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Shaman (Bard’s Night, Credicard Hall, São Paulo, 23/04/12)

Tudo bem, não foi o show mais esperado da noite, e creio que ninguém estivesse lá exclusivamente pela banda, mas eles eram os representantes brasileiros da ocasião, e fizeram bonito!

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

O show começou com uma hora e meia de antecedência, o que fez com que a casa estivesse ainda muito aquém de sua capacidade quando a banda entrou, mas mesmo assim, o quinteto, que apresentou a São Paulo seu novo e excelente tecladista Juninho Carelli, mostrou por que é a maior banda do gênero do Brasil na atualidade.

A noite começa com a clássica do disco Reason (2005) Turn Away, que já agitou e emocionou o público presente. A violentíssima Tribal By Blood, do disco Immortal (2007), entrou em seguida, me fazendo relembrar dos velhos tempos de Immortal Tour, que vivi intensamente. Depois foi a vez de um dos grandes clássicos da banda, For Tomorrow, do álbum Ritual(2002), cantada em coro por todo o público presente. Inferno Veil e Lethal Awakening, ambas do último disco Origins(2010) fizeram a alegria do público, que aparentemente adorou o petardo. Para finalizar o show com chave de ouro, outro clássico do álbum Ritual, Here I Am, também cantada em coro.

A conclusão é que a banda está em perfeita forma, com todos os músicos excelentes e muito enérgicos. Se o fantasma de Andre Matos continua presente no Angra com as fracas apresentações do atual vocalista, do Shaman não se pode dizer o mesmo; Thiago Bianchi mostra que não deve nada a seu antecessor, e se prova um dos melhores e mais versáteis vocalistas do Brasil. O novo tecladista também mostra que veio para ficar, fazendo um genial solo com iPad durante o show, inspirado em Jordan Rudess.

Um verdadeiro show de gala do quinteto paulistano, prejudicado apenas pelo pouco tempo disponível e inicio antecipado, fazendo-os tocar para menos pessoas do que mereciam.

RENOVATTI
TURN AWAY
TRIBAL BY BLOOD
FOR TOMORROW
INFERNO VEIL
ORIGINS THE DAY I DIED
LETHAL AWAKENING
HERE I AM

Fonte: Shaman (Bard’s Night, Credicard Hall, São Paulo, 23/04/12) – Resenhas de Shows http://whiplash.net/materias/shows/153986-shaman.html#ixzz1w0VwMJgN

 
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Publicado por em 2012/05/05 em Resenhas

 

Shaman (Pub Music N’ Bar, Presidente Prudente, 15/04/10)

O último fim de semana foi mais do que esperado para os fãs de melódico e de metal em si. Após mais ou menos dez anos, o Shaman  retorna a Presidente Prudente, agora pela primeira vez com a formação atual, mostrando que a banda continua de pé, sendo uma das melhores no cenário atual, ao contrário do que muitos pensam. No sábado, a banda recebeu carinhosamente vários fãs para uma noite de autógrafos que ocorreu na loja ‘Casa do Rock’ do organizador do show, Ricardo Girardi, vocalista da banda Semon.

O Semon Fest já está na quarta edição e vem melhorando gradativamente. Na terceira edição contou com a ótima HAMMURABI e pela primeira vez o evento possui uma banda de expressão nacional. No Pub, foi montado um palco adicional que dava de frente para o palco principal, com a bateria do Confessori e os equipamentos da banda já montados. Para uma cidade não tão acostumada com shows importantes, apesar da cena vir aumentando e se fortalecendo a cada dia, muitos ficaram admirados com o tamanho do kit de Confessori, o mesmo usado no Rock In Rio com o Angra.

No palco ‘secundário’, a primeira banda a se apresentar foi a excelente LAST KILL DAY. Banda nova no cenário prudentino que apresenta forte influência de Sepultura e Suicide Silence, da qual também a banda fez covers como Territory, Roots Blood Roots e Kairos, além de tocar duas músicas próprias que agradaram bem o público. Após esta banda, a AÇÃO E REAÇÃO invadiu o palco. Banda de Prudente já com 6 anos de estrada que chegou a tocar no mesmo palco que Hangar e Angra na última virada cultural da cidade, a banda mostrou som próprio e fez cover de MetallicaRaimundos, entre outros. A galera respondeu, assim como para a outra banda, agitando muito, abrindo rodas e batendo cabeça. Aliás, durante todo o festival, a platéia deu um show, respondendo cada banda com energia. A terceira banda foi a banda organizadora do evento. A Semon dispensa apresentações por todo interior de São Paulo. A banda, que já dividiu palco com Dr. Sin, é completamente respeitada e admirada por todos os fãs de metal de Prudente e região. A banda, que vem divulgando seu primeiro cd, ‘As Leis do Rock’, abriu o show com dois sons próprios, ‘As Leis do Rock n’ Roll’ e ‘Mais um Gole’. O vocalista Ricardo Girardi era ovacionado pela galera, afinal, este estava cantando como nunca. A banda fez uma apresentação fora da expectativa, sendo o melhor show que já presenciei da banda. A banda inteira estava enérgica e o pessoal ia a loucura. Tocando clássicos como ‘Ace of Spades’, ‘Thunderstruck’, ‘Raining Blood’ e ‘Paikiller’, entre outros, a banda só comprovou o status de maior banda de metal da região e que merece um lugar com as grandes bandas de metal nacional.

