Sphaera Rock Orchestra: mergulho ao universo erudito e rock

Em entrevista com WILL TOMAO e ALEXEY KURKDJIAN do SPHAERA ROCK ORCHESTRA, lutei bravamente em transcrever, no texto abaixo, um aparato geral de tudo quanto falamos. No fim das contas, acabou sendo um bate papo regado a vitamina de frutas e uma ou duas empadas, porque estávamos morrendo de fome. Eles saiam de um ensaio de quase quatro horas, e foi na padoca mais próxima que nos aboletamos para fazer a dita entrevista. No estabelecimento imperava uma barulheira renitente de gente conversando e tinir de copos e talheres, tentamos até falar mais alto, do contrário, meu gravador não teria préstimo emcaptar nossa conversa. Vamos lá!

Imagem

SPHAERA ROCK ORCHESTRA completará, esse ano de 2013, seis anos de estrada. Convém ressaltar que o grupo é divido em: PROJETO SPHAERA e SPHAERA ROCK ORCHESTRA.

SPHAERA ROCK ORCHESTRA fez seu primeiro show em 2008, no Sesc 24 de Maio, com outra formação. O vocalista era JOÃO LUIZ, habilidoso em fazer cover do RONNIE JAMES DIOBLACK SABBATH, dentre outros. Sua banda principal é a KING BIRD. Ficou com SPHAERA durante três shows, apenas.

Imagem

Então, ALEXEY convidou RICARDO BOCCI (ex-VIPER). SPHAERA ficara um período em stand-by, retomando ano passado com a formação que haviam terminado. “Como qualquer projeto ele vai evoluindo, se transformando”, fala ALEXEY. Em uma dessas transformações, o SPHAERA quer trabalhar uma sucessão de shows com convidados.

Imagem

Como SPHAERA ORCHESTRA produzem, dentre outras atividades, trilhas sonoras. Fizeram um trabalho com a LEVEL UP! GAMES, para o jogo on-line RAGNARÖK. A sede no Brasil convidou o SPHAERA para um evento particular, em 2010, onde teriam de tocar as músicas dos jogos, interpretando, ao vivo. ALEXEY foi quem escreveu os arranjos para a ocasião.

Imagem

ARTISTAS CONVIDADOS

Conheceram RAFAEL BITTENCOURT em 2009. Quando o grupo retornava de um hiato, seu último show havia sido no Blackmore Rock Bar, em São Paulo, com JOÃO LUIZ ainda no vocal. “A gente considera o RAFAEL como um colaborador fixo, vamos dizer assim”, definem ALEXEY e WILL. Outro vocalista que também deu as caras no SPHAERA foi BRUNO SUTTER. “O BRUNO é um amigo queridão, e com certeza vai participar de mais coisas com a gente”, conta ALEXEY. Ele revela que, no momento, não quer vocalista, tampouco guitarrista fixo. “Na minha opinião, a gente deveria ter um vocalista e guitarrista fixo. O ALEXEY não quer”, conta, em tom divertido, WILL TOMAO, e acrescenta: “Mas vejo que nesse momento, em específico, não é hora. E queremos testar várias pessoas”. Recentemente, MARCIO SANCHES, guitarrista que estava com SPHAERA até o momento, deixou o grupo, em clima amistoso, para dedicar-se em seus projetos pessoais.

A participação de DANI NOLDEN, vocalista do SHADOWSIDE, é outro bom exemplo de parcerias do SPHAERA. “Meu, a DANI cantando DIO fica muito bom”, WILL aproveita para comentar. A bela dama do metal participou com eles, juntamente com o guitarrista FELIPE MAVICHIAN, do Feitiço do Rock, no Sesc Catanduva no mês de julho. Para os fãs paulistas não ficarem de fora, também foi realizado show na Fnac Pinheiros dia 24 de agosto. Simultaneamente e em parceria com os músicos, acontecia a Expo Rock com fotografias de PATRÍCIA PATAH, fotógrafa que registrou shows das mais diversas bandas. Nessa última apresentação, além do guitarrista do SHADOWSIDE, RAPHAEL MATTOS, acompanhar sua parceira de estrada, outra dama headbanger fora convidada, a baterista FERNANDA TERRA, da banda KOMBATO. Além é claro, do patrício de ALEXEY dar sua segunda aparição com SPHAERA: FELIPE MAVICHIAN, ambos descendem de armênios. Circulando na Fnac, pós show, estava outro SHADOWSIDE, o baixista FÁBIO CARITO.

