Shaman – BH/MG

Belo Horizonte mais uma vez entrou na rota de uma das grandes bandas do Metal nacional. Em sua segunda passagem pela capital mineira com a nova formação, os paulistas do Shaman presentearam a mineirada no último dia 11 de julho com um show bastante animado, composto por canções do último trabalho, além de relembrar alguns clássicos tradicionais da carreira do grupo.
Além de trazer o Shaman, o evento ainda contou com uma trinca bem conhecida por boa parte da galera mineira. As bandas Rosa Ígnea, For Bella Spanka e Witchhammer, se uniram ainda aos paulistas do Vanquish e acabaram servindo como um bom aperitivo grande parte da galera, que momentos antes do horário marcado se acomodava em frente ao Lapa Multshow de forma bem pacata e organizada.

Mas a estadia na fila de entrada parecia interminável. Inicialmente marcado para 21h, a abertura dos portões só veio a acontecer aproximadamente uma hora depois. Ruim para os mais pontuais, pois além de ficar bastante tempo na fila, a galera ainda foi obrigada a se proteger da baixíssima temperatura que ronda Belo Horizonte já ha algumas semanas. Objeções superadas, era chegada a hora da primeira banda se apresentar. Viria pela frente boas canções, aliados a um vocal lírico de também se tirar o chapéu.

shamanbh02.jpgO grupo responsável pelo pontapé inicial foi o Rosa Ígnea, formado pelos músicos, Daniel Kojima (guitarra), Richard Squair (guitarra), Guilherme Mitre (bateria), Renato Kojima (baixo), e Ligia Ishitani (vocal). Não é exagero nenhum mencionar o show do dia 11 de julho como sendo um dos mais importante da carreira do grupo, afinal, após vários anos de dedicação era chegada a hora de mostrar o poderio do Rosa em um evento de porte um pouco mais elevado. Na pauta, a divulgação do mais novo EP do grupo: “Theatre of Illusions”.

Como uma tentativa de esquentar um pouco mais a frieza da galera presente, a banda aposta em elementos já notórios em apresentações passadas. Logo ao som da canção de abertura “Journey”, já se via muito carisma de sua front-woman. A recém chegada vocalista Ligia Ishitani traz consigo boa dose de simpatia, mesmo não chegando a agitar de uma forma mais voraz em algumas ocasiões. Eis que na seqüência aparece a técnica “Remembrance”, que além de trazer à tona excelente trabalho instrumental ainda evidencia que a nova vocalista agrada e atinge momentos, porque não, surpreendentes.

O que serviria de motivos para uma animação maior, acabou não dando muito resultado. O público que aos poucos ia se acomodando, se limitou apenas a acompanhar o desempenho dos músicos (haja entrosamento!) em cima do palco. Mas quem sabe na próxima cartada a banda conseguiria o “algo mais” que parecia faltar na ocasião, e ela veio com “Alone in Paradise”, faixa que ganhou uma nova versão acústica no novo EP da banda. Por muitas ocasiões, Lígia procurava interagir com a platéia, ora com palmas, ora com algumas frases para o público. A resposta? Algumas manifestações esporádicas.

Independente de qualquer fator que possa atrapalhar alguma apresentação, estavam ali cinco músicos de um potencial extremo, grandes batalhadores que têm capacidade para carregar o nome do Rosa Ígnea por vôos ainda mais altos. Aos mais atentos, era fácil acompanhar a performance individual de cada um, resultando em canções com alta dose de técnica, melodia e um coeso Heavy Metal. Era difícil não ficar de olhos grudados, por exemplo, no baixista Renato Kojima, um dos grandes músicos da cena mineira.

Mas pasmem, após algumas palavras de Ligia é anunciada a nova “Theatre Of Ilusions”, canção de abertura do novo EP. Pena que estava na quarta música o encerramento da apresentação do Rosa Ígnea, um show extremamente reduzido, com menos de meia hora de duração e quatro canções no set executado. É fato, se alguém saiu prejudicado em todo o evento devido a alguns fatores negativos, essa foi a primeira atração, que mesmo esbanjando seriedade e profissionalismo, acabou vendo a chance de um set maior e uma divulgação mais extensa ir por água abaixo. Quem sabe um pouco mais de sorte possa ajudar em uma próxima oportunidade, afinal, seriedade e talento eles possuem de sobra.

shamanbh01.jpgLogo após o fim da primeira atração, uma grande movimentação tomou conta do palco do Lapa Multshow. A idéia era que tudo ficasse nos “trinques” para o segundo show da noite. Trazendo um versátil Gothic Rock, o For Bella Spanka cresce de forma assustadora a cada apresentação. A banda do ex-Norturna Fábio Bastos, mais uma vez, apresentou algumas faixas de seu excelente disco “Eat My Heart For Rebirth”, trabalho que há tempos trafega na boca da galera, além de tradicionais covers.

