Andre Matos

Andre Matos é um músico que conquista facilmente as mais seletas platéias. Aclamado como um dos mais reverenciados artista do mundo do Rock e Heavy Metal, ele é reconhecido pelos desafios impostos em sua carreira.

Ainda jovem, ganhou seu primeiro piano clássico, um presente de seu avô, figura muito importante em sua vida. Aos 10 anos, começou a fazer aulas do instrumento a fim de dominar sua técnica e  também freqüentou aulas regulares de tamborim, e, a partir da adolescência, paralelamente, principiou-se por estudar samba canção.

Músico de raízes eruditas, Andre Matos, no que concerne a seus estudos musicais, tem sólida formação acadêmica.

Malgrado a juventude no que concerne à idade cronológica, Andre Matos já soma 24 anos de carreira, a contar a partir de 8 de Abril de 1985 (data de sua primeira apresentação ao vivo), sendo que, até então, trabalhava como ajudante de seu pai, Pedro Henrique Matos, uma vez que, ainda nos longínquos anos 1980, lançou-se ao público como jovem talento, subindo aos palcos pela primeira vez em sua vida ainda pré-adolescente, aos 13 anos de idade.

Não obstante, ao longo dessas quase duas décadas e meia, solamente ou através de parcerias, já integrou ou mesmo co-fundou exatos 3 grupos musicais, além de um projeto musical paralelo; lançou mais de 20 álbuns fonográficos, afora, enquanto convidado especial, ter participado, em estúdio, da gravação de mais tantos outros álbuns de um sem-número de bandas e artistas, tanto nacionais quanto internacionais; assinou a partitura de dezenas de peças musicais tanto do repertório metálico quanto inclusive do erudito, bem como suas respectivas letras; estrelou rock e metal óperas; e se apresentou em concertos em quase todos os continentes do globo (exclusive a África), inclusive tendo cantado ou tocado ao lado de musicistas do maior renome internacional. Algumas das canções de sua autoria já foram trilhas sonoras e tema de uma telenovela e de um filme brasileiros, e, enquanto professor de técnica e interpretação vocais, já lecionou para outro renomado cantor brasileiro. Ex-vocalista das bandas de heavy metal melódico e symphonic metal Viper, Angra e Shaaman, onde também era um dos compositores, arranjadores, orquestradores, instrumentistas e letristas, está em carreira solo desde outubro de 2006. Atualmente se lançou no mundo da Produção Musical, assinando a produção de seu próprio álbum, Mentalize, em parceria com Sascha Paeth.

Destarte, Andre Matos é considerado, hoje, tanto pela crítica especializada quanto pelo público, um dos maiores nomes do metal em todo o mundo, bem como sendo um dos poucos artistas brasileiros de sucesso internacional, respeitado por músicos e colegas de profissão das mais distantes regiões do globo e com legiões de fãs em praticamente todos os continentes do planeta.

No começo dos anos 80, era tecladista de uma banda de garagem chamada Neptuno. Realmente a música estava encravada nas veias de Andre. Mas, ele nunca viria a imaginar o que aconteceria em uma tarde, na quadra de seu prédio, também no início dos anos 80.

Enquanto jogava futebol, uma bola, vinda do outro prédio, caiu no meio do campo. Antes mesmo que Andre pudesse jogar a bola de volta, um menino apareceu no muro,  e perguntou:

_ Você tem um time de futebol?

_ Não, responde Andre.

_ Mas nós temos uma banda, quer tocar com a gente? Indaga de volta o menino do muro.

Curiosidade: O menino do muro era nada mais, nada menos que Pit Passarel.

Ali seria mudado completamente o destino do então desconhecido Heavy Metal Melódico. Ao aceitar entrar para a banda, Andre marcaria para sempre seu nome no cenário como um dos maiores vocalistas do Planeta.

Curiosamente, foi escolhido para assumir os vocais porque era o “cantor menos pior de todos”, segundo seus amigos e também porque lembrava levemente Bruce Dickinson do Iron Maiden.

Nascia, então, o Viper.

Antes da fama repentina, para poder contribuir com a banda, Andre chegou a trabalhar de bibliotecário e entregador de pizza, sendo nesse último, o ganho de uma gorjeta astronômicamente errada, resultou na compra de seu primeiro microfone.

O Viper, banda em questão, foi fundado na adolescência do prodígio (uma vez que Andre tinha somente quinze anos quando gravou o primeiro álbum da banda), conquistou imediatamente a fama com sua demotape Killera Sword e posteriormente com o álbum Soldiers Of Sunrise.

Claramente o Soldiers of Sunrise é um dos melhores discos lançados até hoje dentro do metal brasileiro, graças a “hinos” como Knights of Destruction (às vezes lembra um pouco o som do IRON MAIDEN, principalmente na fase Piece of Mind), Nightmares (impossível não se contagiar com o vocal de Andre Matos, fazendo desta música um clássico do Viper), H.R (com uma vocalização diferenciada da restante apresentada no cd, sendo que esta música fala da “vida” do heavy metal), a faixa título (Soldiers of Sunrise) e por último Law of Sword (a mais heavy melódica do álbum). Das exatas 8 canções do repertório, Andre, que então ainda engatinhava na composição musical, foi co-autor de 3, através da parceria com os outros quatro integrantes do quinteto (a saber: “Nightmares”; “The Whipper”; e “Killera – Princess Of Hell”).

O primeiro show da banda ocorreu no lendário, porém extinto, Teatro Lira Paulistana, onde os talentosos adolescentes puderam mostrar a que vinham como banda suporte para o grupo Platina no Projeto SP Metal.

No álbum seguinte, Theater Of Fate, Andre gravaria sua primeira adaptação, Moonlight. Também no álbum encontramos o hino “Living For The Night” e “A Cry From The Edge”. Com ele, a banda atingiu a fama mundial, principalmente no Japão e Europa.

Com este álbum, o Viper, sendo uma das principais bandas nacionais de heavy metal, passou a soar mais autêntico. Seu antecessor, Soldiers of Sunrise, ficou muito distanciado daquilo que Theatre of Fate trazia, sonoramente. Indiscutivelmente, houve uma guinada quase que total; a começar pela produção mais elaborada. Outro fato marcante foi a saída de Cassio Audi(ex- baterista) para a entrada de Guilherme Martins (atual baterista do Toy Shop, antes Party Up); completando o time, André Matos (vocal), Yves Passarell (guitarra), Felipe Machado (guitarra) e Pit Passarell (baixo), foram responsáveis por um álbum muito mais trabalhado e diferenciado do que haviam feito antes.

