basta. As composições também são de alto-nível, sem contar com a simpatia que a banda tem com o público, que se mostrou bastante animado.

Entre outras, tocaram o clássico “Fire”, a ótima “Time After Time”, do Dr. Sin II e a cover “Doctor Doctor”.

Em “Stone Cold Dead” do primeiro CD da banda, auto-intitulado, contaram com a participação especial de Nando Fernandes na voz. No Bis, foi a vez de “It’s Allright”, do Black Sabbath, que tal qual na versão original, foi cantada pelo baterista (a gravação original traz Bill Ward cantando, nos shows do Dr. Sin, Ivan assume o vocal). Para fechar, há alguma dúvida? “Futebol, Mulher e Rock ‘n Roll” nunca perde a graça. A música já tem 8 anos — foi lançada no Insinity, de 1998 — mas o público não se cansa.

A apresentação do Dr. Sin foi impecável. Ivan arrasa na bateria, Andria além de cantar muito é um exímio baixista e Edu, se não é o melhor, está entre os melhores guitarristas deste país. Deve se destacar a participação de Rodrigo Simão, o tecladista sempre muito animado. A única ausência ficou por conta de André Matos, do Shaaman, que poderia ter repetido o dueto em “Fire” que fez com Andria no DVD 10 Anos Ao Vivo, do Dr Sin. Resta torcer para que o trio grave logo o sucessor de Dr. Sin II, lançado há longínquos 6 anos.

O Shaaman é uma banda nova (não tão nova, mas só gravou dois álbuns), mas que a cada show mostra o seu valor. No Kazebre, fizeram a apresentação que tem sido usual na turnê do CD Reason. Entraram no palco às 2h35, depois de uma intro bem eletrônica e abriram com “Turn Away”, uma paulada que agitou o público presente. Seguiram com outra música ‘nova’, “Trail of Tears” e com o já clássico “Distant Thunder, que com certeza é uma das melhores da banda, com um riff matador.

A banda é bem coesa. André Matos continua com seus agudos, Ricardo Confessori segura no ritmo, Luís Mariutti agita e Hugo Mariutti mostra não ser apenas o irmão de Luís, mas um ótimo guitarrista. Em seguida, “Time Will Come”, “For Tommorow” e a bela balada “Innocence”. Esta última, tal qual “Fairy Tale”, arrebatou os fãs e é um dos grandes momentos do show.

Depois da “Reason”, intercalaram-se solos, com destaque para as já características giradas de baqueta de Confessori. O cover do Sisters of Mercy, “More”, foi a próxima, seguida de outra paulada, “Pride”, do primeiro álbum. O Shaaman tem mostrado que, ainda que precise abrir ainda mais o seu espaço na cena metálica, é um nome forte, já está marcado na história e já tem até os seus clássicos. Sem dúvida a banda tem tudo para continuar por cima em seus próximos trabalhos.

Para quem acha que o Bis quer dizer que o show já está acabando, pode esquecer se a banda que estiver no palco for o Shaaman. Eles voltaram e tocaram cinco músicas. “Fairy Tale”, “Here I Am”, faixa de abertura do Ritual e um dos clássicos, e “Iron Soul”. Mesmo que a galera tenha pedido insistentemente, não tocaram “Carry On”. A questão é polêmica. A música ficou conhecida na voz de André Matos e é um dos hinos do metal nacional, mas a banda tem o direito de tentar se desvincilhar da imagem de “banda dos ex-integrantes do Angra”. Além do mais, eles têm tocado (e tocaram no Kazebre) “Lisbon”, que tem muito mais a ver com o som que fazem.

Tristes pois não teve “Carry On”? Então espere pela música com que fecharam o show. “Painkiller”! Precisa comentar? É incrível o que Hugo faz apenas com uma guitarra numa música de alta dificuldade técnica e que no Judas Priest é tocada com duas guitarras!

Fim da noite. Duas horas de um mais um bom show. Do Shaaman fica a expectativa de qual será a direção que a banda seguirá em seu próximo álbum de estúdio, ainda mais se levarmos em conta que há bastante diferença entre “Ritual” e “Reason”. Vale destacar a presença do tecladista Fábio Ribeiro, que mais uma vez mandou bem.

Apesar dos altos e baixos da noite, principalmente quanto à organização, tratando-se de música, a madrugada de sexta para sábado mostrou a força da cena brasileira!

