Ricardo Confessori – Shaman

Escrito por: Kleiton Moreschi e Osvaldo Neto

Metal Clube – Olá, como vai Ricardo? Primeiramente desejamos a você uma boa sorte nessa nova jornada com o Shaman, e desde já te parabenizar pelos belos workshops que tem feito por todo país.

Ricardo Confessori: Oi Galera do Metal Clube, agradeço muito toda a energia positiva enviada e acho isso muito importante para que a banda tenha sucesso. Ando por aí viajando pelo Brasil, já tive oportunidade de fazer meu workshop em Minas, mais precisamente em Juiz de Fora e finalmente poderei ir a Uberlãndia para fazer mais um, o que me deixa muito feliz.

 Metal Clube – Ricardo, você tem feitos vários workshops por todo país, e a cada apresentação o público vem aumentando cada vez mais, isso mostra que não só a classe dos músicos mas a dos fãs também estão agregando a apresentações solos como a sua somente com a bateria. Como você explica esse aumento do público em seus workshops?

Ricardo Confessori: Tenho excursionado com meus workshops pelo Brasil, já são quase 30 que realizei só no ano passado, e é incrível como cada vez mais o número de bateristas presentes cresce nos eventos. Estou sempre divulgando o Shaman e meu trabalho paralelamente. Acho que as pessoas em geral, músicos ou não, tem carência por contato com músicos experientes, que viajaram o mundo tocando, que fazem disso uma profissão séria no Brasil. Cada vez mais isso se torna raro, então o público que ter esse contato, antes que entre em extinção. O que se passa num workshop meu, vai muito além de uma aula de bateria, é um universo musical que eu posso passar, sem o menor trabalho em me expressar.

Metal Clube – Como é essa dupla carreira de músico e produtor ao mesmo tempo, aliás, sobra tempo para algo mais?

Ricardo Confessori: Produzir toma muito o seu tempo, por isso não produzo tanto quanto gostaria, pois preciso dividir meu tempo com minha banda. Mas, como na atualidade precisamos nos desdobrar, até para sobreviver, acabo me envolvendo em várias coisas.Tenho meu próprio estúdio, o Plugin, estou trabalhando em um método com CD no momento, que será logo lançado. Um DVD aula será meu passo seguinte, tão logo eu conclua o método. E ainda dou aulas no Bateras Beat em São Paulo (www.BaterasBeat.com.br). As jornadas diárias são longas, mas valem a pena no final.

Metal Clube – Agora falando de Shaman, como que surgiu o convite para os novos integrantes da banda?

Ricardo Confessori: Surgiu de uma parceria minha com o Tiago em produzir uma banda no estúdio dele. Aí , papo vai, papo vem, ele me falou de alguns bons músicos que ele já havia gravado em estúdio, e assim começaram os testes. Só posso dizer que são músicos excelentes, que foram escolhidos dentre dezenas de outros músicos que testei durante audição em meu estúdio. Eu sempre digo a eles que eu não os escolhi, foram eles que me escolheram.

Metal Clube – Cada um dos novos músicos que acabaram de entrar no novo Shaman tem suas respectivas bandas. Como farão para que a agenda de cada banda seja diferente do Shaman, e isso não dará interferência em suas turnês?

Ricardo Confessori: Tanto o Leo, como o Tiago tem o Shaman como prioridade na hora de agendar shows, então tenho carta branca para fazer a nossa agenda de shows.

 Metal Clube – O Shaman vem agora com uma nova formação e uma base musical excelente da parte de cada músico, mas alguns tem por sua vez estilos diferentes da base antiga do Shaman em suas bandas. O que podemos esperar do estilo? Mais progressivo ou mais tradicional como a fase ritual?

Ricardo Confessori: No novo trabalho do Shaman estou voltando às minhas origens na batera, criando baterias como antigamente, na fase Angra. São muitas surpresas, e eu pretendo revolucionar de novo com esse novo CD. Pra mim ele tem que se tornar uma referência para bateristas, assim como o “Holy Land” (Angra) foi, e estou trabalhando duro para isso. A mistura é o que faz a coisa ser legal, cada instrumentista tem que gostar de algo diferente, para que o resultado final desejado seja alcançado. O que faz uma banda coesa, não todos ouvirem o mesmo, mas sim cada tipo de instrumentista ouvir o que há de melhor do seu instrumento em CDs por aí.

Metal Clube – Quais as suas expectativas desse novo lançamento? Como você acha que será a reação do público?

Ricardo Confessori: Acho que será positiva, estamos fazendo um trabalho honesto, se preocupando com o que o público quer ouvir, demos duro na hora de compor, então, se tudo faz sentido na vida, acho que essa banda terá um grande sucesso entre o público antigo e angariará muitos novos ouvintes.

Metal Clube – Já tem algo marcado como estréia, turnê pelo Brasil?

Ricardo Confessori: Ainda não posso divulgar qualquer data, pois elas ainda estão sendo negociadas, mas adianto que em mais alguns poucos meses estaremos em tour pelo Brasil e pelo mundo.

Metal Clube – Bom, Ricardo, foi um prazer. O Metal Clube agradece sua atenção e desejamos sucesso pra você e o novo Shaman. Deixe uma mensagem para seus fãs de Minas Gerais: 

Ricardo Confessori: Um grande abraço e a gente se vê em algum show do Shaman por aí !

Revisão: Rafael Oliveira

Fonte: http://www.metalclube.com/novo/entrevistas/3021-ricardo-confessori-shaman.html

Metal Clube

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