Facilmente podemos encontrar muito mais melodia do que o peso antes apresentado em Soldiers of Sunrise. Quem presenciou de perto o lançamento deste álbum sabe que houve quem amasse e detesta-se Theatre of Fate- segundo alguns, faltava o peso que a banda tinha. De qualquer forma, absolutamente, não pode-se dizer que o peso é algo escasso neste álbum. Elementos de música clássica estão inseridos no conteúdo musical, devido aos estudos de Andre Matos, voltados para esta área.

Tecnicamente, os vocais estão mais definidos, trabalhados e nítidos- certo que a produção melhorada ajudou muito para isso. As guitarras vieram mais afinadas, bem como um baixo mais destacado. Em se tratando de bateria, vale dizer que a mesma não foi tão quebrada quanto em Soldiers of Sunrise. Andre Matos tinha apenas 17 anos e escreveu todos os arranjos de cordas, corais e teclados de Theatre Of Fate, numa época em que samplers e sintetizadores ainda eram muito pouco utilizados. Saldo final: uma banda muito mais evoluída, tecnicamente e musicalmente.

Ao analisar o conteúdo, temos a bela e profunda melodia introdutória de Illusions. Logo após, podemos escutar a maravilhosa At Least a Chance, com guitarras melódicas, música clássica e um vocal que chega a ser alto; o teclado existente no fundo dá um toque todo especial. To Live Again foi um clássico justificado por todos os aspectos; seus arranjos são belos, onde as guitarras são o destaque especial, bem como o encaixe do vocal à estrutura da música. A seguir, temos toda a formosura em moldura melódica de A Cry From the Edge, que foi o clip do álbum. Sua introdução é de emocionar qualquer amante do heavy melódico, com as duas guitarras juntas em ação; após isso, o peso toma conta do pedaço, provando que o Viper, até 1989, foi perito em saber dosar melodia e heavy tradicional.

Já Living for the Night foi, indiscutivelmente, o maior sucesso da banda; possui uma introdução com violão e voz absurdamente bonita. Prelude to Oblivion é outro ponto forte aonde se nota uma bela mescla de heavy melódico com música clássica. Dando seqüência, a faixa- título se mostra pesada e é a música mais longa do álbum, mostrando que Andre Matos, desde então, preparava seu caminho para ser o que, então, é atualmente: um dos melhores vocalistas. Para finalizar este excelente álbum, temos a super clássica Moonlight (da qual alguns excertos são inspirados no primeiro movimento da Sonata para Piano Opus 27 N° 2, “Sonata ao Luar” de Ludwig van Beethoven, demonstração patente da formação e influência eruditas do vocalista) que é uma adaptação da sonata de Bethoveen, onde Andre Matos, à época, colocou uma grande dose de lirismo em sua voz, provando ser capaz de atuar não só no heavy metal. E a interpretação vocal de Andre Matos, dotada de técnica e expressividade somadas a um timbre e a uma tessitura de voz o mais possível singulares, contribuíram definitivamente para o sucesso do quinteto.

Enfim, um álbum que provou, em pouco tempo, considerando-se o início da banda, todo um poderio de evolução, sob todos os ângulos.

A título de curiosidade, foram relançados Soldairs of Sunrise e Theatre of Fate em versão CD- 2 em 1- pela Paradoxx Music; possui um encarte luxuoso com algumas fotos e uma biografia da banda- vale muito a pena!

 Não obstante, malgrado seu sucesso profissional em nível mundial, Andre Matos, a fim de aperfeiçoar-se, enquanto musicista, tanto na técnica e na interpretação vocais quanto na composição musical, ao mesmo tempo em que – conforme o próprio artista alega no DVD “Viper 20 Years-Living for the Night” – dá-se conta de que não lograria conciliar sua carreira internacional com seus estudos formais no Brasil, desliga-se da banda a fim de se dedicar completamente a vida acadêmica, ingressando na Faculdade de Artes Santa Marcelina.

Sem nunca interromper os estudos de música clássica e aprimoramento vocal, ingressou na faculdade, onde formou-se mais tarde Bacharel em Regência Orquestral e Composição Musical. Além disso, ainda constam em seu currículo Habilitação em Canto Lírico e Habilitação em Piano Erudito. Dedicou-se por vários anos a atividades relacionadas ao canto como tenor lírico, fazendo parte de diversos coros profissionais, tendo, inclusive, composto peças exclusivas para o repertório coral. Finalizou seus estudos em canto junto ao professor Francisco Campos (titular da USP), com quem estudou durante seis anos.

Nesse interim, ele esperava encontrar as pessoas certas para formar uma nova banda e dar continuidade às suas idéias musicais.

Os anos 90 chegaram e com eles o que viria a ser o furacão do metal nacional. A banda Angra – formada em 1991, uma associação começada na faculdade, quando Andre Matos e Rafael Bittencourt faziam o mesmo curso, tinha como proposta a exploração de outras vertentes que pudessem incorporar-se ao som pesado: elementos da música clássica e regional.

Angra quer dizer “deusa do fogo” na mitologia tupiniquim, além de significar uma pequena enseada ou baía usada como porto natural. E esse foi o nome escolhido para a banda de heavy metal com influências clássicas formada em 1992 na cidade de São Paulo.

O quinteto ficou praticamente um ano ensaiando para, em seguida, lançar sua primeira demo tape e após várias trocas de guitarristas (como Andre Hernandez), Andre Matos (V), Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro (G), Luis Mariutti (B), Marco Antunes (D) e Fabio Ribeiro (K), lançaram a demo Reaching Horizons, tida como a melhor demotape de todos os tempos no cenário Heavy Metal. Nela continham as versões ainda não finalizadas dos clássicos Carry On (com duas versões distintas), Angels Cry, Time, entre outras.

A demo-tape Reaching Horizons surpreendeu o público e a critica, além de trazer de volta à música o ex-vocalista do Viper, uma das bandas percussoras e de maior destaque do metal no Brasil. Com uma produção hiper cuidadosa e muito acima dos padrões da época o encarte desse K7 possuía fotos e letras de suas seis faixas. Essa demo tornou-se raríssima e até hoje é disputada entre os fãs. Em 1996 foi relançada extra oficialmente nos EUA, também em uma tiragem limitada, já em CD. Com três faixas bônus o CD traz uma inusitada versão speed de “Wuthering Heights” da cantora Kate Bush, versão gravada para o álbum Angels Cry, mas que acabou ficando de fora na última hora, além de “Don’t Despair”, música inédita que não havia entrado na demo e outra versão de Carry On.