Dr. Sin:

Calling Dr. Love
Fire
Fly Away
Time After Time
Doctor Doctor
Down in the Trenches
Solos (teclado, bateria e baixista)
Miracles
Stone Cold Dead (Nando Fernandes – voz)
Emotional Catastrophe
It’s Allright
Futebol, mulher & Rock ‘n Roll

Shaaman:

Turn Away
Trail of Tears
Distant Thunder
Time Will Come
For Tommorow
Innocence
Reason
Instrumental/solo de bateria
Scarred Forever
More
Pride
Fairy Tale
Here I Am
Iron Soul
Lisbon
Painkiller

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Publicado por em 2006/03/31 em Assessoria, Outros

 

Shaaman e Heavenfalls (Circo Voador, Rio de Janeiro, 10/02/06)

Cheguei ao Circo Voador por volta das 19h. Nesse exato instante o céu desabou como eu raramente havia visto. Havia uma fila do lado de fora do Circo, formada por fãs que chegaram bem cedo e foram surpreendidos com a violência do temporal. Devido à terrível chuva, os portões se abriram mais cedo, e a galera, literalmente ensopada, assistiu ao final da passagem de som do Heavenfalls. A chuva forte causou atraso para o início do show, mas não impediu que fosse realizado um espetáculo emocionante.

HEAVENFALLS

Banda carioca excelente, que em 2004 abriu o show do Iron Maiden  no Rio de Janeiro (na época, a abertura do show de São Paulo do Iron ficou a cargo do Shaaman). Fizeram um show reduzido devido ao atraso causado pela chuva. O set list foi basicamente voltado para o CD Reality in Chaos, lançado em 2005. Tocaram também “Aces High”, cover do Iron Maiden, banda adorada por 100 entre 100 metaleiros e encerraram a apresentação com a já conhecida “Inner Prision”, canção do CD Ethereal Dreams, de 2003. Abrir um show para uma banda grande e com todos os contratempos causados pelo temporal não é uma tarefa fácil, mas a Heavenfalls da carismática Sabrina Carrion saiu, com muitíssimo louvor. aclamada do palco e deixando o público com sede de um show completo.

SHAAMAN

O Shaaman tem essa força de transformar situações inesperadas em energia para fazer um espetáculo inesquecível a todos os presentes. 38 minutos depois do Heavenfalls ter saído do palco, começa a soar a intro eletrônica. O espetáculo de luzes azuis indica que o show tão esperado estava prestes a começar. Hugo Mariutti (guitarra) entra no palco recebido pelos berros da galera, seguido de Luis Mariutti (baixo), Ricardo Confessori (bateria) e Fabio Ribeiro (teclados).

Iniciam o set com a explosiva “Turn Away”, a faixa de abertura do álbum Reason e logo entra Andre Matos (vocal) cantando os primeiros versos da canção. Nesse momento, parecia que o Circo viria abaixo. Sem deixar uma pausa pra galera recuperar o fôlego emendaram “Trail of Tears”, outra faixa de Reason, seguida de “Distant Thunder” (do álbum Ritual), que me fez lembrar o temporal que o Rio de Janeiro enfrentara horas antes. “Hear the call of a distant thunder, there´s a voice in the sky” – ouvir esse refrão entoado por todos só vem reforçar o quanto o mestre Andre Matos é brilhante ao compor hinos que entraram para a história do Heavy Metal.

É a vez de “Time Will Come”, a primeira música que a banda divulgou (ainda com o nome de “Time Has Come”), no demo CD lançado antes do Ritual. Ao final dessa canção, Andre Matos agradece a todos pela presença e dedica a próxima canção àquele público tão fiel, que ele próprio chamou de “nossos seguidores”. Hugo Mariutti troca a guitarra pelo violão para executar os primeiros acordes de “For Tomorrow”, canção que já virou um hino entre os fãs do Shaaman.

Andre Matos assume o teclado para tocar a belíssima “Innocence”. Novamente o público comemora com muita emoção. Todos cantam juntos, formando um daqueles belos momentos em que público e artista são um só. Não poderia ser diferente, pois essa é uma das melhores composições do Metal mundial dos últimos tempos.

“Reason”, a faixa título do segundo álbum de estúdio da banda, seguida da versão instrumental de “Be Free”, onde Andre Matos sai do palco e os outros músicos fazem uma demonstração de seu virtuosismo. Pra completar a apresentação instrumental todos saem do palco, com exceção de Ricardo Confessori, que arrasa na bateria com um solo destruidor e preciso.