Simultaneamente e em parceria com os músicos, acontecia a Expo Rock com fotografias de PATRÍCIA PATAH, fotógrafa que registrou shows das mais diversas bandas. Nessa última apresentação, além do guitarrista do SHADOWSIDE, RAPHAEL MATTOS, acompanhar sua parceira de estrada, outra dama headbanger fora convidada, a baterista FERNANDA TERRA, da banda KOMBATO. Além é claro, do patrício de ALEXEY dar sua segunda aparição com SPHAERA: FELIPE MAVICHIAN, ambos descendem de armênios. Circulando na Fnac, pós show, estava outro SHADOWSIDE, o baixista FÁBIO CARITO.

Imagem

FACULDADE MUSICAL E OUTRAS PERIPÉCIAS

O SPHAERA almeja gravar um disco de músicas próprias. Está em fase de desenvolvimento, levando o tempo que tem de levar, é o que diz ALEXEY. Ademais, por não ser apenas uma banda de rock, torna o processo artístico um pouco mais moroso. “Desenvolver essa linguagem é o triplo de complicado”, ressalta ALEXEY.

Imagem

Imagem

“Não temos ainda as músicas autorais”, conta WILL. Interpretam canções de outros artistas, mas não como um cover categórico. “A gente não quer imitar. O que fazemos são as nossas versões”. Para fazer a junção da música clássica com rock, ALEXEY compôs uma abertura para iniciar os shows, que, convertendo para a música clássica, se chama: Overture. Toda peça clássica tem, comumente é usada na Ópera. Em geral, mostra alguns excertos que serão apresentados durante o espetáculo.

Imagem

Imagem

ALEXEY, na sua adolescência, tinha uma banda onde era vocalista, guitarrista e compositor. A banda BIOHAZARD se apresentaria em Santos, cidade onde ALEXEY residia, então. “A gente teve a oportunidade de fazer a abertura do show, minha banda era o LETHAL BREED. Hoje em dia não colocaria um nome desses, mas nem a pau”, admite, espirituoso.

ANDREAS KISSER, que morava nos Estados Unidos naquele período, havia sido convidado para tocar uma jam com BIOHAZARD. KISSER acabou por assistir a banda de ALEXEY fazer a abertura e gostou bastante. Em seguida, foi falar com o futuro maestro. O que chamou a atenção do guitarrista do SEPULTURA foi o fato de testemunhar ALEXEY solar, fazer a base e atuar como vocalista. “Daí, ele perguntou quem compunha as músicas, respondi que era eu”. ANDREAS soltou uma risada e ainda brincou sobre o fato de ALEXEY não deixar o resto da banda fazer nada. E ainda disse que o estilo vocal de ALEXEY era mais ou menos o que procurava para o SEPULTURA. “Daí falei: é mesmo?! Legal, brigado”, ALEXEY exclama, com uma risada breve, evocando essas lembranças de adolescente. “Nem me toquei na hora. Era moleque, bobão”, comenta, conservando a risada que parece ser substância especial da entrevista.

A esposa de ANDREAS, PATRÍCIA KISSER, estava junto. Disse que a banda andava fazendo testes para vocalista. Deixaram contato para ALEXEY, que não acreditava no que acabava de vivenciar. “É o tipo de coisa que você nunca imagina que vai acontecer. Passou uma semana e pensei: será que é mesmo pra eu ligar? Daí, liguei, e fiz um teste. Tinha uma música deles, uma demo, na época era fita ainda…”, faz uma interrupção jocosa, com a inseparável risada intercalando a frase. E eu pensando, comigo mesma, se ALEXEY sabe que também sou do tempo da fita (risos). ANDREAS havia passado a música Choky para ele fazer o teste.