Mas foi com o clássico Angels Cry que o AngrA realmente alçou vôo. Com a saída de Marco Antunes antes das gravações, a batera ficou a cargo de  Alex Holzwarth (Thomas Nack do Gammaray assumiu as baquetas em “Wuthering Heights”). Para as fotos de divulgação e os shows seguintes, foi apresentado Ricardo Confessori como membro oficial da banda.

O álbum foi sucesso imediato na Europa e Japão, sendo disco de ouro em terras nipônicas. Angels Cry é o best-seller do Angra e contém o seu maior hit até hoje: Carry On, de autoria de Andre Matos, além do cover de Wuthering Heights, de Kate Bush.

Desse álbum foram feitos os videoclips de Time e Carry On, sendo o último uma coletânea de cenas ao vivo – principalmente footage do Masters Of Rock ’94.

Na mesma época, o nome Andre Matos foi sondado para o Iron Maiden, em um concurso mundial que escolheria o vocalista substituto de Bruce Dickinson. Andre Matos ficou entre os três primeiros colocados.

Aproveitando a onda do álbum Angels Cry, no ano de 94, foi lançado no Japão o EP Evil Warning, o que Andre Matos considera este EP como uma jogada comercial bem sucedida – “coisas de gravadora”, como ele costuma dizer. Na verdade, o EP não trazia nada de substancialmente diferente: foram trocados apenas alguns arranjos e a voz regravada. Nenhuma faixa inédita foi incluída neste lançamento que, por sinal, se deu apenas no Japão.

O sucesso realmente havia chegado para a banda, com uma tour pelo mundo todo, shows lotados, milhões de CD’s vendidos, o AngrA trouxe a Andre uma fama imediata, em uma carreira de dar inveja.

O próximo lançamento da banda seria um EP/Bootleg do Accoustic at FNAC, extraído de um concerto promocional realizado na FNAC de Paris no ano de 95, este “live” contém alguns arranjos acústicos interessantes baseados no repertório de Angels Cry, além de alguns bônus. Na verdade, trata-se de um EP com 3 faixas e, no princípio, foi lançado na França apenas como CD promocional, sendo editado mais tarde em outros países.

Mas foi em 1996 que veio a consagração. O CD Holy Land é considerado por muitos como o melhor dos discos do Angra até hoje, este álbum conceitual foi alvo de polêmica, quando de seu lançamento. A mistura de ritmos e melodias tipicamente brasileiras, música clássica e metal não agradou de cara e teve de vencer preconceitos para se firmar. Sem dúvida, de todos, este é o disco mais interessante, rico em atmosferas e passagens. A parte instrumental não é exageradamente virtuosística e os arranjos acústicos, bem colocados.  Isso valeu à banda ainda maior reconhecimento internacional, culminando em shows por diversos países europeus, como Itália, França e Grécia, além de dar ao grupo mais um disco de ouro no Japão. No início do ano seguinte, o ANGRA faria sua primeira tour no Japão, um dos países em que o quinteto é mais popular.

Um videoclipe foi gravado para Make Believe e chegou aos primeiros lugares das paradas e foi indicado para o MTV Video Music Awards de 97, acabando como um os mais votados. . A turnê de Holy Land foi extensa passando por, literalmente, os quatro cantos do planeta.

O lançamento seguinte seria o single de Make Believe em quatro edições. Lançado somente na França e em tiragem limitada, os singles de Make Believe são disputadíssimos e raros, talvez o suvenir mais desejado pelos fãs. As capas, colocadas lado a lado retratam o encarte do álbum Holy Land, já a arte dos discos mostra a banda e seus músicos em atuação. O primeiro com imagem da banda em foto de estúdio, o segundo com Andre Matos em performance ao vivo, no terceiro, Luis Mariutti e Rafael Bittencourt dividem a arte e no quarto e último, Ricardo Confessori e Kiko Loureiro também em performance ao vivo.

Curiosidade: O vídeo clip de Make Believe é até hoje o mais caro da estória da TV brasileira.

Há uma música nesse CD que sempre aguçou muito os fãs: O que realmente seria Z.I.T.O.? Dizem que seu significado está ou na letra da música ou espalhado pela carta de navegação que forma o encarte. O mais perto que conseguiram chegar foi em Zur Incógnita Terra Oceanus (Terra Incógnita ao Sul do Oceano – no caso o Brasil… Até que faz sentido pela temática do álbum), mas acho que nunca a verdade será revelada.

Outra coisa bastante curiosa é que a demo “Eyes Of Christ” é a mais procurada entre os fãs de Andre. Nela há uma única música que até hoje não regravada por nenhum dos músicos envolvidos no projeto, a Spell.

Em seguida, veio o laçamento do EP Freedom Call, com algumas músicas inéditas, este EP veio reforçar o lançamento anterior, porém, já fora do contexto de álbum conceitual. A faixa Freedom Call é na realidade uma sobra das composições de Holy Land, bem como Queen Of the Night, de Angels Cry. O CD conta ainda com uma versão de Painkiller, extraída do álbum tributo ao Judas Priest, do qual o Angra participou.

Em 1996, também, Andre participou fazendo segunda voz na demo da banda Henceforth – The Last Day, onde seu irmão, Daniel Matos, era o vocal principal.

Já na banda latina Nepal, Andre participou cantando parte da faixa Perfil Siniestro em espanhol e compôs e executou a faixa de introdução do disco, La Saga, em tempo record de 40 minutos. Seu então companheiro de banda, Kiko Loureiro, fez o solo no cover Children Of The Grave.

Como conseqüência de tantos shows bem sucedidos, é lançado no ano seguinte a primeira gravação de um show elétrico do Angra, Holy Live que, assim como o Acoustic at FNAC , também foi gravado em Paris é, por sua vez, um EP ao vivo de verdade. O lugar escolhido foi o Acquaboulevard e esta gravação representa o ápice da turnê Holy Land. Destaque para as falas de Andre Matos, todas em francês.

Vale lembrar ainda que o ANGRA fez a abertura para o AC/DC no show de São Paulo.

No mesmo ano, um dueto um tanto inusitado aconteceria em uma participação especial de Andre Matos. O disco Suddenly, de Rodrigo Alves, traria Andre Matos e Edu Falaschi divindo os vocais em uma mesma música, Another Night Gets Longer.

O próximo lançamento com o nome Angra seria o Acoustic… And More, EP lançado pela Lucretia Record’s para o mercado italiano em 1997 compondo a “Holy Box”, caixa contendo o albúm “Holy Land”, o EP “Acoustic… and more”, coletânea Lucretia’s Kiss, book e pôster. “Acoustic …and more” reúne no mesmo EP, Evil Warning e Live Acoustic at Fnac, respectivamente EP e single lançados anteriormente só no Japão.