Assim que os primeiros momento de “Destroy Every Mountain” ecoaram no Lapa, já se via uma boa receptividade e um tom a mais de animação do público, que acompanhou a presença de dois novos integrantes na nova formação do grupo. Aliás, tal fato tem se tornado rotina nas apresentações do For Bella. Por várias ocasiões a banda tinha em seu line-up figurinhas diferentes, mas o líder Fábio Bastos explicou. De acordo com ele o For Bella deixaria de ser um projeto com membros distintos e convidados e passaria a se tornar uma banda fixa.

Só restaram aos fãs darem as boas vindas para a nova tecladista Thaís Souza e para o novo guitarrista Igor Farah, membros que devem seguir a jornada de divulgação do EP. A dupla se une aos já conhecidos Márcio Siqueira (bateria), Luiz Romaniello (baixo) e Fábio Bastos (guitarra e vocal) para tocar a pesada “Kill Somebody”, a segunda canção da noite. A faixa que fará parte do novo trabalho do grupo já vem acompanhando o For Bella, se tornando presença confirmada nos shows, e o melhor, com aprovação da galera. Também é justo, “Kill Somebody” deixa claro que o novo trabalho será tão bom quanto seu antecessor.

A performance da banda ao vivo continua de se tirar o chapéu, tornando totalmente conclusiva a idéia que mesmo tendo mudanças na formação, a banda consegue manter o mesmo padrão de outrora e transmitir com fidelidade o recado das faixas em estúdio. Ótimo para o público, que acompanhou uma versão turbinada de “Falling Love is Falling Apart”, mais uma boa opção de “Eat My Heart For Rebirth”. Durante todo o seu percorrer olhares atentos acompanhavam a agitada atuação de Fábio nos vocais, unidas a boas interações com o público. Os novos integrantes parecem ter sido a melhor escolha para assumirem seus respectivos postos. A dupla Thais e Igor executou de forma proveitosa todas as faixas, deixando um ar de entrosamento durante todo o show, mesmo com o segundo devendo um pouco em presença de palco.

Vamos relevar, pois estava no set um cover muito conhecido dos fãs do For Bella. Trata-se da clássica “Enjoy the Silence”, dos ingleses do Depeche Mode. A canção nas mãos do For Bella ganhou (mais uma vez) fortes doses de distorção, bastante melodia e um vocal agressivo de Fábio Bastos, que ainda consegue se destacar com sua guitarra. Vale lembrar que nos primeiros shows da banda, o line-up continha apenas um guitarrista. A segunda guitarra veio um pouco depois, adotada por Fábio Bastos.

Ao contrário da primeira atração, o For Bella teve tempo para trazer aos mineiros um set mais diversificado, fazendo assim, com que o show seguisse com a bela “Inside Your Love” e o cover de “Don´t Break My Heart Again”, do Whitesnake. A dobradinha encerrou um show repleto de atrativos, trouxe mais uma vez o bom desempenho do For Bella e conseguiu deixar a impressão de dever cumprido, pois também estava naquela noite uma grande oportunidade de se destacar em um evento de grande porte. Dito e feito, a oportunidade foi agarrada da melhor maneira possível. Ao apagar das luzes, alguns agradecimentos de Fábio para platéia e também para a equipe do METAL CLUBE. Que venham os próximos shows!

shamanbh03.jpgEnquanto a platéia se recuperava do show que acabara de ver (vários presentes já ocupavam as paredes, demonstrando sinais claros de cansaço), o WitchHammerse aprontou no palco sem muita demora, e logo o quarteto formado por Casito (baixo/vocais), Paulo (guitarras/vocais), Teddy (bateria) e Rogerinho (guitarras) estava pronto para levantar a platéia novamente. O show teve um set list incrivelmente longo, composto principalmente por músicas dos CDs “Mirror My Mirror” (2003) e “Ode To Death” (2006), um cover e certa confusão no final.