No fim das contas, por uma série de casualidades, o maestro não pega o posto de vocalista. Na verdade, DERICK já estava encaminhado, àquela altura, dentro do SEPULTURA. ALEXEY comenta que teria sido, para o adolescente que era, uma responsabilidade grande demais. Substituir MAX CAVALERA para uma banda que gozava, na então ocasião, ser o carro chefe da ROADRUNNER. “Apesar de tudo, fiquei muito contente de ter sido convidado para fazer o teste. Ou seja, eles gostaram do meu vocal, de me ouvir tocando guitarra”, declara.

Passou um tempo, e ALEXEY cogita fazer algo cujo sempre idealizou desde que começou a se envolver na música. “Se eu tivesse de estudar, faria faculdade de música”. E explica sobre as exigências do período acadêmico. Os candidatos tinham de ingressar já com boa base em ler partitura, também dominar, pelo menos, um instrumento. Os cursos duram quatro ou seis anos, dependendo da escolha. “Não tem como você se profissionalizar em quatro anos. É um processo demorado, leva a vida inteira, na verdade”. Nessa fase discente, ALEXEY ainda abriu show para duas bandas brasileiras: em uma mini turnê do KORZUS, e outro para o SEPULTURA, em São Paulo.

No show de estreia de DERICK GREEN, ALEXEY foi assistir. “Teve uma festa no Manifesto, olha só o que você me faz lembrar (risos), uma festa fechada, que foi para convidados. Estava o JASON NEWSTED, do METALLICA, e o DERICK, porque iam apresentar ele”. Conta.

Após alguns anos, ALEXEY se afastou um pouco do meio metal, acompanhando como ouvinte, apenas. Afinal, era momento de dedicar-se a faculdade de música.

“Teve uma coisa interessante também. Em 1998, quando o METALLICA lançou o CD e o DVD com a ORQUESTRA SINFÔNICA DE SÃO FRANCISCO, eu falei: meu!, é isso que quero fazer!”, diz ALEXEY. No entanto, ao entrarmos mais nesse assunto, ele explica que a semente da música clássica sempre esteve dentro de si. ALEXEY vem de uma criação imersa no gênero erudito, e também na música popular. “Quando eu tocava metal, na minha adolescência, escutava muita música clássica. E quando entrei na faculdade de música, escutava muito metal, entendeu? Por isso digo, essa ideia do PROJETO SPHAERA é muito mais antiga, de antes de entrar na faculdade”, revela.

O MAESTRO MICHAEL KAMEN, regente que trabalhou nesse disco com METALLICA, tem um currículo conhecido e admirado por ALEXEY. “E o cara era muito roqueiro, também”, exclama KURKDJIAN. A frase foi conjugada no tempo certo. Pois MICHAEL KAMEN faleceu dia 18 de novembro em uma terça-feira de 2003, na cidade de Los Angeles. Tinha 55 anos de idade, e há muito padecia de esclerose múltipla, um tipo de inflamação no sistema nervoso central.

Após terminar a faculdade de música, e tendo uma briga ideológica na cabeça, briga essa, se debatendo entre rock e erudito, nasce SPHAERA. Segundo ALEXEY, não é para ser um mero grupo de rock mesclando com orquestra, e sim, algo único. “Não queria ser só da música erudita, nem ser só um roqueiro”, desabafa.

ALEXEY certamente não passou o período acadêmico inteiro apenas queimando massa cefálica com partituras e afins. Conquistou algumas amizades, dentre essas, seu atual braço direito: WILL TOMAO. Ambos se aproximaram tendo o metal como interesse em comum. O resto veio com o tempo, e também com o SPHAERA, projeto idealizado por ALEXEY e apadrinhado por WILL, segundo define o próprio.