“Scarred Forever”, mais uma do álbum Reason, ficou mais pesada ainda ao vivo. Na sequência, “More”, o cover da banda gótica The Sisters of Mercy que ganhou nova roupagem nas mãos do Shaaman. O riff dessa música parece deixar todos em transe. O último acorde da canção parece trazer todos de volta ao Circo Voador.

Fabio Ribeiro começa a tocar uma intro que remete ao som erudito de Johann Sebastian Bach, anunciando “Pride” (do Reason), música em que Tobias Sammet (Edguy) divide os vocais com Andre Matos na gravação de estúdio e que ao vivo Andre consegue conduzir sozinho com maestria.

Outro momento muito esperado, a balada “Fairy Tale”. Mais uma vez, o público canta com toda a sua força.

A próxima é “Here I Am”, a música que abria os shows da Reason Tour (depois de “Ancient Winds”) aqui foi deixada para o final do show. Sim, final, pois logo após essa canção, Andre agradece muito a presença de todos e anuncia que irão tocar a última música da noite. Fabio Ribeiro começa a tirar do seu teclado as primeiras notas de “Lisbon”. Ao final da canção a banda sai do palco deixando a sensação que ainda teríamos o sempre esperado “bis”.

Alguns minutos depois eles retornam e a intro da bateria de Ricardo Confessori anuncia o cover de “Painkiller”. A banda encarna um Judas Priest destruidor. Se Rob Halford estivesse assistindo ao show, certamente estaria com um sorriso de aprovação no rosto.

E assim chega ao fim mais uma celebração ao metal. Andre Matos, a certa altura da apresentação, disse: “não sei por que quase sempre que viemos ao Rio acontece um temporal. Talvez seja azar, ou talvez a Natureza queira fazer um som mais pesado que a gente, mas com tantos imprevistos e tantos contratempos, vocês enfrentaram o temporal pra vir até aqui. Isso só nos dá mais força pra fazer um baita show pra vocês.“

E como sempre, foi isso que eles fizeram. Um baita show.

SET LIST (agradecimentos a Felipe Drummond)

TURN AWAY
TRAIL OF TEARS
DISTANT THUNDER
TIME WILL COME
FOR TOMORROW
INNOCENCE
REASON
BE FREE
DRUM SOLO
SCARED FOREVER
MORE
PRIDE
FAIRY TALE
HERE I AM
LISBON
PAINKILLER

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Fonte: Shaaman e Heavenfalls (Circo Voador, Rio de Janeiro, 10/02/06) – Resenhas de Shows http://whiplash.net/materias/shows/028044-shaman.html#ixzz1jCC7HONv

 
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Publicado por em 2006/02/10 em Assessoria, Outros

 

Live N`Louder (Canindé, São Paulo, 12/10/05)

O Live N’Louder (organizado pela TOPLINK em parceria com a revista ROADIE CREW) foi anunciado em janeiro de 2005 como uma nova opção para os fãs de heavy metal, que estavam sedentos para vários shows internacionais fora do meio “mainstream”.

Fotos: Ricardo Zupa com apoio da Mediamania.

Desde 1998, com o fim do Monsters of Rock Brasil, não tivemos mais um festival forte na cena, embora eventos como Abril Pro Rock e Ceará Music Festival tenham sido marcantes para os fãs. Mas eis que um festival com um nome consagrado (Scorpions), nomes com forte popularidade no Brasil (Shaaman, Nightwish), nomes considerados mais “underground”, mas que despertam o interesse do público (Rage, Dr. Sin, Destruction e Tuatha de Danann) surge para satisfazer a sede do público, que teve em 2005 um ano repleto de boas atrações e momentos marcantes. Iniciativas como a do Live N’Louder devem ser louvadas e aplaudidas, pois neste meio aonde os fãs de metal ficam fadados a comprar CD´s a preços exorbitantes, oito shows com o custo de 100 reais (ingresso de pista) são muito bem recebidos.