1998 seria um ano marcante na vida do vocalista, com o lançamento do single Lisbon, a prévia de Fireworks contava com três faixa, com destaque para Lisbon, de autoria de Andre Matos. Foi editado em formato especial e logo se tornou item de colecionador. Este mini-CD seguia a tendência européia dos “singles” e, apesar de não muito usual, foi também lançado no Brasil e em alguns outros países.

Em seguida veio Fireworks, sendo que esta era a primeira vez em que o Angra trabalhava com um produtor diferente e a produção saía da Alemanha para ser realizada inteiramente na Inglaterra. O que também proporcionou momentos únicos, como a gravação de orquestra no lendário Abbey Road, da qual Andre Matos foi o único membro da banda a ter participado. Chris Tsangarides, conhecido por seus trabalhos com Judas Priest e Bruce Dickinson, impôs um ritmo diferente a este álbum, que seria o último com a formação original – depois desta turnê, três integrantes se desligariam da banda, incluindo Andre Matos. Fireworks se caracteriza por uma sonoridade mais forte e com algumas passagens progressivas. Apesar de não ter sido a mais longa das turnês – com apresentações até no Wacken Open Air ’99, foram sem dúvida os maiores concertos até então (destaque para o show do Zenith de Paris, com a participação de Bruce Dickinson nos vocais).

Ainda em 98, Andre participaria do álbum Younique, do Superior, na faixa Detect: Myself, onde divide os vocais com Michael Telgelmann e do CD Eternity Ends, da banda italiana Time Machine, na faixa I Believe Again, parceria que seria repetida em um Acústico com Kiko Loureiro nas guitarras.

Em 1999, o Angra faz seu último lançamento com a formação original, Rainy Nights, também uma sobra do álbum Fireworks, acabou por não entrar no CD completo, por ser considerada muito “fora” do estilo do mesmo. Na verdade, essa música já apontava para uma vertente quase pop, que talvez pudesse ter se aprofundado mais, caso a banda não tivesse se separado logo em seguida.

Após a FireTour, viria a dissolução do Angra com a saída de Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confessori, por problemas internos de gerenciamento. Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro escolheram por continuar na banda e recrutaram: Edu Falaschi (V), Aquiles Priester (D) e Felipe Andreoli (B).

Em 2000, Andre faz outro dueto inusitado, dessa vez com Thiago Bianchi, no CD de sua banda Karma, onde ambos alternam vocais rasgados em uma música muito bonita e viajante.

Em outra participação ao vivo, dessa vez com a banda Polimetro, Andre dá voz a música Episódio, cantada em espanhol.

Andre também se envolveu em um projeto chamado Looking Glass Self, naquele mesmo ano. Ele participa das músicas “Equinox”, “The Valparaiso Dreaming”, “Footprints Of Angels” e “Stigmata”. Este é um CD-Demo, que não chegou a ser lançado oficialmente, mas é facilmente encontrado em MP3 na internet.

Entre o final do ano 2000 e o começo de 2001, vem a luz o tão famoso projeto paralelo de Andre Matos, Virgo.  Para tanto, o parceiro escolhido foi ninguém menos que Sascha Paeth, produtor e companheiro de todas as produções anteriores com o Angra (inclusive Fireworks, no qual auxiliou nos arranjos de teclados).

Por se tratarem de velhos amigos, a dupla não enfrentou nenhum problema para compor e produzir esse álbum que, aliás, contou com uma superprodução em termos de estúdio e orquestra. Virgo é um projeto pioneiro dentro do metal, justamente por não ser completamente metal. Abriu vários horizontes musicais e flertou com diversos estilos musicais, desde a Soul Music até o  Rock Tradicional, passando pelo clássico, eletrônico e, claro, também o rock pesado – numa referência clara a nomes como Queen e Beatles. Foi um disco feito para fãs de metal, por músicos da cena metal, porém com a intenção de abrir os olhos e ouvidos para algo novo. Destaca-se a versatilidade dos dois músicos que compuseram todas as faixas e tocam vários instrumentos. A banda é completada por Robert Hunecke-Rizzo (bateria), Olaf Reitmeier (baixo) e Miro (teclados). Há também a participação de orquestra e coral.Andre Matos considera esse um verdadeiro divisor de águas em sua carreira: “antes de VIRGO eu não tinha muita consciência de minhas reais possibilidades, seja como cantor ou compositor.

Acho que a experiência que nasceu disso vai me influenciar para sempre em todos os meus outros projetos daqui pra frente”. VIRGO é considerado como o primeiro projeto solo de Andre Matos e a pergunta que sempre se repete onde quer que ele vá é: “quando será o próximo ?”

Também participou das duas partes da Metal Opera de Tobias Sammet, Avantasia, como Elderane – The Elf.

Após fazer uma mini tour para promoção do álbum Virgo, Andre estava de volta ao Brasil e junto com Ricardo Confessori e Luis Mariutti  formam o Shaman, levando adiante o estilo musical ao qual se havia proposto anteriormente. Foi escolhido para assumir as guitarras o irmão de Luis, o então novato, Hugo Mariutti.

A palavra Shaman é de origem siberiana e significa “aquele que enxerga no escuro”, é representado de maneira geral pelos sacerdotes que curam através dos elementos da natureza.

O nome da banda foi escolhido por Luis Mariutti por ter uma referencias ao trabalho que os músicos vinham desenvolvendo, já que “The Shaman” é o nome de uma música que está presente no álbum Holy Land da banda Angra e composta por Andre Matos.

O agora quarteto produziu naquele mesmo ano uma demo de quatro músicas, produzida por Thiago Bianchi.  O tracklist do CD era: Blind Shell, Here We Go, Be Free, Time Has Come (Faixas que se tornariam: Blind Spell, For Tomorrow e Time Will Come – com a formação original e Freedom – do Immortal, álbum com a segunda formção da banda).

Nesse mesmo ano, Andre voltou a fazer participação em uma das músicas da demo homônima, da agora banda de Hugo Mariutti, Henceforth – IQU (lê-se I Kill You).

E mais um dado interessante: Andre participa das gravações do álbum da banda do Violinista Marcus Vianna, Sagrado Coração da Terra (Ao Oeste do Sol, Leste da Lua), cantando em duas faixas: Terra e Bem Aventurados, pasmém, em Português.

E chega o marcante ano de 2002, onde o álbum debut do Shaman seria gravado e lançado.

Depois de mais de um ano dedicando-se a composições e até mesmo alguns shows de estréia no mundo todo, o CD debut Ritual foi finalmente lançado, em setembro de 2002.

