30 ANOS DE EVOLUÇÃO DO MERCADO MUSICAL NA EXPOMUSIC

SETOR CRESCEU 466% NAS ÚLTIMAS TRÊS DÉCADAS NO PAÍS.
Em 1983, quando aconteceu a primeira edição da Expomusic, a Feira Internacional da Música, promovida pelaAbemúsica e Francal Feiras, o The Police estava no topo das paradas de sucesso internacionais com os hits Every Breath you Take e King of Pain. O U2 celebrava o hit New Year’s Day e o Duran Duran estava Hungry Like the Wolf. David Bowie lançava a China Girl.

No Brasil, o maior sucesso era Ritchie com sua Menina Veneno. A banda Blitz estava A Dois Passos do Paraíso e Tim Maia tinha duas canções bombadas no repertório: Me Dê Motivo e Vale Tudo, esta gravada com Sandra de Sá. Elba Ramalho se esbaldava em seu Banho de Cheiro enquanto Ney Mato Grosso torcia Pro Dia Nascer Feliz. Os roqueiros tinham cabelos compridos e muito repicados e Michael Jackson já era forte referência da música pop tendo Billie Jean e Beat It entre as músicas mais executadas no mundo.

Muitas das canções que faziam sucesso nos anos 80 continuam agradando o público ainda hoje, assim como os instrumentos musicais acústicos – violões, baterias, pianos e sopros – que não apresentaram muitas modificações nos últimos 30 anos. Já no que se refere às tendências musicais, demais instrumentos e aparelhos eletrônicos, muita evolução pode ser notada nestas três décadas. A tecnologia trouxe para o setor musical novos elementos e também desafios.

Nos anos 80, o LP respondia por 59% das vendas, hoje representa apenas 1,3%. O sucessor do vinil, o CD, tem 49,1% do mercado e vem perdendo espaço dia após dia para os downloads legais e serviços de música online. Há 30 anos poucos imaginariam que um dia comprariam música pelo celular.

“Em termos de instrumentos e equipamentos, nos anos 80 a reserva de mercado restringia muito o trabalho dos músicos brasileiros, que tinham à disposição produtos de fabricação nacional com preços altos e qualidade inferior aos encontrados fora do País”, conta Northon Vanalli, técnico em produto da Sonotec, empresa responsável por trazer ao Brasil instrumentos de cordas, percussão e acessórios de marcas mundiais como Takamine, Strinberg, Gretsch, Ovation, Karsect, Genz-Benz, entre outras.

Nos anos 90, a abertura de mercado trouxe profundas mudanças no cenário musical brasileiro. Nasceram grandes importadoras que passaram a trazer ao País itens de marcas consagradas. “Surgiram importantes polos de compras como a Rua Santa Efigênia e a Teodoro Sampaio em São Paulo, além da Rua da Carioca no Rio de Janeiro”, rememora Emil Casseb, gerente do Departamento de Áudio da Yamaha Musical do Brasil.

A partir dos anos 2000 a internet e os recursos eletrônicos trouxeram profundas mudanças ao setor. As novas tecnologias possibilitaram aos músicos explorarem novos sons e estilos. “Pode-se dizer que é graças à tecnologia que foram abertos inúmeros campos no estilo musical”, diz Takao Shirahata, diretor da Roland do Brasil.

Com tanto acesso à informação, até a maneira de consumir música mudou. A ‘vida útil’ de uma música é bem mais curta. “Os sucessos ‘cansam’ com mais facilidade e os grandes artistas precisam encontrar alternativas para manterem-se em alta”, observa Edilson Coutinho, técnico em produto da Sonotec. Por outro lado, também os instrumentos musicais e acessórios precisam ser atualizados constantemente, alterando modelos, inserindo novas cores e mantendo bons preços – tudo isso com o objetivo de atrair e manter o consumidor.

Esta voracidade de renovação exigida hoje no setor musical se reflete também no faturamento das empresas ligadas a ele. Nos anos 80, o setor musical movimentava R$ 150 milhões. Em 2013, a previsão é de que fature R$ 700 milhões no País. O perfil do público também mudou. Os músicos e fãs de rock continuam sendo os principais consumidores de instrumentos e equipamentos musicais, mas agora também engrossam este coro os evangélicos e os músicos de pagode.

Segundo Synésio Batista da Costa, presidente da Abemúsica – Associação Brasileira da Música, o varejo da música tem faturamento anual superior a R$ 1 bilhão. “As vendas das empresas vem crescendo em torno de 10% ao ano na última década. São resultados promissores para um segmento que lida muito com as oscilações cambiais, visto que os fabricantes nacionais representam 10% da composição do faturamento anual.”

Para Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras, promotora e organizadora do evento, a Expomusic tem papel fundamental nos negócios do setor por reunir toda a cadeia do mercado de instrumentos e equipamentos musicais. “A Expomusic é um evento do qual nos orgulhamos muito, tanto pela resposta positiva que recebemos dos expositores como pela assiduidade e paixão demonstrada pelo público. Não tenho dúvidas de que teremos mais de 30 anos pela frente de novas edições desta feira.”

Confira abaixo alguns exemplos que comparam o antes e o depois do setor musical:

SERVIÇO:
EXPOMUSIC 2013 – 30ª. FEIRA INTERNACIONAL DA MÚSICA, INSTRUMENTOS MUSICAIS, ÁUDIO, ILUMINAÇÃO E ACESSÓRIOS
Data:
 18 a 22 de setembro de 2013
Horários: das 11h às 21h (dia 22, das 11h às 19h).
Dias 18 a 19, a feira é restrita a profissionais do setor com convite ou crachá.
Dias 20 a 22, o evento é aberto ao público em geral mediante compra de ingresso. Entram sem pagar nesses dias somente compradores e músicos com crachá.
Ingresso: R$ 20,00.
Crianças com idade até 12 anos, maiores de 60 anos e deficientes físicos têm acesso gratuito.
Local: Expo Center Norte
Promoção: Francal Feiras
Patrocínio: Abemúsica – Associação Brasileira da Música
Informações pelo telefone: (11) 2226-3100
http://www.expomusic.com.br
Twitter: @feiraexpomusic
Facebook: Feira Expomusic
Google +: Expomusic


INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
Primeira Página Assessoria de Comunicação e Eventos
http://www.ppagina.com
Jornalista respons’avel: KLuiz Carlos Franco
ppagina@ppagina.com
55 (11) 5908-8210
Rua Loefgreen, 579
CEP 04040-030 – São Paulo (SP), Brasil
Agosto/2013

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