Heavy Metal Brasil-Meu país

Fonte: http://diariodehistoriador.blogspot.com.br/2011/04/heavy-metal-brasil-meu-pais.html
Boa Leitura!
Angra
O heavy metal (muitas vezes referido apenas como metal) é um gênero do rock’n’roll, que se desenvolveu no fim da década de 1960, início de 70, em grande parte, no Reino Unidoe nos Estados Unidos.tendo como raízes o bom e velho Blues-rock e o rock psicodélico, as bandas que criaram o gênero desenvolveram um espesso e  maciço som, caracterizada por altas distorções amplificadas, prolongados solos de guitarra e batidas enfáticas em suas baterias. O  Allmusic afirma que “de todos os formatos do rock’n’roll, o heavy metal é a forma mais extrema, em termos de volume, machismo, e teatralidade”, bem o machismo ainda é predominante, porém cresce estrondosamente o número de mulheres no cenário e a qualidade nem de longe é inferior. No Brasil também alguns o chamam de rock pauleira, o que não o qualifica por também denominar uma vertente da música punk, que é sonoramente bem diferente e menos trabalhada.
O jornalista Ian Christe, nascido em 1970 na Suíça, entende tudo isso. Fanático por heavy metal, como muitos de nós, Christe construiu uma carreira sólida na mídia especializada, tendo seus textos publicados em revistas como Kerrang!, Spin, Guitar World e outras, além de matérias em publicações como Wired e Chicago Reader. Como todo fã de metal, Christe se aventurou também na música com a banda Dark Noerd the Beholder, que aparece na trilha do filme “Gummo”, lançado em 1997, e em alguns outros projetos.
Profundo conhecedor do heavy metal, pesquisador e colecionador do estilo, Ian Christe lançou em 2003 o livro “Sound of the Beast: The Complete Headbanging History of Heavy Metal”, que acaba de ganhar uma muito bem-vinda edição brasileira. e nós aqui na terra do samba, hehehe que absurdo, temos um vasto cenário, que ainda permanece servindo de base e alimentando as novas gerações de Headbangers(vulgo metaleiro) esse já é outro tópico, pois sem nós o cenário desapareceria. Mas porque este estilo demorou a implacar aqui no Brasil, vamos lembrar do cenário naquela época o
nível dos equipamentos era precário e conseguir comprar importados era quase um milagre. Isto seu deu tanto pela má situação financeira dos músicos como pela crise que assolava o país. Outro ponto que dificultava era a falta de informação e a dificuldade em se conseguir partituras, revistas e materiais ligados à cena do Metal internacional. E é ai que me refiro a um estilo MUSICAL, com Harmonia e todos os preceitos de música, digressão a parte, e desabafo confesso.
Os estúdios de ensaios e gravações também sofriam com a falta de equipamento necessário para se obter um nível aceitável de produção do registro. Tudo isto, somado ao desprezo dos veículos de comunicação e da mídia em geral, exceção feita à algumas emissoras de rádio e alguns esporádicos programas de vídeos em nossos canais de televisão, e a mentalidade retrógrada de algumas pessoas que achavam que aquilo tudo não passava de uma loucura e um barulho ensurdecedor, de certa maneira, impediam o crescimento da cena no Brasil.
Mas, em meados dos anos 80, ou seja, com “apenas” onze anos de defasagem, o estilo começou realmente a decolar. Tudo era novidade e várias bandas se impunham com garra e talento, tentando ultrapassar todas as barreiras que existiam naquela época. Naquela fase eram realizados diversos shows, eventos que agitavam o cenário interno, tudo ainda meio underground.
A conceituada Revista Rock Brigade era apenas um informativo de um fã-clube de Heavy Metal e o número 1 saiu em fevereiro de 1982 dá pra acreditar. O editor Antônio D. Pirani, comenta numa entrevista á sua revista, o importante papel da Rock Brigade no cenário nacional: “A Brigade começou como um informativo que era enviado exclusivamente aos sócios do fã-clube. Gradativamente fomos crescendo, aumentou-se o número de páginas, o tipo de papel, impressão com mais qualidade e nos transformamos em um fanzine, divulgando-o mais abertamente. Sempre tivemos o intuito de divulgar o trabalho das bandas de Heavy Metal, sejam elas novatas ou veteranas e sempre abrimos espaço às bandas nacionais. Saíam tantos discos de tantas bandas novas naquela época, que a Brigade era quase um catálogo de lançamentos, ainda tem essa secção, hehehe. Em 1986 passou a ser distribuída em todas as bancas de jornal e desde maio de 1988 ela sai mensalmente, ou seja, quase dez anos com esta periodicidade”, isso que é persistencia que virou selo Musical.