Ritual era uma mistura de hard rock, música clássica e world music.

A produção ficou a cargo de Sascha Paeth e foi quase inteiramente realizada na cidade de Wolfsburg, Alemanha, (com exceção de algumas partes que foram registradas no Brasil e nos Estados Unidos) onde a banda se internou por mais de quatro meses. O resultado agradou a gregos e troianos, indicando uma clara transição entre o estilo já consagrado junto ao Angra e as inovações prometidas para a nova fase. Ritual é um CD conceitual bastante experimental que mescla elementos de world music com a música pesada do Shaman, além dos ritmos tribais e da influência orquestral. O tema de abertura Ancient Winds foi utilizado como trilha para cinema e, além disso, Fairy Tale sagrou-se como trilha de uma famosa novela de TV – com picos de audiência de 100 espectadores – , o que levou o Shaman logo de cara a uma exposição em nível nacional jamais vista para uma banda do gênero. A música também alcançou os primeiros lugares nas paradas das rádios rock brasileiras e o videoclipe,  chegou às primeiras posições na MTV.

O álbum Ritual foi muito bem recebido no Brasil e em todo mundo, sendo lançado em mais de 15 países. A World Ritual Tour durou um ano e meio, passando por todo o Brasil, além de diversos lugares na América Latina, Europa e Ásia.. Foram cerca de 150 shows, uma excelente marca pra um disco de estréia.

Após o lançamento de “Ritual”, seu primeiro álbum, o Shaman liderou as premiações em revistas de rock do mundo inteiro, em países como Grécia, Itália, Japão, Espanha, França, Argentina e México. No Brasil, o grupo esteve nos primeiros lugares das votações da mídia especializada, e a grande surpresa foi ter Ritual eleito como o melhor disco de música (e não só de heavy metal) de 2002 pelos leitores da Folha de São Paulo, onde ficou em primeiro lugar disparado na frente de grupos como Capital Inicial, Titãs, KLB e Tribalistas. Fato que se repetiria em 2004. Ainda neste ano a banda abriu o show do Iron Maiden, no estádio do Pacaembú, em São Paulo para aproximadamente 45.000 pessoas.

A carreira de Andre aparte do Shaman também ia muito bem. Fez participação no CD/DVD ao vivo da banda Dr. Sin, cantando a música Fire, numa versão matadora, com vocal grandioso; a aparição na faixa Fight For Survival, do CD Planetude – Holy Sagga, também está presente no CD da mente brilhante do Rhapsody of Fire, Luca Turilli – Prophet Of The Last Eclipse, Demonheart e uma passada pelo projeto pioneiro no cenário brasileiro – WILLIAM’S SHAKESPEARE HAMLET da Die Hard Records.

Quase todas as principais tendências do Heavy Metal estão contempladas.A quantidade de bandas no Brasil é algo realmente incrível, contudo, a maior parte delas não tiveram oportunidade de mostrar sua capacidade. Álbuns mal produzidos, baixa qualidade, falta de experiência, são alguns dos fatores os quais não permitem essas bandas de se projetarem, não apenas no Brasil, mas ao redor do mundo. Entretanto, as bandas são boas e certamente merecem a chance de mostrar o que podem fazer. Com esse pensamento em mente a Die Hard Records decidiu dar uma chance a essas bandas, na forma de um projeto majoritário chamado “William Shakespeare s Hamlet”.

Hamlet não é uma coletânea, não é uma ópera rock; em verdade, é muito mais do que ambos. Ele reúne quatorze das principais bandas brasileiras de Heavy Metal, todas com uma mesma meta: contar uma das mais incríveis histórias jamais escritas.

Magistralmente escrita em forma de poesia, William Shakespeare s Hamlet” é o mais ambicioso projeto de Heavy Metal já feito no Brasil. As canções são todas cantadas em inglês arcaico, e todas as letras foram escritas por um poeta brasileiro, especialista em Shakespeare. As bandas vão do hard rock ao death metal, incluindo progressive metal, trash metal, doom metal, stoner metal, melodic metal, power metal, white metal, e compõe juntas uma sinfonia única de graça e beleza..

William Shakespeare s Hamlet tem 74 minutos de música pesada, e além das bandas, o projeto ainda tem quatro vinhetas que separam os atos originais da peça.

Instrumentos eruditos e ópera são misturados com guitarras distorcidas e baterias velozes nesta obra prima, a qual é concluída com uma incrível canção composta pelo maestro José Luiz Ribalta e tocada por uma orquestra. Nesta última música todos os vocalistas cantam junto como se fossem um, e ainda há uma aparição muito especial de Andre Matos.

Esta é uma grande oportunidade de mostrar para o mundo todo potencial que o mercado brasileiro tem, as grandes bandas e infinitas possibilidades. É também valido dizer que este é apenas o primeiro de uma série de projetos…

De volta ao Shaman, ainda que apenas com um só álbum de estúdio, a banda resolveu colher cedo os frutos da extensa turnê do Ritual… Foram mais de 150 shows desde o seu lançamento, que culminaram com um grande concerto na maior casa de shows de São Paulo, o Credicard Hall, para um público de oito mil pessoas, lotação máxima da casa e record até hoje. Com várias participações especiais:Tobias Sammet, Sascha Paeth, Marcus Viana e George Mouzayek, Andi Deris e Michael Weikath. O lançamento de “RituAlive”, em CD/DVD, recebeu ótimas críticas e teve excelente vendagem. Segundo a direção da Universal Music do Brasil, RituAlive é o melhor DVD do gênero lançado no país devido à qualidade e conteúdo. O CD conta com uma faixa interativa em video, extraída do próprio DVD. A produção ficou a cargo e Philip Colodetti, que cuidou tanto da gravação ao vivo quanto da mixagem. Tanto DVD quanto CD foram recordes de vendas e tem suas tiragens esgotadas.

A parte “visual” do ao vivo Ritualive conta ainda com alguns bônus, como um Making Of de toda a turnê com cenas de bastidores, shows, entrevistas e estrada e também os videoclipes de Fairy Tale e For Tomorrow (feito com cenas desse registro) que foram veiculados na TV. Conta também com a discografia ilustrada da banda e o show completo.

No mesmo ano, Andre Matos foi o campeão absoluto de e-mails no programa “De Frente com Gabi”, feito ainda hoje não superado, mas que voltou a se repetir no site do programa, onde houve a votação que escolheria os melhores programas para as reprises de final de ano.

Também fez mais uma participação musical, dessa vez na Metal Opera Aina, assumindo o papel de Tyran na faixa Talon’s Last Hope, cantando ao lado de Glenn Hughes.