Após a Semon finalizar, o vocalista Ricardo, organizador do evento, agradeceu a toda galera presente no show, um público entre 400 e 500 pessoas e anunciou o grande show da noite, SHAMAN. A primeira música foi ‘Renovatti’, introdução do álbum Immortal, o primeiro lançado pela nova formação. Num telão improvisado acima do palco, passava um vídeo com cenas do último dvd lançado pela banda, show no festival Masters of Rock na República Checa, que foi apresentado ao lado de uma orquestra. Durante o vídeo, também, cenas do mais novo membro oficial da banda, o tecladista Juninho Careli, para a surpresa de muitos.

Após a introdução, os gritos agonizantes de ‘Turn Away’ aparecem nos PA’s, e a banda chega quebrando tudo. Uma banda coesa, firme e com presença de palco incrível, levando o público ao delírio. A música ainda contou com uma brincadeira de Fuma (apelido do baixista Fernando Quesada) que ‘jogou’ o baixo na galera, deixando eles tocarem. Sem pausa, ‘Tribal By Blood’ foi apresentada pro público. Uma música pesada e enérgica que conta com vocais agressivos de Thiago Bianchi, que fez um show completamente impecável. Não só ele, mas a banda toda foi inteiramente perfeita durante toda a apresentação. O novo tecladista da banda também fez seu papel, mostrando bom contato com público e ótimo entrosamento com a banda. Logo depois, ‘For Tomorrow’ levou o público ao delírio. Como a música é da antiga formação, uma comparação é impossível de não ser feita. Sim, o Shaman não deixou a desejar. A música foi executada com perfeição e competência por todos os membros da banda. A música é um clássico e levou muitos ao choro, fazendo Thiago descer e abraçar um garoto que estava em lágrimas na frente do palco.

Terminando a música Andina, Thiago parou comprimentando a galera e aos gritos de ‘SHAMAN, SHAMAN’, a primeira música do novo álbum ‘Origins’ foi apresentada. ‘Inferno Viel’ é uma patada nas orelhas. Música pesada e com uma pegada surpreendente, ao vivo só eleva ainda mais a pressão do show e confirma ‘Origins’ como um dos melhores álbuns da história da banda. Detalhe pro guitarrista Léo Mancini que, apesar de não ter trazido seu Nunchaku, fez um show imprecionante. O contato visual que Léo e Quesada mantinham com o público era incrível. Sem a introdução, Ricardo fez aquela virada na bateria que os fãs mais árduos já conheciam e ‘Lethal Awakening’ surgiu para todos. Primeira música do disco ‘Origins’, esta possui gritos altos de Thiago que, mais uma vez, foi extremamente competente. Detalhe novamente para Léo Mancini que executou o solo do começo e do meio da música com perfeição em relação ao que escutamos no disco.

Após as duas novas músicas, fomos levados ao passado com ‘Here I Am’. Primeira música do primeiro álbum do Shaman, ‘Ritual’, esta foi marcante. Com o refrão cantado por todos, Thiago estava visivelmente contente com a reação do público durante todo o show. As bandas de metal que vem pro interior se impressionam, muitas vezes, por ver tantas camisas pretas numa terra onde o rodeio e o sertanejo imperam. Logo no fim da música, Thiago pergunta ao público se conheciam o tal Ricardo Confessori que, logo após a resposta óbvia do público, iniciou seu solo matador. O solo de Confas não deixou a desejar e não esfriou o show. Seus velhos malabarismos com as baquetas provaram que Ricardo ainda agrada Gregos e Troianos (também chamados de fãs de Confessori e de Aquiles).

Depois do solo, chegou uma música muito esperada. A música do penúltimo clipe da banda, ‘Finnaly Home’, é incrível tanto no álbum como ao vivo. É emocionante ver a banda da forma que está hoje, principalmente nesta música. Sempre muito entrosada, só nos passa a sensação de um futuro cada vez melhor para a banda. A música foi emocionante do começo ao fim e nos levou ao ápice do show. Tendo momentos em que nem se ouvia a voz do Thiago diante de tamanha animação do público, ‘Fairy Tale’ era a música mais esperada por todos. Fazendo muita gente chorar do começo ao fim, ‘Fairy Tale’ foi ovacionada por todos, cantada e gritada por todos e executada com perfeição pela banda. Muitos, muitos mesmo, pensavam que o Shaman havia acabado após a saída de Andre e dos irmãos Mariutti. Pura besteira. O Shaman está mais vivo que nunca e este show foi uma prova disso.

Terminada a principal música do show, Thiago anuncia que, pela segunda vez eles tocariam a mais nova música da banda, o Hino do Metal Open Air, ‘At MOA’. Música agressiva, com pegada e pressão indescritível, ‘At MOA’ se encaixou perfeitamente no novo set list da banda, casando perfeitamente com as músicas mais pesadas do último álbum ‘Origins’. Para finalizar o show, Ricardo puxa mais uma introdução e ‘Immortal’, faixa título do primeiro álbum da nova formação, é executada.

Quase nenhum problema técnico foi apresentado e, apesar de um curto set list, o Shaman provou que ainda é um dos grandes nomes do metal nacional. Não é a toa que foi escolhido para escrever e gravar o hino do MOA e que também fará a abertura do show Blind Guardian e Grave Digger em São Paulo. O Shaman vem reconquistando seu espaço no cenário nacional e mostrando a cada nota executada que Ricardo Confessori, Thiago Bianchi, Léo Mancine, Fernando Quesada e o mais novo membro Juninho Careli estão em plena forma e animados para levar o nome do Shaman pro Brasil e pro mundo. Para mim, um dos melhores shows da minha vida e, ao lado de minha amada noiva, realizei mais um sonho. Obrigado Shaman!