O local para tal empreitada não poderia ter sido mais bem escolhido: o Estádio do Candindé (sede da Portuguesa de Desportos) se encaixou como uma luva para as pretensões do evento: fácil acesso, boa visão do palco (este muito bem colocado), e dependências de boa qualidade. Pena que a organização cometeu dois erros que não devem ser repetidos em próximas edições: a alimentação (existiam apenas 3 bares para 25 mil pessoas e duas lanchonetes que ficaram abarrotadas durante todo o festival, com apenas uma opção para alimentação) e a abordagem da segurança interna (alguns relatos de truculência – NÃO CONFIRMADOS – foram ouvidos durante o evento) poderiam ter sido mais bem cuidados. Mas nem tudo pode ser perfeito e o festival funcionou no que se propunha, para deleite de 25 mil fãs que compareceram ao estádio num dos dias mais quentes da capital paulista.

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O critério para escolha das bandas levou em conta desde o sucesso das mesmas à tradição, gerando um “cast” diverso, polêmico e curioso. Desde o hard-rock do Scorpions e Dr. Sin, ao heavy-gótico do Nightwish, passando pelo “thrash” do Destruction, o som gótico-hard do 69 Eyes (banda até então inédita no país em todos os aspectos – nada foi lançado aqui até o momento) e o folk-metal do Tuatha de Danann, recém saído de uma vitoriosa turnê européia, que incluiu uma participação no “Wacken Open Air”.

Pois eis que às 13h (pontualidade britânica), os brasileiros do Tuatha de Danann sobem ao palco. Já os tinha visto no BMU de 2004, mas não pude deixar de notar como a banda evoluiu nestes anos. Com músicas pesadas, melódicas e misturando o heavy metal com doses bem cuidadas de “folk” e música celta, a banda cativou os presentes, com uma “performance” energética e elegante. Músicas como “Dance of Little Ones”, “Land of Youth”, “Believe is True” e “Brazuzan” foram bem recebidas pela galera, que exaltava a garra dos integrantes, além da classe na execução dos números apresentados. Infelizmente os brazucas tiveram o som cortado no começo de “Tingaralatingadun”, o que deixou muita gente revoltada. Mas tempo é tempo, e o festival tinha que continuar… mas será que três ou quatro minutos a mais fariam diferença?

Pontualmente às 14h15 o trio Dr.Sin sobe ao palco (sob um sol que teimava em queimar a todos, inclusive este repórter). Os paulistas já sabem o que esperar deste talentoso trio: peso, hard-rock e virtuosismo. Abrindo com “Calling Dr. Love” (que estará no CD de “covers” “Listen to the Dr´s”), a banda já cativou vários presentes, que cantaram músicas como “Time After Time”, “Emotional Catastrophe” (resgatada do primeiro CD), a bonita balada “Miracles” e uma versão magistral para “Dr. Rock” do Motorhead, com os vocais a cargo do batera Ivan Busic. O talento deste trio é inegável, e a competência idem. Edu Adanuy é de longe um dos melhores guitarristas do Brasil, e tudo isso conspirou para um grande, porém curto show. O “hit” “Futebol, Mulher e Rock and Roll” (curiosamente a música mais simples da banda) encerrou um grande momento.

O cronograma era seguido à risca, e eis que às 15h05 sobe a primeira atração internacional: os finlandeses do 69 Eyes. Com roupas de couro pesadas para o calor que imperava no Canindé, a banda começou a se mostrar para o público, visto que muitos sequer a conheciam, e isto gerou uma certa frieza que imperou durante o show. Mas não vamos tirar o mérito de Jyrki 69 (vocal), Jussi 69 (bateria), Bazie e Timo-Timo (guitarras) e Achzie (baixo). Abrindo com “Devils”, de seu mais recente CD homônimo, a banda executou um gótico com fortes pitadas hard. Imagine uma “jam” entre Motley Crue e Type O´Negative. Grosseiramente falando, isto é o 69 Eyes. Continuaram com “Hevilso” e “The Chair”. O vocalista Jyrkil não cansava de agradecer e mostrar sua satisfação, além de exultar a beleza da mulher brasileira (“EU ADORO ISSO!” – segundo ele). A banda ainda executou números como “Sister of Charity”, “Lost Boys” e seu “hit”, “Brandon Lee”. Um show bem convincente de uma banda que se tivesse sido mais trabalhada antes do festival certamente seria recebida de maneira mais calorosa. Um nome a ser acompanhado, porque os caras são bons.