Avalanch é uma banda espanhola, Andre Matos participa do álbum Los Poetas Han Muerto, de 2003, em duas faixas,“Del Cielo a la Tierra” e “Madre Tierra”. Uma curiosidade fica a cargo das letras, que são cantadas em espanhol e não em inglês como habitualmente ocorre.

O ano de 2004 é marcado pelo fim da consagrada World Ritual Tour e por algumas participações especiais de Andre Matos:

Korzus – Ties of Blood – Evil Sight: Música que é basicamente guiada por um genial riff e com uma cozinha muito entrosada e criativa formada por Dick Sielbert (baixo) e Rodrigo Oliveira (bateria). Mas o destaque da faixa é a inusitada participação de ANDRE MATOS (Shaman), cantando de uma forma mais gutural. E, por incrível que pareça, mesmo não sendo sua praia, ficou genial.

Thalion – Another Sun – Follow The Way: Bônus track para a versão japonesa do CD, onde Andre e Alexandra Liambos dividem os vocais.

O começo do ano seguinte é marcado pelo lançamento do single de Innocence, do até então desconhecido Reason, sendo lançado em edição super limitada (cerca de 1000 cópias) apenas para a imprensa especializada.

Em 2005, com o segundo álbum de estúdio praticamente finalizado e pronto para o lançamento, foi anunciada uma mudança no nome. Buscando evitar futuros problemas jurídicos a banda consulta um genuíno xamã e após sua orientação a banda decide alterar o nome acrescendo um “a” e passando a chamar-se Shaaman.

Nos meses seguintes chega às lojas o álbum Reason. Com uma “pegada mais direta”. Dessa vez o disco gravado no Brasil pelo mesmo produtor do primeiro disco, Sascha Paeth, que diz que “Reason é o resgate de todo o peso, feeling e espírito do hard rock dos anos 80” e que “enquanto Ritual privilegiava a inegável virtuose dos músicos, Reason abriu espaço para a alma e o coração da banda”. A música ficou mais orgânica, o que ajudou a evidenciar o contraste entre guitarras pesadas, teclados classicos e elementos de world music.

As gravações iniciais também se deram em São Paulo, prosseguindo mais tarde na Alemanha. Reason é um disco inovador onde a banda não se rende ao óbvio. A sonoridade mais pesada e os climas mais acentuados denotam a necessidade de impor uma personalidade própria ao som, deixando de lado os modismos e vícios de um estilo já saturado dentro do cenário do chamado “metal melódico”. Um dos pontos altos do CD é o cover para More, do Sisters of Mercy, banda precursora do gótico nos anos 80. A temática recorrente é o existencialismo e nota-se uma maior maturidade no trabalho de Andre Matos, tanto na parte lírica quanto vocal, com linhas mais agressivas e expressivas. Com certeza, essa é a porta de entrada para a evolução da banda e também de seus músicos.

A Reason Tour passou por várias cidades do país e da América Latina entre março/2005 e maio/2006. Dessa tour, assim como da World Ritual Tour, seria lançado um DVD, mas por motivo de separação da banda, não foi lançado.

Do CD Reason, também podemos encontrar os videoclips de Innocence e More.

Ainda em 2005, seria lançado o CD do Henceforth onde Andre participa da faixa IQU e ainda há fortes, porém não confirmado indícios que Andre participaria do CD do Epica Consign To Oblivion, na faixa Consign To Oblivion “A New Age Downs Pt III”.

Em 2006 viria a separação definitiva da banda Shaaman, após a Reason tour, que durou mais um ano, alguns desentendimentos fizeram com que três dos ex-membros da banda a abandonassem, cancelando a gravação e posterior lançamento do tão esperado EP da banda – Rescue – e, assim dando lugar a Thiago Bianchi (V), Léo Mancini (G) e Fernando Quesada (B).

Em paralelo, Andre participaria do CD do Eyes Of Shiva, Deep, na faixa Kamisama um tributo ao jogador Zico, que também fez fama no Japão como técnico de futebol. Com o clima de Copa do Mundo, “Kamisama” fez com que o disco entrasse na lista dos dez mais vendidos do Japão. O título da música se refere à forma respeitosa com que os orientais tratam Zico, que ao saber da homenagem disse que agora “terá de ouvir Heavy Metal”. A voz de Andre Matos liga perfeitamente a veia moderna inicial, com riffs pesados e modernos, bateria e percussões muito sólidas às melodias mais tradicionais do refrão.

Andre também voltaria às raízes, fazendo uma participação mais que especial no novo CD do Viper, All My Life, na música Love Is All, fazendo dueto com o vocal oficial da banda, Ricardo Bocci, onde há partes que é impossível distinguir quem é quem.

No mesmo ano, Andre Matos estrelou o papel principal da Opera Rock “Tommy”, do The Who, em uma nova montagem da Banda Sinfônica Jovem e Coral Jovem de São Paulo, realizada entre os dias 16 e 18 de Junho de 2006, no Memorial da América Latina. Esta foi sua primeira experiência atuando em ópera, com total consagração de público e crítica. Sendo constantemente requisitado pelos fãs para repetição em outras partes do Brasil.

Entre 2003 e 2006, Andre Matos foi eleito “Melhor Vocalista” e “Melhor Tecladista” em países como França, Itália, México, Espanha, Grécia, Japão, Argentina e Brasil, também recebendo o “Troféu Rádio Rock” da 89FM / Rede Rádio Rock como melhor vocalista do Brasil.

Apenas na rede “Orkut”, podem ser encontradas mais de 500 comunidades em sua homenagem (a primeira, com mais de 20.000 membros). As recentes publicações da mídia especializada no Brasil indicam, por unanimidade, Andre Matos como campeão absoluto nas categorias “Melhor Vocalista” e “Melhor Tecladista” 2005/2006, na votação dos leitores e internautas.

Em 14 de setembro de 2006, lançou seu primeiro site próprio, o http://www.andrematos.net, que foi posteriormente substituído por seu Myspace Oficial http://www.myspace.com/andrematossolo

Ainda em seu site, foi disponibilizada a música Rio, mesmo que em streaming para que se tivesse uma idéia do que se tratava seu novo projeto que, mesmo levando seu nome, Andre Matos afirma que é a mesma coisa que uma banda, todos podem expor sua opinião sobre tudo.

Depois de deixar o Shaaman junto com os irmãos Mariutti e Fabio Ribeiro, Andre trilha seu caminho enveredando pela sua carreira solo. Em 14 de outubro de 2006, em pleno Live’n’Louder sua banda solo figurava como a surpresa do evento, apresentando novos sons e novos integrantes: Andre Zaza Hernandez (ex-Angra) e Rafael Rosa.