Ainda em entrevista a Brigade, as Grandes Galerias, hoje conhecida como a Galeria do Rock, localizada no centro de São Paulo, abrigava pouquíssimas lojas especializadas em Rock e Heavy Metal, como a Baratos Afins. O dono da loja, Luiz Calanca, foi um dos responsáveis pelo engrandecimento da cena. “Apesar de ter me decepcionado com o meio Heavy, dei o primeiro impulso e apoiei várias bandas que faziam este tipo de som na época”, desabafa.
A Woodstock Discos, loja que naquela época ficava escondida numa galeria da rua José Bonifácio, também no centro da capital paulista, reinava nas tardes de sábado. Era um verdadeiro ponto de encontro, com troca de informações, muito material importado nas famosas “pastas” dos fãs. Além disso, a Woodstock vendia merchandising diferenciado (como buttons e patches) e passava vídeos que até então os fãs não imaginavam poder assistir. “O pessoal se reunia na loja e ficava trocando idéias sobre as novas bandas. Chegava tal disco e um já perguntava para o outro como era a banda. O pessoal trocava mais informações, criavam-se muitas amizades e isso, consequentemente, formava um underground forte. Não existia MTV, programas em rádio e existiam poucas revistas. Então o pessoal tinha que trocar idéia mesmo para saber dos lançamentos. Pintava um álbum, por exemplo do Kreator, todos corriam atrás, era como se existisse uma magia. Quem viveu aquela época, viveu a época mágica e, com certeza, não volta mais”, explica o proprietário Walcir.
Em POA, surgiram tímidas lojas com secções especializadas e depois as especializadas, e em Cruz Alta correndo o risco de ser injusta, mas é pela falta de memória ou vivência, tipo adolescente sem grana no bolso e com muitas coisas na cabeça, ou pegavamos o material com, amigos que conseguiram com amigos que trouxeram de fora os lançamentos, ou nos reuniamos na casa de quem tinha e a famsosa cópia era feita, cheguei a ter K 7, alguns, mas voltando as Lojas a Transassom, sempre presente, com camistas e instrumentos, a Fire Ball, que fechou, mas meio compravamos CDs, DVDs, simples duplos, e os famosos cangurus(casacos), hoje é bvem mais prático e fácil, compra-se pela net e com descontos em alguns lugares, associa-se nos fans clubes e tem acesso direto as lojas oficiais e ainda tem descontos e brindes, mas voltando a história.
 Skysold
O Salto
Se o cenário nacional crescia com atraso, em relação às bandas estrangeiras de Heavy Metal, o Brasil sequer existia no mapa. Após a vinda de Alice Cooper em 1974, Queen em 1981, Van Halen em janeiro de 1983, o primeiro megashow que os brasileiros puderam conferir de perto foram as apresentações da banda norte-americana Kiss, nos estádios do Morumbi, em São Paulo, e no Maracanã, no Rio de Janeiro, em junho de 1983. Os shows foram recorde de público para o Kiss, banda acostumada a lotar arenas e festivais ao redor do mundo.
Muitos que hoje em dia são aficionados pelo estilo Heavy, começaram a conhecer o estilo só após a passagem do Kiss pelo Brasil e isto, de alguma forma, fez o cenário nacional crescer, tal foi o fervor da estadia dos quatro mascarados no Brasil. Vários espaços se abriram para a “música pesada” e os festivais de Rock se espalhavam por colégios, teatros e espaços cedidos pelas Prefeituras, além dos programas de rádio, como o dominical “Rock Show”, na Excelsior AM.
 
Sepultura
A Lingua Portuguesa no Metal e o Metal Brasileiro no Mundo.
Após algumas tentativas de organizar festivais, como o de Saquarema (RJ), que mesmo tendo sido considerado um fiasco, foi importante para a época, pois além de revelar bons nomes para a música brasileira, fez com que outros centros tentassem tomar a mesma iniciativa.
Em São Paulo, alguns festivais se tornaram famosos por unir e revelar vários nomes para a cena do Hard Rock e o Heavy Metal. Os mais “famosos” foram: “Heróis do Rock” e a “Praça do Rock”, no Parque da Aclimação, por onde passaram bandas como MADE IN BRAZIL, PATRULHA DO ESPAÇO, CENTÚRIAS, HARPPIA, VÍRUS, ABUTRE, SALÁRIO MÍNIMO, CÉRBERO, AVE DE VELUDO, ETHAN, LIXO DE LUXO, GOZOMETAL, SANTUÁRIO, NOSTRADAMUS, ANACRUSA, MAMMOTH, ANO LUZ, ANTÍTESE e dezenas de outras.