Um dos nomes cogitados para o “cast” mas que acabou não sendo confirmado foi o do quinteto norte americano Testament, que cancelou sua apresentação por problemas de agenda e de formação (a banda não conseguiu reunir seu “line-up” clássico para a turnê brasileira), mas a produção deu uma bola dentro ao colocar o Destruction como substituto, pois Schimier(baixo), Mike(guitarra) e Tommy (bateria) puseram o Canindé abaixo com doses letais de “thrash” metal. Divulgando seu mais recente CD, “Inventor of Evil”, a banda arrasou: “Curse of the Gods” e “Nailed to the Cross” iniciaram o massacre, enquanto que “Mad Butcher” (aonde Schmier chamou São Paulo de a “capital do heavy metal”), a nova e excelente “Soul Collector” e a clássica “Thrash Till Death” agitaram a platéia, embora o calor ainda fosse forte e poucas rodas fossem abertas. A banda prosseguiu com “Live Without Sense”, e “Eternal Ban” quando aconteceu um caso inusitado: Schmier e asseclas saíram do palco para um “bis”, mas a produção entendeu que o show havia terminado, colocando som mecânico. A banda volta, o som é reativado e Schmier pede que todos olhem para trás, visualizando a torre de som, aonde o engenheiro mandava um suave cumprimento para os produtores. Não precisa dizer que o show estava ganho, e que “Total Disaster” e “Bestial Invasion” foram executadas com garra. Um Schmier mais vermelho do que um tomate se despediu da galera, e eu pensando comigo “que destruição”…

“Hey São Paulo, are you ready for some Rage?”. Foi o grito que Mike Terrana deu ao subir a bateria, mostrando a todos que o trio alemão/russo/americano Rage começava seu show. Uma banda que é considerada “cult”, mas que depois deste evento, ganhou vários fãs, com um show massacrante e tecnicamente perfeito (embora o som estivesse um tanto embolado, coisa que marcou os primeiros shows). “Don´t Fear the Winter”, “Great Old Ones” e um “medley” de “Firestorm” e “Solitary Man” arrancaram aplausos e urros da platéia, que se via embasbacada diante do talento dos caras. O show seguiu com “Black in Mind” e “Down”, para então o guitarrista Victor Smolski demonstrar seu talento e habilidade num solo completo: virtuoso, técnico, rockeiro e empolgante (arriscando até uns trechos de “Eruption” do Van Halen), durante quase quatro minutos. O massacre continuou com “Soundchaser”, “Set This World on Fire” e o solo de Terrana, destruidor. A banda ainda mostrou muito entrosamento no instrumental “Orgy of Destruction”, que precedeu a excelente “War of Worlds”.

Peter “Peavy” Wagner é um grande “frontman”, além de um baixista competente, e esbanjava seu carisma e respeito pelo público, dando-se ao luxo de ensinar os presentes a cantar o refrão de “Higher than The Sky”, que encerrou o show de maneira sublime. Um grande show, uma banda que saiu consagrada… não sei porque as barracas de “merchandise” tiveram um significativo aumento na venda de camisetas do Rage depois das 18hs…

 

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O Shaaman já é conhecido do público paulista e duvido que cada um dos presentes não tenha visto um show deste quarteto pelo menos uma vez. Logo não foi surpresa quando a “intro” ao estilo “Matrix” começou a rolar nos telões do Live N’Louder (que só ao cair da noite foram acionados), dando seqüência a “Turn Away” e “Distant Thunder”, já conhecidas da galera, que cantava todas as músicas em uníssono. “For Tomorrow” e “Time Will Come” deram o aspecto previsível do show, já que o Shaaman está em turnê, com um “set” constante e conhecido. Mas a banda deu uma bola dentro ao chamar o violinista Marcos Viana para participar do “cover” “More” (Sisters of Mercy) e da balada “Innocence”. “Pride” e “Lisbon”, do Angra, encerraram um show competente e conciso. A lamentar só a infeliz declaração do vocalista Andre Matos, que se dizia feliz por poder tocar “com status de banda grande”. Péssima escolha das palavras… no mais, o show competente de sempre, aclamado e aplaudido pelo público. 

Passavam das 20 horas e o nervosismo tomava conta dos presentes, já que era a vez dos finlandeses do Nightwish. A banda, que estourou mundialmente com o CD “Once”, era talvez a mais aguardada do festival, e a entrada às 20h25 com “Dark Chest of Wonders” e “Planet Hell” foi simplesmente avassaladora. Gritos foram ouvidos por todos os lados quando a vocalista Tarja Turunen, com um belo vestido amarelo (agora demissionária) adentrou o palco. A banda se mostrou muito mais entrosada do que em 2004, quando esteve no Brasil para uma turnê, com Tarja agitando bem mais e Marco Heitala (baixo) aparecendo como bom vocalista e um excelente “frontman”. “Everdream”, “Kinslayer” e “Phantom of the Opera” empolgaram os presentes, que cantavam cada verso dito por Tarja.