Em 2007, acontece a primeira baixa na banda e Rafael Rosa é substituído pelo baterista prodígio Eloy Casagrande (que tinha apenas 17 anos e já havia sido aluno de Aquiles Priester – Hangra/Angra).

2007 também é o ano que marca o lançamento do primeiro álbum solo de Andre – Time To Be Free, lançado em agosto, um sucesso absoluto ao redor do globo; e a tour mundial de divulgação do mesmo, onde, show após show só faz aumentar a popularidade de Andre Matos.

Time to Be Free poderia ser considerado uma coletânea de músicas inéditas do cantor. Isso porque percebemos ao longo dos seus mais de 60 minutos, influências de toda a sua carreira, passando pelas bandas Viper, Angra e Shaman e até mesmo pelo seu projeto solo “Virgo” com o guitarrista/ produtor “Sascha Paeth”. Tal fato não faz do disco algo datado ou previsível, mas ouvimos ao longo das 11 músicas (12 na versão japonesa, da qual disponho para análise) todos os melhores momentos do cantor ao longo da carreia, mesclando de forma perfeita um coeso Heavy Metal com influências clássicas do cantor, com inserção de harmonias e piano/ teclado ao longo de todo o disco.

A bolacha abre com “Mennuet” música de introdução com menos de 1 minuto mostrando toda a influência clássica presente no cantor e dá lugar à “Letting Go” que com sua levada speed abre o disco com muita energia (algo semelhante ao visto em “Ritual”, com “Ancient Winds”/ “Here I Am”); na seqüência vem a já conhecida e pesadona “Rio” com sua levada à la “Judas Priest” ( um petardo); o disco segue com “Remember Why” e seu tema que nos remete à Escócia para então seguir numa linha mais speed; na seqüência temos “How Long( Unleashed Away)” que já inicia com um grande solo e um maravilhoso refrão, com um riff que nos lembra “Rainmaker” do “Iron Maiden”, um dos destaques do álbum; “Looking Back” é a próxima sendo mais cadenciada com uma sonoridade e linha vocal que nos remete à “Virgo” (citado projeto com “Sascha Paeth”). Fazendo um parêntese na análise o vocal, como era de se esperar, André é um show à parte, atingindo tons muito altos, mesclando com partes mais agressivas e outras melódicas, mostrando toda a maturidade atingida pelo vocalista. “Face the End” é outro destaque com a banda mais cadenciada, um refrão novamente muito inspirado com um solo totalmente oitentista, old school mesmo, muito bom! Partimos para o ponto alto do disco com a música que dá nome ao álbum, Time to Be Free e seus mais de 8 minutos, com passagens épicas, o riff mais matador do álbum (para bangear mesmo, pular sem parar), o refrão mais grudento do disco no melhor estilo heavy melódico da década de 90 e solos espetaculares novamente inspirados na década de 80. A próxima é a pesadona “Rescue”, com vocais agressivos e outro grande solo de guitarra. A surpresa do álbum com a regravação de “Moonlight” do “Viper”, agora com o nome de “A New Moonlight”, onde Andre Matos fazendo uma releitura da música com um novo andamento, um clima mais intimista, e um vocal que se por um lado é menos agressivo do que em sua versão original, agora demonstra toda a técnica e virtuosismo vocal do cantor. Aqui ele consegue recriar um clássico, fazendo outro (coisas para poucos). O disco segue com “Endeavour”, com seu vocal agressivo e grande pegada. Para a versão japonesa temos o bônus “Separate Ways”, que pode ficar como bônus mesmo não sendo um destaque do disco, mas fechando-o de forma honrada com um grande hard/heavy.

O fato de possuir integrantes de suas antigas bandas imprime uma sonoridade, que apesar de ser o debut do cantor em sua carreira solo, é coesa e possui personalidade, com grande trabalho de baixo, um trampo excelente e entrosadíssimo nas guitarras ora alternando técnica ora puro feeling, e um grande destaque para Rafael Rosa nas baterias. O cara simplesmente não para um segundo, com viradas maravilhosas e com grandes conduções. Foi substitído por Eloy Casagrande, músico de apenas 16 anos e ganhador do “MODERN DRUMMER´S UNDISCOVERED DRUMMER CONTEST 2005” (é o maior festival para bateristas do mundo) no qual foi o “vencedor” na categoria até 18 anos.

A parte gráfica também chama atenção, lembrando obras cinematográficas do diretor “Tim Burton” (“A Lenda do Cavalheiro Sem Cabeça” e “A Fantástica Fábrica de Chocolate”).

A sonoridade também mereçe destaque ficando a cargo da dupla já consagrada Sascha Paeth/ Roy Z, trabalhando juntos pela primeira vez.

Enfim um grande disco, fazendo juz ao potencial dos músicos envolvidos e aos seus passados, fazendo com que Andre Matos faça parte da seleta constelação de astros que mantiveram em sua carreira solo o mesmo nível que os consagraram pelas bandas pelas quais passaram.

Em outubro do mesmo ano, a banda solo de Andre Matos é convidada a tocar no maior festival do Japão, o Loud Park.

Em 2008, além de seguir com sua tour mundial de divulgação de seu álbum solo – elétrica e acústica, Andre ainda arranjou tempo para excursionar com o Avantasia – também ao redor do mundo.

E também mais uma aparição especial no CD Venas de Acero, da banda Tren Loco, nas faixas Venas de Acero e Acorazado Belgrano, em espanhol.

Publicou em seu Myspace Oficial sua videografia, celebrando seus mais de vinte anos de carreira.

No primeiro dia do Wacken Open air daquele mesmo ano é lançado o primeiro número da Revista N’Roll, que traz uma história chamada “Time To Be Free”, baseada na música homônima do primeiro álbum de ANDRE MATOS.

Desenvolvida em 2007 pelo roteirista Gustavo Fiali (ex-estúdios Disney e Mauricio de Sousa) e pela artista gráfica Renata Benetti, a revista tem como objetivo transformar letras de rock e heavy metal em HQs mensais. A intenção é criar uma franquia com diversas bandas internacionais e apoio de gravadoras de todo o mundo.

Em 2009, é lançado o CD System Overload do HDK, que tem a participação de Andre Matos na faixa Request, onde ele e Jos Severens ficam a cargo de fazer um vocal limpo; e também sai o tão aguardado Angus da banda Krusader que também tem a participação não creditada propositalmente do vocalista na faixa The First Warrior, para dar um clima de mistério à obra.