Set List:
01 – Renovatti
02 – Turn Away
03 – Tribal by Blood
04 – For Tomorrow
05 – Inferno Viel
06 – Lethal Awakening
07 – Here I Am
08 – Solo Ricardo Confessori
09 – Finnaly Home
10 – Fairy Tale
11 – At MOA
12 – Immortal

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Fonte: Shaman (Pub Music N’ Bar, Presidente Prudente, 15/04/10) – Resenhas de Shows http://whiplash.net/materias/shows/153107-shaman.html#ixzz1w0WLpxM5

 
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Publicado por em 2012/04/25 em Resenhas

 

Resenha: Children Of Bodom – Carioca Club – SP – 04/12/2011

Depois de um ano recheado de atrações internacionais em solo tupiniquim, dezembro não podia ser diferente: ainda era começo de mês e o Children Of Bodom chegava à capital paulista para fechar com chave de ouro essa maratona de show internacionais e nacionais.

O quinteto retornou ao Brasil após dois anos para divulgar seu mais recente trabalho, lançado esse ano, o Relenteless Reckeless Forever.

E, por volta das 20 horas de um domingo frio, o palco do Carioca Club é tomado por Alexi Laiho nos vocais e guitarra, Jaska Raatikainen na bateria, Henkka Seppälä no baixo, Janne Wirman nos teclados e Roope Latvala na guitarra secundária.

Os fãs simplesmente vão à loucura com “Shovel Knockout” emendada com “Are You Dead Yet”, do CD de 2005, que leva o mesmo nome. Not My Funeral vem na sequencia e os fãs ensandecidos com a banda abrem um corredor bate-cabeça.

Então a banda começa um passeio pela sua carreira, sempre trazendo muito peso e técnica. O público, por sua ve, não deixa de corresponder a energia dos finlandeses no palco.

Sem parar nem para respirar, a banda é ovacionada: BODOM, BODOM, BODOM em unísono pela galera lá presente.

Conhecida como uma banda de covers inusitados, ouvimos versões de “Britney Spears’ I Did it Again” e “Journey’s Don’t Stop Believing”, porém da última ouvimos somente a intro e logo iniciaram a “Hate Crew Deathroll” e retirando-se do palco na sequencia.

Para o Bis, tivemos “Bodom After Midnight” & “Bodom Beach Terror”.

Ao término, Laiho pede para cantarmos em português um “Parabéns Pra Você” para um dos técnicos da Bodom Crew. E, para finalizar, a banda toca “Downfall”.

Set list muito bem escolhido, execuções beirando a perfeição e nessa energia, a banda nos deixa já com saudades, nos perguntando quando será a próxima…

Agradecimentos: Heloisa Vidal (Brasil Music Press), Adriano Coelho e Ricardo Dallal (FreePass Entertainment)

Set List:

1.Shovel Knockout
2.Are You Dead Yet?
3.Not My Funeral
4.Kissing the Shadows
5.Living Dead Beat
6.Roundtrip to Hell and Back
7.Children of Bodom
8.Deadnight Warrior
9.Hate Me!
10.Sixpounder
11.Blooddrunk
12.Angels Don’t Kill
13.In Your Face
14.Don’t Stop Believin’ (Journey cover)
15.Hate Crew Deathroll

Bis 1
16.Bodom After Midnight
17.Bodom Beach Terror

Bis 2
18.Downfall

Fotos do show podem ser conferidas em:

http://wp.me/P1L9RU-1d1

 
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Publicado por em 2011/12/08 em Resenhas, Shows

 

Origins – Shaman

Depois de 3 anos do lançamento do competente Immortal, o Shaman volta a milhão por hora com seu álbum mais pesado da carreira. Origins é um álbum conceitual, que conta a história do que seria o primeiro Xamã, na Sibéria, região norte da Russia. O disco consagra a banda como uma verdadeira banda de Progressive Metal! Sim, Shaman se tornou definitivamente uma banda progressiva. Se isso é bom? Vai de cada um.

Nota: 10 

 

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disco é extremamente pesado, com riffs arrasadores do começo ao fim! Os destaques principais do CD são o vocalista Thiago Bianchi, que mostra que não fica à sombra de seu antecessor, e Leo Mancini, que mostra-se um grande riffmaker, alem de um verdadeiro virtuoso. Não preciso comentar que Ricardo Confessori está, como sempre, tocando barbaridades. 

O CD brasileiro ainda vem com uma Bonus, um DVD de um show da banda na Europa com uma Orquestra! Onde, mais uma vez, a banda prova que não deve em nada para a antiga formação. Só o problema do set list curto.