AS PARCERIAS DE ALEXEY

SEPULTURA estava na fase de composição do disco A-LEX. “Pra quem conhece a história de Laranja Mecânica, sabe que o personagem principal ama BEETHOVEN, principalmente a nona sinfonia”, explica. “O ANDREAS achava que não podia faltar essa no disco, mas se fizesse só com a banda poderia ficar meio caricato”. Nesse meio tempo, o SPHAERA já tinha deixado de ser uma mera sementinha ideológica e começava a dar os primeiros frutos, realizando shows de música clássica e contemporânea. “ANDREAS foi assistir um concerto nosso, daí, me convidou para fazer esse disco”.

Pediu para ALEXEY fazer os arranjos, e assim gravaram. “Na véspera do SPHAERA completar cinco anos, o ANDREAS não podia ficar de fora”, conta. Os dois se tornaram bons amigos. E em outubro do ano passado, dia 24, era realizado o show de aniversário da SPHAERA ROCK ORCHESTRA no Centro Cultural São Paulo com o guitarrista do SEPULTURA como convidado.

“Uma parte de um sonho que consegui realizar com o SEPULTURA foi o show na Virada Cultural de 2011, com a ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO. Uma orquestra de 99 músicos. Lá, lembrei daquela época que vi o show do METALLICA com a SINFÔNICA DE SÃO FRANCISCO. Não fui o regente desse espetáculo, porque a orquestra já tinha seu próprio, mas escrevi todas as orquestrações e arranjos, e toquei violino elétrico com o SEPULTURA, juntamente com a orquestra”. ALEXEY ainda revela que eles pretendem lançar esse material, um dia, em DVD.

 

 

 

DILEMAS DE UMA ORQUESTRA METALEIRA

Ao fazer-lhes uma pergunta a despeito das dificuldades na estrada, eles tocam em um tema específico. Sobre o fato das pessoas estarem acostumadas, no caso de bandas de rock, se houver mudança de integrante é motivo para o grupo perder valor, perder fã. “A gente até entende, para nós é assim mesmo com algumas bandas de metal, temos essa opinião”, admite WILL. “Nas grandes orquestras mundiais, como: ORQUESTRA CONCERTGEBOUW DE AMSTERDAM, FILARMÔNICA DE BERLIN, ORQUESTRA DE NOVA YORK, ORQUESTRA DE VIENNA, da Áustria, o público não vai lá para ver o fulano de tal no clarinete, o ciclano na flauta, não. Muitas vezes, as pessoas nem sabem quem vai estar lá, tocando”, ele explica.

No naipe de orquestra o corpo tem, para cada instrumento, mais de um músico contratado. Existe revezamento. Então, é comum que em um determinado repertório a orquestra só precise de dois clarinetistas, por exemplo. Logo, nota-se, não há, exatamente, aparições sempre repetidas dos profissionais de um mesmo naipe. Para entender melhor, uma orquestra é divida em naipes, que são, a grosso modo, a separação dos instrumentos e sua respectiva organização.

São eles:

Naipes de cordas: violinos, violas, violoncelos, contrabaixos e harpa. Madeira: flautas e flautim, oboés e corne inglês, clarinetes e clarinete baixo, fagotes e contrafagote. Metais: trompas, trompetes, trombones e tuba. Percussão: os mais comuns são os tímpanos (do francês, timbales), bombo, caixa, pratos, xilofone, celesta, castanholas, gongo (tantã), maracas, triângulo, e outros.

Pode haver, por exemplo, uma turnê agendada, e se determinado músico não estiver escalado para aquela semana de concertos, não vai. “É assim que funciona mesmo, com qualquer orquestra”, conta WILL. Então, o público do SPHAERA começou a estranhar que acontecessem as variações de músicos, como no caso dos vocalistas. Quando carece de substituir um integrante, essa troca é feita com profissionalismo, respeitando o nível artístico da orquestra, para não comprometer a qualidade do concerto. “A única pessoa que sempre vai estar no SPHAERA é o ALEXEY. Porque ele é o regente”.