A apresentação é iniciada com os três atos da longa “Dartherium”, para uma ótima receptividade da platéia, que era agitada pela própria banda com sua atitude de palco. Até mesmo o guitarrista Rogerinho, que começou o show meio parado, não resistiu muito tempo e logo agitava junto aos companheiros. Ao final da música, a platéia gritava o nome da banda, liderada pela cara pintada de Paulo, que fez a maior parte das interações com os presentes. O show segue com “Oija Board” e “Me, Damn Lawless Killer (Disgrace Maker)”. Ao final dessas duas músicas, uma pausa onde a banda agradece à platéia pela presença e pelo apoio, e informa que estão em processo de divulgação de “Ode To Death”.

Em seguida, uma volta ao passado recente do CD “Mirror My Mirror”, e temos “A Party For The Sunrise”, seguida por “Underground Ways”. A essa altura, já era impossível não ficar impressionado com o talento do jovem guitarrista Rogerinho (que já impõe respeito antes de tocar a primeira nota, trajando a camisa das cordas Elixir). Cuidando de todos os solos da banda, ele mostra atitude com seus harmônicos alavancados cortantes e precisos, aliados a alguns solos diversificados e com ótima execução.

A banda já estava no palco há mais tempo que as duas anteriores, mas o show não dava menções que iria terminar tão cedo. E não terminou. Em seguida, tivemos um salto ainda maior ao passado com “Terrorist Prize”, do CD “Blood On The Rocks” (1992), um clássico da banda. Voltamos ao trabalho mais recente, “Ode to Death”, com a introdução do CD, “Liberty”, emendada com “Mirror My Mirror” e “Witchery”. A essa altura, nem as cordas Elixir agüentaram a fúria de Rogerinho, que teve de pegar a guitarra de Paulo para a execução da última música do show, “Countless Bathory”, do Venom, agora com Paulo assumindo apenas os vocais. Para desespero dos produtores, o tempo da banda parecia já ter acabado há tempos, e o palco acabou literalmente invadido por eles, que, mesmo tentando disfarçar o clima de “puxão de orelha”, não conseguiram deixar a situação menos desagradável. Além disso, o som do microfone de Casito misteriosamente sumia durante a última música. Apesar da apresentação excepcionalmente longa e com contratempos, os veteranos do WitchHammer fizeram um bom show e trouxeram ao público suas pesadas composições e furiosas composições.

Enquanto a banda ainda desmontava seu equipamento, os paulistas do Vanquish já se preparavam provavelmente pressionados pelos atrasos que já se acumulavam. A banda tocou com boa parte dos equipamentos emprestados pelos conterrâneos do Shaman, já que são conhecidos da banda.

Palco preparado.  Entra em cena o quinteto formado por Guilherme Falanghe (guitarras/vocais), Fábio Thomé (guitarras), Guilherme Reis (baixo), Maurício Sousa (bateria) e Daniel Malferrari (teclados), iniciando o show com a composição própria “The Lies And The Believer”, mostrando a qualidade e o profissionalismo do grupo. O vocalista Guilherme elogiou muito a cidade, que, segundo ele, tem a fama de ser a “mais Rock ‘n Roll do país”, tentando arrancar do público as saudações enlouquecidas que realmente tornaram Belo Horizonte famosa no cenário do Metal, mas com sucesso duvidoso na empreitada. O público certamente parecia estar gostando do show, mas abatido com os atrasos, os problemas de som recorrentes em todos os shows e estando há várias horas de pé, poucos realmente estavam em condições de fazer jus à fama de enlouquecidos.

Mas o Vanquish estava determinado a levantar a platéia e seguiu a apresentação com uma música pra levantar o público: “Enter Sandman”, do Metallica, de fato fez os fãs dispersos chegarem um pouco mais próximos ao palco, e alguns realmente cantavam a música junto com a banda, no que foi um dos melhores momentos do show.