Shaman mostra-se capaz de fazer metal de muita qualidade sem Andre Matos, e mostra que existe, sim, vida após a saída do vocalista. Uma verdadeira Masterpiece do metal brasileiro

Shaman – Origins (Voice Music-Nacional, Marquee-Japão)

1-Origins(The day i died)
2-Lethal Awakening
3-Inferno Veil
4-Ego pt.1
5-Ego pt.2
6-Finally Home
7-Rising Up To Life
8-No Mind
9-Blind Messiah
10-S.S.D.(Signed Sealed and Delivered)

DVD-Shaman & Orchestra Live at Masters of Rock:
1-Renovatti
2-Never Yield!
3-For Tomorrow
4-Freedom
5-Drum Solo
6-Immortal
7-In The Dark
8-One Life
9-The Yellow Brick Road
10-Blind Spell
11-Tribal By Blood

Fonte: Origins – Shaman – Resenhas de CDs http://whiplash.net/materias/cds/134792-shaman.html#ixzz1jF8WxTyD

 
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Publicado por em 2011/07/23 em Resenhas

 

Acoustic Hits – Leo Mancini

A abreviatura POP (“popular”) ganhou uma conotação negativa semanticamente. Se você quisesse agredir algum estilo musical o jeito mais fácil era chamá-lo de POP. Por conta disso muita gente deixou de prestar atenção em coisas bacanas porque elas já vinham com um carimbo indesejável. Se você desejasse ser mais incisivo na sua observação agregava ao POP a palavra “descartável” porque pra muita gente elas eram sinônimas uma da outra. Este fenômeno ocorreu principalmente na chamada década perdida, os famosos e sempre celebrados anos 80.

Nota: 9 

 

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Se toda generalização é desprovida de um certo senso de justiça é também legítimo afirmar que havia muita coisa boa na música pop, aqui no Brasil e lá fora. Até hoje são estas canções que figuram nas rádios FMs, em suas múltiplas versões, regravações, jingles emprestados e etc. 

Quando o guitarrista do Shaman/Tempest, Léo Mancini, empresta seu talento e cuidado para um projeto que que já foi explorado em outras ocasiões por outros artistas talentosos (e outros nem tanto) pode ser que em um primeiro momento o ouvinte fique com um pé atrás, porque a pergunta que ele faz é: mais um Emerson Nogueira?

Não. Léo Mancini não é mais um Emerson Nogueira ou uma Danni Carlos. É um músico igualmente talentoso mas com muitos recursos técnicos e uma EXCELENTE voz. Um cara diferente que passa uma enorme sinceridade cantando as canções de outras pessoas.

Um ponto extramamente positivo no trabalho “Acoustic Hits” (disco produzido pelo guitarrista e agora adquirido e lançado pela Som Livre) é a apurada produção e o esmero em soar – mesmo que os arranjos sejam minimalistas – muito próximo do original e quando isso não ocorre, LM e sua trupe conseguem colorir a versão com beleza e precisão, caso de “Kiss From a Rose” que recebe um belíssimo arranjo vocal nada devendo a canção original, uma das mais belas do repertório pop da década de 90.

Mesmo “Breakfast at Tiffany’s” canção da banda one hit single Deep Blue Something ganha um toque especial da parte do músico. A leveza dos arranjos traz uma agradável sensação ao ouvinte se cair de cabeça (e ouvido) nas interpretações e desempenhos dos músicos na canção.

Já “Unwell” pertence a sumida banda Matchbox Twenty, do igualmente sumido Rob Thomas, que ficou muito mais conhecido por seu dueto com o hábil guitarrista Santana (com quem está envolvido em uma nova produção de disco desde 2010) com a canção Smooth. Pouca gente sabe mais Rob Thomas também criador da série cult Veronica Mars. E nesta versão de LM fica impossível não ficar impressionado com o perfeccionismo na reprodução dos riffs e do groove do hit.

“Over My Shoulder” é canção certa das rádios FMs que primam por uma programação de música pop década de 80 e 90; a música do repertório da banda Mike and The Mechanics, tem timbres muito semelhantes e a voz de LM não está preocupada em soar parecida mas sim passar a mensagem da canção. A pronúncia do inglês do cantor e guitarrista em certos momentos é bem mais claro e cristalino do que o cantor original. Uma performance interessante.

A clássica “Everybody wants to rule the world” do duo Tears for Fears, ganha um tratamento especialíssimo, de violões e percussões, sem em nenhum momento deixar a peteca cair. Admiro covers (com algumas restrições) que respeitam a escolha do artista na gravação original, porque muitas vezes de fazer uma tentativa original acaba distorcendo a intenção da canção. LM faz tudo de forma muito competente e surpreendente porque afinal de contas é um músico que faz parte de uma banda de metal! Hoje em dia não existe mais o radicalismo que outrora afugentava muitos ouvintes. Golaço do músico.

E se você pensava que não seria possível fazer um cover acústico de um funk rock dos anos 90 tire seu cavalinho da chuva. Com vocal mais sombrio e grave, LM transforma “Epic” do Faith No More numa agradável canção de lual sem tirar nem pôr. Uma alteração aqui e outra ali nos arranjos para violão mas nada que retire da canção a decência que conquistou os ouvintes via Mtv e rádios. Mesmo sem um baixo muito presente (única crítica que faço à produção do disco) a versão não deixa ninguém na mão.

Meu cover preferido deste disco “Follow You Down” da banda pop Gin Blossoms mata uma saudade da BOA música pop produzida nos anos 90 e que neste caso existe um grande paradoxo, já que, mais do que grandes bandas, a década passada foi capaz de revelar GRANDES CANÇÕES em detrimento de GRANDES BANDAS, o que realmente é uma coisa muito curiosa, já que Gin Blossoms não deve figurar na lista de “mais queridos” de muita gente.