 

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Uma pausa para agradecimentos e a banda emenda “The Siren” e “Sleeping Sun”. Tarja deixa o palco e Marco assume os vocais para uma excelente e surpreendente versão de “High Hopes” (Pink Floyd), que ficou bem ao estilo do Nightiwish: pesada e melancólica. Tarja volta para “Wishmaster” (com uma palhinha de “The Trooper, a cargo do guitarrista Emppu) e “Slaying the Dreamer” (de “Century Child”) e canta sózinha “Kuolen Tekes Tattellan” (precisa dizer que foi em finlandês?), para delírio do público, aplausos constantes e uma vocalista emocionada, quase chorando. O “hit” “Nemo” é executado, cantado por todos, além de “Ghost Love Score” (aonde Tarja apareceu toda de branco, como fez em vários shows na Europa) e outro “hit” de “Once”, “Wish I Had an Angel”, que fechou o show, e para muitos encerrou o festival, já que uma considerável quantidade de fãs deixaram o estádio. Mal sabiam que ainda havia um massacre os esperando, e que eles iriam deixar passar… 

Scorpions era a grande incógnita do festival. Após um bom período de CD´s experimentais, a banda voltou ao hard com o bom “Unbreakable”, mas muitos questionavam se os alemães poderiam ocupar o posto de “headliner”. Com um palco muito bem colocado (logo no fundo, e tapumes com a capa do novo CD nas laterais) a banda entrou com tudo próxima das 23 horas com as novas “New Generation” e “Love´em and Leave´em”, para jogar na cara dos paulistas dois clássicos de uma vez só: “Bad Boys Running Wild” e “The Zoo” (juro que vi várias guitarras imaginárias sendo tocadas neste momento).

Uma música antiga (da era Uli Jon Roth), “We´ll Burn the Sky” é executada com perfeição, para dar lugar a mais um som novo: a excelente “Deep and Dark”. A “performance” dos caras beirava a insanidade: Klaus Meine nem parece um quase sesentão, com um vocal forte e afinado, e Rudolph Schenker parecia estar em 1985 no Rock in Rio, de tanto que agitava e pulava. A dobradinha “Coast to Coast” e “Holiday” funcionou perfeitamente, assim com a lindíssima balada “Wind of Change” (cantada por todos – nesta hora o Canindé tinha um dono). A sequência seguinte foi matadora: “Loving You Sunday Morning”, “Tease Me, Please Me” (com os solos seguros de Mathias Jabs e o baterista James Kottak dobrando as vozes de Klaus com maestria) e um solo de bateria matador a cargo do maluco de carteirinha James Kottak, que misturou técnica, agito e inteiração com o público.

 

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Era hora de enlouquecer o já insano público presente, e “Blackout” foi executada, além da nova “Blood Too Hot” (como esse novo CD é bom), além da maravilhosa “Hit Between the Eyes”. O público já cansado pela maratona de quase 11 horas ainda buscou forças do fundo do corpo para cantar “Big City Nights” (com a famosa parte que une público e banda”, com a banda saindo do palco para o bis. 

Na volta, o mega-sucesso “Still Loving You” e “Rock You Like a Hurricane”. Uma banda fantástica, renovada com a entrada de Pawel Maciwoda no baixo, que se mostra mais do que um músico contratado, sendo um verdadeiro agitador de massas. Para fechar, uma suave “When the Smoke is Going Down”, com a Flying V acústica de Rudolph. Um showzaço, digno de encerrar o festival de maneira apoteótica.

Depois de 13 horas de rock e metal, o que posso dizer? Cansado, exausto, abatido mas como todos os presentes, satisfeito. Uma boa idéia, um festival que funcionou, mas que precisa ter seus erros corrigidos, pois mudança de preços nas bebidas durante os shows, filas para alimentação e truculência dos seguranças não combinaram com a elegância dos shows apresentados. Até 2006, pois o Live N’Louder veio para ficar.

Fonte: Live N`Louder (Canindé, São Paulo, 12/10/05) – Resenhas de Shows http://whiplash.net/materias/shows/005270-scorpions.html#ixzz1jC87gIFL

 
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Publicado por em 2005/10/12 em Assessoria, Outros

 
 
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