“O ALEXEY quem compõe, eu não componho nada, sou zero a esquerda”, confessa WILL, fazendo uma cara engraçada e salpicando a frase com risos. “Ele tem a visão artística, sou o cara da praticidade. Então, a divulgação de shows e a parte técnica, porque sou técnico de som também, eu que faço”. Ele fala que essa é a dinâmica que mantém a relação artística deles tão funcional, ambos tem pontos produtivos em diferentes aspectos, promovendo o equilíbrio. E se de um lado o SPHAERA tem esse ponto a seu favor, por outro, tem pontos desfavoráveis. Mas são detalhes técnicos. Por exemplo, a questão das dimensões dos locais onde se apresentam. “O grupo é grande e precisamos de espaço”. Regular os canais na mesa de som também são alguns dos detalhes que tem de ser trabalhados com atenção, porque a sutileza de uma flauta pode brigar com a turbulência de uma percussão. “Eu não posso ficar na mesa de som, porque estou lá, tocando. Então, tento ajudar o técnico na passagem, meio que comando”, diz WILL.

ALEXEY endossa as palavras do amigo. E aproveito para perguntar, dado os desabafos sobre as dificuldades, pego carona no clima de descontração e pergunto onde esse “batalhão” de músicos se junta habitualmente para os ensaios. O maestro me conta que é regente do CORAL DA COMUNIDADE ARMÊNIA de São Paulo. Esse coro é subsidiado pelo Clube Armênio, e eles cederam o espaço para o SPHAERA ensaiar.

DISNEY BRASIL

ALEXEY trabalhou com a DISNEY BRASIL já na época que a empresa realizava a promoção do filme Valente. “Eles chamaram o ANDREAS, porque queriam que tocasse a música Valtio”. Foi um evento fechado para parceiros, patrocinadores e mídia. ALEXEY fez o arranjo da música, a convite de ANDREAS, que acompanhou com violão. “Para ser apresentado numa parte do evento, eles queriam passar o trailer do Valente com a música Valtio, de fundo”, conta ALEXEY.

E foi um sucesso. Veio pessoal tanto da Disney da divisão europeia, como dos Estados Unidos. Depois disso, o maestro veio a ser convidado também para fazer parceria noutro filme da Disney: OZ, MÁGICO E PODEROSO, coube-lhe realizar a readaptação da partitura e da letra da música em português.

Para finalizar, ALEXEY fala sobre um projeto que será realizado em parceria com DANI NOLDEN, mas, por enquanto, ainda está em sigilo. Inclusive, antes que ele fizesse o convite para ela cantar com o SPHAERA, ALEXEY já havia sido convocado para um trabalho com a vocalista.

Para quem se interessou pelo trabalho desses músicos, meio banda, meio orquestra, curta a Fanpage no Facebook e se informe sobre a agenda do grupo:

https://www.facebook.com/SphaeraRockOrchestra?ref=ts&fref=ts…

Direção Artística, violino e regência: ALEXEY KURKDJIAN. Flauta: BEBEL RIBEIRO. Clarinete: WILL TOMAO. Primeiro Violino: LUIZ FERNANDO CADORIN. Segundo Violino: LUIZ GUSTAVO NASCIMENTO. Viola: RENATO ROSSI. Violoncelo: WAGNER LAVOS. Contrabaixo: DOUGLAS DEFREITAS. Bateria: RODRIGO LUZZI.

Por LAURA UDOKAY
Crédito das fotos: ERIKA BEGANSKAS
Crédito do Vídeo: InterFace Filmes

Fonte: Sphaera Rock Orchestra: mergulho ao universo erudito e rock http://whiplash.net/materias/biografias/187616-sphaerarockorchestra.html#ixzz2eciP0B8v

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s