“Operation Spirit” do Live – banda muito conhecida por ser taxada de cópia do REM – é uma das minhas únicas ressalvas na escolha do repertório, mas admiro a escolha do produtor por esta canção e não pelo hit do Live, “Selling The Drama”. O Live esteve na ativa até 2009.

“Strangelove” é uma daquelas canções que ficaram no imaginário de todo mundo que tem mais de 30 anos, o que deve ser o caso também de LM. Uma canção dark/dance do excelente repertório de uma das bandas mais respeitadas da música pop, Depeche Mode. E se você pensa que pelo fato de estar aqui sendo “atacada” por violões ela ficou menos bacana? Nada disso. O disco continua divertido e ganha alguns adereços no arranjo. Excelente aposta. Jogo ganho.

“Friday In Love” nem é o maior hit do britânico “The Cure” mas com certeza é uma das músicas mais legais e simples do descabelado Robert Smith. Com uma introdução que lembra mais uma balada ao violão, LM, usa algum reverb no vocal, mas não atrapalha nada, nada. Repare que o disco todo tem um EXCELENTE trabalho de percussão que não se preocupa em chamar “todo mundo africano para cantar a chuva” e sim completar as canções e dar chão a todo acompanhamento. Mais um gol do músico.

“Mr. Jones” de certa forma é uma escolha óbvia. A intenção aqui era realmente viajar nos anos 90 por canções que ainda hoje são certeiras para milhões de pessoas. Eu não escolheria esta canção, não por ser ruim, mas porque foi exaustivamente tocada nas rádios brasileiras e por não dar muitas possibilidades de arranjos mais elaborados. Ah! A canção era da banda Counting Crows.

E se você ficou de boca aberta com a versão de “Epic” do FNM o que dizer de “Notorious” do Duran Duran, banda que até hoje, mesmo tendo perdido um pouco do espaço, segue produzindo material novo e fazendo suas canções, sem aquele mesmo brilho dos anos 80. Destaque absoluto para o baixo acústico que dá um charme excelente à versão.

“Wonderwall” é a bela canção do falecido Oasis que fez muita gente cantar (e chorar). O single milionário dos irmãos e inimigos Gallaghers foi uma ótima pedida e ganha uma ótima introdução, diferente da levada que a banda britânica escolheu.

Com “Hysteria” do Def Leppard, Leo Mancini faz uma ótima homenagem a uma banda de rock que sofre bastante preconceito no meio justamente por ter optado por privilegiar em seu repertório as baladas. E também não deixa de ser uma referência ao seu trabalho junto do Shaman e do Tempest, embora o som de ambas seja mais pesado do que o hard do Def Leppard.

Enfim, lamento que o disco não tenha tido tanto espaço na mídia pois muito pode ser falado sobre ele e sua produção já que, mesmo contando com amigos nas contribuições nos backing vocals e em outros instrumentos, LM se encarrega de tocar todos os instrumentos e trabalha na direção e produção do disco ou seja, um excelente trabalho que traz excelentes resultados em cada faixa e se você quiser montar uma festinha para matar saudades dos anos 90, toca este disco, por favor!

Track List
01 – Kiss from a rose
02 – Breakfast at Tiffany’s
03 – Unwell
04 – Over my shoulder
05 – Everybody wants to rule the world
06 – Epic
07 – Follow you down
08 – Operation Spirit
09 – Strangelove
10 – Friday I’m in love
11 – Mr. Jones
12 – Notorious
13 – Wonderwall
14 – Hysteria

twitter do autor: @dcostajunior
twitter do blog: @aliterasom

Fonte desta matéria: Aliterasom

 

Fonte: Acoustic Hits – Leo Mancini – Resenhas de CDs http://whiplash.net/materias/cds/131396-shaman.html#ixzz1jF9RhPVz

 
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Publicado por em 2011/06/03 em Resenhas

 

Immortal – Shaman

Quando peguei esse CD, pensei cá com meus botões: “Mais uma banda de Metal, com suas brigas de ego que ficam claras a cada faixa”. Levei a “bolacha” pra casa, sentei no sofá e suspirei fundo. Eu estava pronto para ser lançado em um universo de gritos agudos e solos intermináveis de guitarra. Quando botei “Immortal” pra rodar, entretanto, fui apresentado a algo bem diferente do que imaginei.

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Ricardo Confessori, baterista e fundador da banda em 2000, comanda uma “trupe” azeitada. Destaco, com honrarias de chefe de estado, o vocal de Thiago Bianchi, que vai do extremo – em “Tribal by Blood” – ao doce – na faixa “One Life”. Além disso, o rapaz ainda assina a produção, a mixagem e a composição das letras, numa rara postura para um vocalista de Metal (quase sempre impávidos e isolados em suas “bolhas de superioridade”).

Outro ponto positivo, a meu ver, é o fato de manterem apenas um guitarrista, Leo Mancini. Isso ajuda a manter um timbre próprio, bem peculiar, que caracteriza a banda. E Mancini não deixa a peteca cair, criando bases grudentas, como em “Inside Chains”, mas nunca abusando dos solos. Isso se chama feeling, senhoras e senhores: a arte de saber onde cada parte se encaixa. E isso, infelizmente, é para poucos.