A banda então apresentou outra composição própria, “Fool’s Errand”, enquanto a platéia assistia mais atenta do que participativa. O trabalho do Vanquish ainda é pouco conhecido por aqui, então não era mesmo de se esperar que a platéia fosse realmente acompanhar as canções do grupo. Provavelmente cientes disso, a banda teve a sensatez de intercalar suas músicas com covers conhecidos, para não dar à apresentação um ar muito maçante, e em seguida veio “The Tower”, de Bruce Dickinson. Sem dúvida, outro sucesso do Heavy Metal que vem em boa hora para dar um ar mais intimista ao show.

Para terminar, a banda anuncia outra composição própria, “provisoriamente” denominada “Metal Madness”, faixa ainda não gravada que estará presente no próximo trabalho, prometido pra daqui a cerca de três meses. Enquanto a canção não é um bom indicativo da segurança do grupo em nomear suas músicas, ela ao menos demonstra a característica “pró-Metal” do som da banda, com refrão característico, bons riffs e características mais ligadas ao Heavy Tradicional.

O Vanquish fez uma apresentação de tamanho comedido, para um público cansado que já ansiava pela banda headliner. Esse público, em sua maioria, já parecia de certo modo irritado com a quantidade de bandas de abertura para um show que, como vimos, foi excepcionalmente longo. Cientes da responsabilidade de ser a banda imediatamente anterior ao Shaman, os paulistas apresentaram um repertório curto, mas inteligentemente intercalado por músicas próprias e covers conhecidos.  Isso contribuiu para eles escapare da armadilha de serem considerados mais um empecilho ao início do show principal. Que o Vanquish volte em condições melhores, para que BH mostre a eles que somos realmente “a cidade mais Rock ‘n Roll do país”.

shamanbh04.jpgApós todo o bom trabalho realizado pelas bandas responsáveis por apimentar o festival, era chegado o momento mais esperado da noite. Todos queriam ver mesmo os paulistas do Shaman, que retornam a Minas Gerais pela segunda vez com a nova formação, encarregados de divulgar o mais recente trabalho, o álbum “Immortal”. Personalizado com um simples pano de fundo relembrando a capa do último disco, o palco foi rapidamente ajustado para que após a intro “Renovatti” surgissem os músicos Fernando Quesada (baixo), Ricardo Confessori (bateria), Léo Mancini (guitarra) e Thiago Bianchi (vocal), para delírio total do público, que mesmo não muito grande, conseguiu saudar os rapazes com bastante agitação e a esperança de um show inesquecível com grandes clássicos.

Ótimo, a banda parece ter entendido o recado. Para começar, a eletrizante “Inside Chains” já deixa claro que os membros estavam dispostos a dar o máximo de si, intercalando ótimo desempenho a frente de seus instrumentos com boa interação com a platéia – regado a muito entusiasmo!

Entusiasmo que se manteve vivo na seqüência com “Strenght”, outra do mais recente material. A segunda canção da noite é mais uma daquelas para banger nenhum botar defeito, ainda mais se analisado o desempenho dos músicos ao vivo. O quarteto além de contagiar a todos passando muito vibração durante o show, ainda “detona” ao executar as faixas do último disco. O público que demonstrava um leve sinal de cansaço após a acompanhar a desgastante matarona de quatro bandas de abertura, parecia ganhar ânimo maior a cada canção. Muitos optavam por cantar por completo os hits executados. Os mais agitados deixavam a “cantoria” de lado e agitavam da maneira que achassem mais conveniente.

Após muitas saudações, uma boa pedida!  A pesada “Turn Away” do antecessor “Reason” foi seqüenciada por “Time Will Come”, do belo disco “Ritual”. Ambas impecáveis ao vivo. Quem não acompanhou o último show acontecido em setembro de 2007 na capital mineira, teve na terceira e quarta canções da noite uma boa oportunidade para dar uma “sacada” em como a banda sairia executando algumas faixas da era “Matos e Cia”. Por fim, só restou aplaudir e idolatrar.

shamanbh05.jpgApós ser anunciada por Bianchi como sendo uma das canções que a banda julga como muito especial, a pesada “Freedom” ditou o ritmo dos belorizontinos e comprovou de forma categórica o entrosamento dos músicos. Outro fator que surpreende: como canta Thiago Bianchi. O também vocalista da banda Karma, por vários momentos foi o destaque do show com atuações de arrepiar e um carisma acima da média. Outro membro que esbanja carisma é Léo Mancini. O carequinha é furioso nas guitarras, agita de um lado para o outro, faz caretas e não se esqueceu do melhor, proporcionar grandes momentos com boas bases e solos criativos.