É aguardado para setembro do mesmo ano seu segundo CD solo, Mentalize que foi mixado e masterizado no Gate Studio, em Wolfsburg, por Sascha Paeth e Miro Rodenberg. As gravações ocorreram durante os meses de maio, junho e julho no Brasil e na Alemanha.

O CD – além das 12 faixas inéditas – contará também com uma exclusiva faixa-bônus para a versão brasileira: a regravação de “Don’t Despair”, canção célebre da carreira de ANDRE MATOS, que não fora lançada oficialmente – e que agora, finalmente, presenteia o público brasileiro pelo apoio e dedicação ao longo dos anos. Com isso, bonus-tracks deixam de ser uma exclusividade apenas das versões japonesas e européias – mostrando a real importância do mercado brasileiro neste gênero. Em seguida, o CD será lançado em mais de 40 países, alinhados com uma nova turnê mundial 2009-2010.

Produzido por Sascha Paeth e Andre Matos, com a co-produção de Corciolli, “Mentalize” traz a sequência natural ao álbum de estréia – “Time To Be Free” – que alcançou os primeiros lugares nas paradas e o reconhecimento da mídia especializada de diversos países. Suas letras, mais existencialistas que nunca, abordam as relações humanas e a força do pensamento, complementadas por temas da física quântica, sonhos e sincronicidade. O projeto gráfico, inovador e instigante, certamente é um item que atrairá a atenção das pessoas.

Em seus consagrados 20 anos de carreira, Andre Matos e banda reafirmam sua importância no Brasil e no exterior, como um dos nomes mais respeitados na cena atual.

Sua música – poderosa – está mais que presente no novo álbum “Mentalize”.

Para o ano de 2009 ainda é esperado sua participação no álbum Windows, de Amanda Sommerville, sua amiga de longa data, responsável por todos os backing vocals femininos ao longo da carreira de Andre.

Andre Matos participa e alavanca as vendas de vários projetos musicais em diversos países e tem se tornado a cada dia um dos nomes mais aclamados do heavy metal mundial.

Andre Matos se mantém, indiscutivelmente, como um dos melhores vocalistas do mundo e é referência absoluta em tudo o que já produziu ou produz.

Segundo entrevista dada à revista Rock Brigade n° 26, de Fevereiro/Março de 2008, foi-lhe perguntado: “Como você encara essa empreitada? É um projeto, é uma banda com o seu nome, o que é?” Andre disse o seguinte: ” Eu abomino a palavra projeto. Projeto é aquela coisa que dá idéia de um disco só…” Isso nos dá a entender que em breve teremos novidades…

E para todos aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de vê-lo ao vivo, não se preocupem, sua tour mundial logo passará perto de você.

Nome Completo: Andre Coelho Matos (grafado sem acento agudo, porém pronunciado como “André”)

Data de Nascimento: 14 de setembro de 1971

Localidade: São Paulo/SP

Estado Civil: Solteiro

Instrumento: Piano & teclado

Ídolos: Peter Gabriel, Frieddie Mercury, Bruce Dickinson, Rob Halford, Eric Adams, Ian Guillan, Kate Bush

Bandas Favoritas: Queen, Iron Maiden, Judas Priest, AC/DC e Deep Purple

Melhores Discos: “US” – Peter Gabriel, “Mutter”- Rammstein, “Fair Warning” – Van Halen, “Perfect Strangers” – Deep Purple, “Innuendo”- Queen, “Powerslave”-
Iron Maiden, “Grande Espírito – Sagrado Coração da Terra

Música Favorita: “Requiem” de W. A. Mozart

Time de Futebol: S.C. Corinthians

CURIOSIDADES

O vocalista Andre Matos fala 6 idiomas.

Ele morou dois anos na Alemanha.

Tem um dos apelidos mais engraçados do RockGol da MTV: Musa Nissei Sansei.

Fato curioso: em uma das primeiras apresentações do Viper no Colégio Rio Branco, Andre, sem querer, coloca fogo na cortina atrás da bateria e é quase expulso do mesmo.

Andre Matos já fez parcerias musicais com todos os vocalistas que o substituíram (Edu Falaschi, Thiago Bianchi e Ricardo Bocci, sendo que desse último chegou até a ser seu professor de canto).

Pratica vôo livre (paraglider);

Time de futebol: S.C. Corinthians Paulista, desde criancinha.

Se não fosse músico, eu seria: Aviador ou médico.

Música preferida: O “Requiem” de Mozart.

Pior Música: “Patience”, do Guns’n’Roses.

Música própria preferida: “Moonlight”, por ter sido a primeira.

Música própria que menos gosta: Todas as que eu nunca mostrei a ninguém. Devo ter mais de 100.

Uma mania: Pensar.

Eu acho que sou: Obsessivo.

O que caracteriza um show seu: show meu, só é realmente meu se eu não caio, pelo menos, uma três vezes no palco!

Diferente do que todos pensam, Andre não sofre de miopia, na verdade ele sofre de astigmatismo para longe (vista cansada) e hipermetropia (dificuldade para ver de perto) ou, nas próprias palavras dele: Não enxergo porra nenhuma!

Comida preferida: Frutos do mar, massas e salada.

Bebida preferida: Água e vinho. Infelizmente, Coca-cola também!

Escola a qual estudei música: Conservatório Dramático e Musical, Santa Marcelina e FAAM. Nesta última me formei em Regência e Composição.

História da maior loucura de um fã: Querer um dia cantar junto ao seu ídolo no palco. Acabou acontecendo. O fã em questão era eu e o ídolo, o Bruce

Dickinson.

A loucura que fiz sendo fã: Imaginar que poderia me tornar músico!

Meus empregos anteriores a música: Entregador de pizza, bibliotecário e professor.

Maior Mico: Impublicável!!!

Maior Mico que cometeu em um show: Falar “Boa noite Ponta Grossa”, com toda a convicção, estando em Campo Grande.

Pior show que já tocou: Na época do Viper, em lugar chamado “Metal Church”, uma ex-igreja cujos fundos davam para a penitenciária do Carandiru em São Paulo.

Melhor show que já tocou: Shaaman, Via Funchal, São Paulo, em abril de 2001.

Hobbie: Leitura, música clássica, artes em geral, natureza e cuidar de minhas duas tartarugas de estimação.

Melhor coisa de eu ser um músico é: Poder fazer disso, a minha religião.

Site Oficial: http://www..andrematos.net

Myspace: http://www.myspace.com/andrematossolo

Fã Clube: http://www.andrematossolo.com.br

Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=114090

Perfil do Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=9548122637526856766

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