Ainda no quesito produção, é extremamente necessário citar que “Immortal” é Made in Brazil até os ossos: gravado, mixado e masterizado em São Paulo; a belíssima parte gráfica ficou a cargo de Rodrigo Cruz, do SCstudio; além da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, que dá o ar da graça na faixa de introdução, “Rennovatti”, além de criar climas interessantes ao longo do trabalho. A qualidade dessa junção de fatores com certeza fechará a boca de muitos inimigos da produção nacional. A única parte que veio de fora foi um cântico indígena gravado numa tribo do Equador. O dialeto aparece na competente faixa-título.

Para fechar com chave de ouro, o Shaman te joga no meio de uma floresta na faixa “The Yellow Brick Road”. E quem chega até aqui, como eu cheguei, passa a enxergar no escuro.

E antes que alguém pergunte pela nota, eu digo: nota 10.

Fonte: Immortal – Shaman – Resenhas de CDs http://whiplash.net/materias/cds/083159-shaman.html#ixzz1jF70mxLM

 
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Publicado por em 2009/01/26 em Resenhas

 

Immortal – Shaman

A história quase todo mundo já sabe: os integrantes do Shaaman se separaram e o único remanescente, o baterista Ricardo Confessori, resolveu manter o nome vivo, voltando a se chamar Shaman (com apenas um A) e retornando ao “estilo” criado inicialmente em “Ritual” (2002), o alardeado Mystic Metal, que musicalmente não traz absolutamente nada de novo (e cai inegavelmente no heavy metal clássico/melódico praticado por diversas outras bandas) se restringindo apenas a uma temática diferenciada.

Nota: 7 

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash! ou de seus editores.

 

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Para isso recrutou um time de renomados músicos e novos talentos dentro do metal nacional e formou um time forte o suficiente para honrar o prestígio que a banda conseguiu ganhar em tão pouco tempo de carreira. O resultado da empreitada é “Immortal”, que traz todas as características apresentadas no já citado “Ritual”, soando um pouco mais progressivo. 

Thiago Bianchi (vocal), Leo Mancini (guitarra) e Fernando Quesada (baixo) cumprem bem seus papéis, com destaque para o vocalista, que salvo alguns exageros, se impõe e mostra um lado agressivo ainda inédito, assumindo bem o lugar deixado por André Matos. Leo (ex-Tempest) aposta em solos rápidos, sem muita melodia, mas compensa com riffs complexos e pesados, enquanto Fernando segura a cozinha com um endiabrado Confessori, que parece ainda mais seguro e determinado.

Os pontos altos são as rápidas “Strenght”, “Freedom” e “Never Yeld!”, a pesada “Trial By Blood”, que remete aos tempos do controverso “Reason”, de 2005, e a inesperada “The Yellow Brick Road”, que fecha o CD apontando para novos caminhos.

Totalmente gravado e produzido no Brasil, “Immortal” mostra de forma definitiva que os esforços não foram em vão. Sem abandonar os pequenos flertes com ritmos latinos, que ainda aparecem tímidos, a banda priorizou manter sua identidade original e reforçar a idéia do renascimento, em uma fase de transição que deve ganhar muito mais personalidade nos próximos lançamentos.

Fonte: Immortal – Shaman – Resenhas de CDs http://whiplash.net/materias/cds/079229-shaman.html#ixzz1jF5lKS8b

 
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Publicado por em 2008/10/26 em Resenhas

 

Immortal – Shaman

É muito fácil chegar ao novo Shaman cheio de preconceitos: “sem o Andre Matos?”, “querendo soar como o ‘Ritual’?”, “como o Confessori sozinho vai dar conta?”. Depois de um longo tempo passado do lançamento, chegou a minha vez de ouvir “Immortal”, o terceiro disco daquela mesma banda que se originou das brigas do Angra, que fez sucesso com “Ritual” como Shaman, gerou protestos em “Reason” já chamada de Shaaman, e que agora mudou de vez.

Nota: 8 

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A contragosto de seus ex-colegas – Matos e os irmãos Mariutti -, o baterista Ricardo Confessori aproveitou o fato de deter o nome do grupo e resolveu dar sobrevida à banda chamando bons nomes da cena brasileira: Thiago Bianchi na voz e assinando a co-produção com o líder, o excelente guitarrista Leo Mancini (ex-Tempestt) e Fernando Quesada no baixo. Tudo bem, “Immortal” é bom, muito bom. Mas, mesmo com algumas lembranças bem pontuais do Mystic Metal do Shaman original, a personalidade daquele grupo ficou para trás e ter mudado de nome teria sido a melhor solução. 

O maior desafio superado por Confessori foi na composição, uma vez que Andre Matos tem grande talento para a coisa, além de sempre contar com pelo menos três mãos na parte de teclas: ele próprio, Miro e Fábio Ribeiro, todos talentosos, sem dúvida. Mas o baterista resolveu seu problema com apenas um nome: Fabrízio di Sarno (Angra, Dianno, Karma, Symbols). Explicando, ele não faz parte da formação do grupo, mas foi responsável por todos os teclados, orquestrações, programações e até a regência da parte de orquestra real usada (Osesp). E, se todos os músicos do novo Shaman são ótimos individualmente, quem se sobressai a todos é Di Sarno, que co-assinou com a banda todos os arranjos e soube dar um acabamento nas músicas que fez total diferença, enriquecendo os 45 minutos de ‘play’.