Nem Confessori perdeu a chance de mostrar seu talento. Após o fim de “Freedom” os músicos saem do palco e deixam o ex-baterista do Angra e fundador do Shaman aprontar para o público de BH. Um solo que para muitos é desnecessário, mas dos males o menor, afinal se tratava de um dos maiores bateristas do país. Aos mais atentos foi fácil notar alguns momentos idênticos ao solo executado no DVD “Ritualive”, com momentos mais agitados e boa participação da galera, que fez sua parte e correspondeu a altura.

Mais uma vez o grupo volta no tempo e traz a alegre “Blind Spell”, do primeiro registro. A eletrizante canção tinha tudo para ser mais uma dos grandes hits da noite, mas infelizmente ficou em segundo plano durante alguns minutos. Um leve desentendimento do público próximo ao palco chamou a atenção dos mais atentos e até mesmo de Bianchi, que não interrompeu a execução, mas mostrou preocupação e até mesmo tentou cessar o tumulto com alguns assobios. Pelo “boca-a-boca” o tal deslize aconteceu devido a uma disputa por uma baqueta arremessada do palco. Vai saber!

Após notar que tudo estava tranqüilo novamente a banda resolve acalmar os mais irritados com a fantástica “Fairy Tale”. Os gritos de saudação foram uniformes e renderam a banda bastante inspiração para representar de forma idêntica a versão original. Atualmente “Fairy Tale” é presença confirmada nos shows do Shaman, um clássico. Algo que lembre a mesma situação com “Carry On” na fase áurea do Angra.

Se Confessori executou um solo, seria injusto Léo Mancini não aproveitar a festa e “mandar bala” com sua guitarra. O guitarrista preencheu bem os espaços de um palco vazio e eletrizou boa parte do público que respondia euforicamente a cada riff e/ou solo executado. Legal mesmo foi a performance inusitada do músico, ao maior estilo “Eddie Van Halen”, com chutes para o ar, saltos e com direito a uma abertura muito bem calculada ao fim. Parabéns, Mancini!

O show em BH parece que foi marcante para os músicos e presentes, até o projeto RockWalk (Calçada do Rock) deu as caras no palco do Lapa e homenageou o Shaman. Em pleno show, os membros do projeto subiram ao palco, se apresentaram e explicaram o motivo de tal surpresa. De acordo com o idealizador Marcio Mota, o projeto é itinerante e tem como objetivo homenagear grandes nomes do Rock Brasileiro, e nada mais justo que adicionar o Shaman : “O Shaman se despontou muito após seu quarto e mais recente CD ‘Immortal’, colocando-a entre as melhores do segmento no país. E foi unânime a opinião de nosso comitê para indicá-la a RockWalk Brasil”, afirma Márcio. Justo, sem dúvidas. A premiação foi animada e acompanhada a olhares atentos, todos os membros esqueceram seus instrumentos, deixaram sua marca e se mostraram extremamente satisfeitos com a premiação, que vai percorrer todo o país com mega-exposições agendadas nos mais importantes Shopping Centers das principais cidades brasileiras, ininterruptamente.

Já era quase quatro da manhã quando surge a última música da noite. De acordo com Bianchi é uma faixa que muitos pediram na apresentação do ano passado, porém não foi possível executar naquela ocasião. Será “Carry On”? Claro!

A clássica canção do disco “Angels Cry” foi cantada como nunca, executada de forma eletrizante e fechou um show memorável, com direito a tudo de bom que o Heavy Metal pode proporcionar. De fato, a nova formação não fica devendo a antecessora e marca uma nova era no grupo, sem perder a essência que caracterizou o Shaman como uma potência nacional. Que venha 2009! Belo Horizonte espera por vocês!

Set Shaman:

  • Renovatti
  • Inside Chains
  • Strenght
  • Turn Away
  • Time Will Come
  • For Tomorrow
  • Freedom
  • Blind Spell
  • Fairy Tale
  • One life
  • Nothing to Say
  • Carry On                                  

                                                                     Em breve mais fotos!

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