Coube a ele, por exemplo, a introdução “Renovatti”, que se não é das mais memoráveis – talvez seja pelo fato de ser longa -, tem uma execução de primeira. A faixa de abertura, “Inside Chains”, também não impressiona – por sinal, o primeiro solo do disco é de teclado, coincidência ou não. O uso das teclas e dos efeitos foi extenso, já se repara neste princípio.

E é a partir da pesada “Tribal By Blood” que “Immortal” pega no embalo. Barulhento, Leo Mancini mostra porque pode ser considerado um dos grandes nomes da nova geração brazuca, os teclados são certeiros mais uma vez, dando o tom da música, e Confessori (com sua bateria bem destacada na produção) mostra que não perdeu o fôlego de tempos atrás, mandando ver no bumbo duplo. Até então, nada de lembranças místicas, o que aparece pela primeira vez na faixa-título, visivelmente composta a partir de uma linha de bateria. O “mystic” fica pelo começo e a parte central da faixa, com barulhos naturais e narrações exóticas, com participação até de um Xamã de verdade.

A influência do disco “Ritual” vem ainda mais clara em “One Life”, totalmente na linha de “For Tomorrow”, começando no violão e na flauta e partindo para trechos mais pesados, num dos momentos mais interessantes do disco, com destaques gerais. Leo, virtuosíssimo no solo, faz belo dueto com Quesada. Além do refrão grudento e a boa interpretação de Bianchi, indo dos agudos limpos a trechos mais rasgados, os arranjos e o uso de teclados mais uma vez são os elementos que transformaram uma boa faixa em algo além disso. O mesmo acontece em “In the Dark”, que de uma balada comum acabou recebendo trechos orquestrais e até de harpa e virou uma música realmente emocionante.

O momento “água-com-açucar” é encerrado prontamente com o alucinante riff inicial de “Strenght”, que é um Metal Melódico mais básico, acelerado, mas também muito bom. O que ficou aquém no nível foi o uso dos backing vocals, que pedem um bocado mais de agressividade. Se Leo já deixa o ouvinte boquiaberto no início, o solo com uma pegada mais de Blues também surpreende.

Já fechando o disco, “Freedom” não traz grandes novidades e tem um refrão bem memorável, assim como “Never Yield!”, esta sim mais um destaque. “The Yellow Brick Road” é mais uma bela balada, levada no violão e se destaca pelo uso da percussão, dando um leve toque étnico, na linha que lembra o clássico “Holy Land”, como muito já se falou.

“Immortal” é sim um grande disco e mostra que Confessori soube juntar bem seus cacos, dar a volta por cima e voltar à cena em grande estilo – como também o fizeram, cada um a seu tempo, Angra e Andre Matos após as separações. Agora tem de se esperar para ver se o lado mais místico foi apenas por conta de uma transição da banda ou se esta é realmente a cara do Shaman para seus próximos discos.

É verdade que o nome poderia ter mudado, deixando aquele antigo Shaman descansando em paz. Mas também é fato que o trabalho é bom nos níveis do que o batera fez com seus velhos companheiros, colocando o álbum entre os melhores do ano (2007). Portanto, quem ainda não experimentou, é hora de deixar os preconceitos de lado e dar uma chance, ao menos, ao novo Shaman, que além do velho Confessori, traz novos nomes que fazem parte da nata da nova geração.

Formação:
Ricardo Confessori – bateria
Thiago Bianchi – vocal
Leo Mancini – guitarra
Fernando Quesada – baixo

Track list:
1. Renovatti – 02:59
2. Inside Chains – 04:24
3. Tribal By Blood – 04:18
4. Immortal - 05:54
5. One Life – 05:04
6. In The Dark – 04:18
7. Strenght – 04:17
8. Freedom – 04:44
9. Never Yield – 04:47
10. The Yellow Brick Road – 08:18

Lançamento Nacional – Thurbo Music / 2007

Fonte: Immortal – Shaman – Resenhas de CDs http://whiplash.net/materias/cds/077124-shaman.html#ixzz1jF2MeHuO

 
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Publicado por em 2008/09/04 em Resenhas

 

Immortal – Shaman

Após um tempo de indefinição, brigas e incertezas, o Shaman dissolveu-se, sendo que da primeira formação do grupo que já era um “aglutinado” do Angra, ficou ainda mais reduzido. Depois do lançamento de “Reason”, apenas o baterista Ricardo Confessori continua no barco.

Nota: 8 

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A decisão de reformular todo o grupo foi a melhor solução encontrada para Confessori continuar fazendo o que mais gosta e animando os fãs com novos lançamentos. André Matos e os irmãos Luis e Hugo Mariutti deixaram a banda depois de controvérsias e encrencas. Mas o Shaman teria de continuar vivo, já que o sucesso alcançado em um curto espaço de tempo desde o nascimento era justificado pela qualidade dos trabalhos lançados anteriormente. 

E para provar que a banda está viva, “Immortal”, dá continuidade ao trabalho já desenvolvido e dá a entender que o Shaman está inabalável momentaneamente. Confessori foi muito esperto. Chamou o talentoso vocalista da banda Karma, Thiago Bianchi, para assumir o posto deixado por um dos maiores ídolos do metal nacional. E o cara não decepciona e até faz esquecer um pouco o passado pouco distante da banda. Thiago é muito bom, com um tom de voz agradável, que não deixa a desejar nos refrãos mais agudos. Típico vocalista para bandas melódicas ou de power metal, lembrando em alguns momentos, o alemão Tobias Sammet (Edguy/Avantasia).

Destaques do disco para a faixa de introdução “Renovatti”. São dois minutos de uma bela composição clássica, cheia de orquestrações e que a cada segundo te coloca a pensar como deverá começar a nova fase do Shaman. “Inside Chains” é engatada logo em seguida, música calcada no Heavy Metal tradicional, onde Thiago Bianchi já começa a se mostrar um excelente vocalista. A faixa tem muitas passagens de teclado, solos extensos e pesados amarrados a uma cozinha marcante com o baixista Fernando Quesada e a tradicional precisão de Ricardo Confessori. Aliás, o baterista deu um jeito de dar ainda mais destaque ao instrumento, seja na mixagem mais reveladora, ou até mesmo na forma de tocar, abusando dos bumbos duplos.

“Trial By Blood” já trás Bianchi mais virtuosos, com variações na impostação da voz e até com gritos estridentes. A guitarra é bem alimentada, pela técnica de Leo Mancini e pela harmonia de teclado, muito mais utilizada do que nos primeiros discos do Shaman. Para dizer a verdade, “Immortal” é uma outra banda, que pouco lembra o velho grupo: menos pretensioso e seguidor de uma linha tradicional sem ousadia, mas de reconhecido talento.

A faixa título é outra que exige ainda mais de Bianchi, seguro e ágil. Já “In The Dark” é uma semi-balada com um refrão muito bonito, solos rápidos e difíceis, e a melodia lembra inclusive um pouco do velho Angra. A música “Freedom” também lembra muito a tradicional banda brasileira, que até o final dos anos 90, levava ao lado do Sepultura a grande capacidade do Metal brasileiro.

É bom ver o Shaman em ação, principalmente com uma figura muito querida no cenário Heavy Metal no Brasil como Ricardo Confessori. “Immortal” está aí como um divisor de águas na discografia da banda. No entanto, resta apenas saber até quando ele será lembrado como a “cria” que nasceu depois de tanto sangramento e intrigas entre Confessori, Matos e os irmãos Mariutti no passado.

Fonte: Immortal – Shaman – Resenhas de CDs http://whiplash.net/materias/cds/072782-shaman.html#ixzz1jCjEkxhA

 
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Publicado por em 2008/05/17 em Resenhas

 

Immortal – Shaman

Desculpas pelo trocadilho infame, mas uma nova era começou para o Shaman. Após a separação, que fez com que Andre Matos, Hugo Mariutti e Luis Mariutti deixassem a banda, o batera e membro remanescente Ricardo Confessori re-montou o grupo, chamando Thiago Bianchi (Karma) para o vocal, Leo Mancini para a guitarra e Fernando Quesada para o baixo, deixando (como era de costume na formação antiga) o posto de tecladista para um membro convidado, no caso Fabrizio Di Sarno. Com este time, a banda lança agora seu novo CD, “Immortal”, cujo título não deixa dúvidas: o ritual continua, de outra maneira, mas continua.

Nota: 8 

 

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Porém sejamos honestos, não estamos diante de um CD novo ou revolucionário. “Renovatti” é bonita e marcante, mas “intros” como estas são comuns em CDs de metal, enquanto que “Inside Chains” e “Tribal By Blood” mantém o nível dos trabalhos de Ricardo em frente ao Angra e ao Shaman, ou seja: guitarras cortantes, vocais melódicos (confesso que a performance de Thiago surpreende) e uma bateria bem colocada. “Immortal” é marcada por ritmos mais cadenciados (um Xaman legítmo do Equador participa na faixa) e alguns exageros de Thiago no vocal (não me levem a mal, ele está mostrando uma nova faceta, mais agressiva, mas ainda precisa evoluir nos tons altos), enquanto que “One Life” resgata o flerte com percussões e ritmos brasileiros mesclados ao metal melódico. 

Fica claro que neste primeiro CD a banda optou por manter-se ligada ao estilo que consagrou seus músicos, ou seja, metal melódico: “In The Dark” é uma boa balada, enquanto que “Strenght” e “Freedom” respondem pelos momentos mais “speed” do CD, assim como a ótima “Never Yeld!” (a melhor do CD, na opinião deste). O flerte com ritmos latinos volta na boa “Yellow Brick Road”, porém neste caso a mesma soa muito como uma faixa que sobrou das sessões de gravação de “Holy Land”, do Angra.

Por mais que se fale em falta de originalidade neste CD, é inegável que o Shaman  conseguiu manter-se ativo e relevante musicalmente, no que pese a ruptura extrema pela qual a banda passou. Parte desta manutenção deve-se ao talento dos músicos que hoje compõem a banda, pilares fundamentais para tal processo. Não acho que seja útil comparar este CD aos seus antecessores, já que é o primeiro da nova formação, e 99% dos CDs que marcam renovações como é o caso deste são trabalhos de transição. Um bom CD, promessa de bons shows, e uma promessa ainda maior para trabalhos futuros.

Shaman – Immortal
2007 – Thurbo Music – NAC

Faixas:
Renovatti
Inside Chains
Tribal By Blood
Immortal
One Life
In The Dark
Strenght
Freedom
Never Yeld!
The Yellow Brick Road

Site Oficial: http://www.shamanimmortal.com

Fonte: Immortal – Shaman – Resenhas de CDs http://whiplash.net/materias/cds/066616-shaman.html#ixzz1jChuSDsL

 
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Publicado por em 2007/07/13 em Resenhas

 
 
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