Mas, não eram somente em festivais que estas bandas se apresentavam, pois outros espaços paulistanos que também abrigavam e formavam um circuito para estes verdadeiros guerreiros abnegados foram o SESC Pompéia, Clube dos Aeroviários, Rainbow Bar, Teatro Lira Paulistana, Teatro Idema, Teatro Arthur Azevedo, Teatro João Caetano, Centro Cultural Vergueiro (atual Centro Cultural São Paulo), os bares do bairro do Bixiga, as discotecas e danceterias que às vezes abriam seu espaço para o Metal, como a Raio Laser, além de clubes da grande São Paulo como o Ceret, a Sociedade Esportiva Palmeiras e o Paineiras do Morumby.
O experiente baterista Paulo Thomaz, o “Paulão” (ex-CENTÚRIAS, FIREBOX, PROPOSITAL e CHEAP TEQUILLA), analisa a cena daquele importante momento: “Naquela época, as pessoas apoiavam mais as bandas nacionais porque os shows de bandas internacionais não existiam. O público era fiel e comparecia aos shows das bandas nacionais”. Em comparação com a cena atual, Paulão comenta: “O Centúrias tocava em vários teatros, o que não acontece hoje em dia pois as bandas iniciantes ou médias só tocam em barzinho. O underground era muito mais legal, pois atualmente ou você toca, por exemplo, no Black Jack Bar ou direto no Olympia”.
Os fãs do estilo também relembram com saudades dos “velhos” pontos de encontro como o Carbono 14, o Cine Rock Show, as manhãs de sábado na Woodstock Discos além da Fofinho Rock Club e a Led Slay, que resistem bravamente até hoje.
Naquela época, o grande “barato” das bandas era cantar em português, e, das acima citadas e mais, KORZUS, AVENGER, PERFORMANCES, TITÂNIO, WITCHCRAFT, DEIMOS, VIÚVA NEGRA, ANTHRO, PLATINA, MICROPHONIA, VULCANO, entre muitas outras, apenas o KARISMA, um power-trio do ABC paulista compunha em inglês, chegando a gravar em 1983 seu primeiro álbum, intitulado Revenge, pela Gravadora Baratos Afins.
Aliás, foi com a mais famosa gravadora independente e importante do Brasil, a Baratos Afins, que já havia lançado os trabalhos do PATRULHA DO ESPAÇO, ARNALDO BAPTISTA, OS MUTANTES, entre outros, que o Heavy Metal teve sua grande chance de ser registrado e divulgado, com vários lançamentos como as Coletâneas SP Metal I (em setembro de 1984, com CENTÚRIAS, VÍRUS, AVENGER e SALÁRIO MÍNIMO) e SP Metal II (em 1985, com KORZUS, SANTUÁRIO, ABUTRE e PERFORMANCES), trabalhos que foram relançados em CD.
A Baratos Afins ainda lançou trabalhos individuais de bandas como HARPPIA, CENTÚRIAS, A CHAVE DO SOL, GOLPE DE ESTADO, PLATINA, CONTROLLE, entre outros. Contudo, surpreendentemente foi a banda oriunda de Belém/PA, STRESS, que gravou em agosto de 1982 o primeiro LP de Heavy Metal no Brasil, intitulado Stress.
A resposta carioca ao SP Metal foi o lançamento do cultuadíssimo Split-LP Ultimatum com o DORSAL ATLÂNTICA e o METALMORPHOSE, pois a cena no Rio de Janeiro já era muito grande e forte. O Circo Voador, o Cascadura Tênis Clube, o Caverna de São João do Miriti, o Caverna II em Botafogo, além de vários teatros, como o Teatro da Cidade e os locais cedidos pela Prefeitura para shows e festivais abrigavam as bandas cariocas.
“O Cascadura Tênis Clube foi o primeiro local no Rio em que houve o encontro dos grupos da Zona Sul com a Zona Norte do Rio e havia muita diferença entre estes. O da Zona Sul já tinha conhecimento das bandas novas, como o Venom, por exemplo, do visual mais agressivo e o grupo da Zona Norte ainda tinha aquele visual mais “roqueirão hippie”, com camisetas do Led Zeppelin…”, relembra Carlos Lopes, guitarrista e vocalista da DORSAL ATLÂNTICA.
Exemplos de bandas cariocas não faltam: DORSAL ATLÂNTICA, METALMORPHOSE, MORTALHA, AZUL LIMÃO, TAURUS, ANSCHLUSS, KRIPTA, CALIBRE 38, EXPLICIT HATE, NECROMANCER, EXTERMÍNIO, METRALLION, FIM DO MUNDO, INQUISIÇÃO, KRONUS, DEATHRITE e outras. Vale ressaltar que no Rio de Janeiro o público Punk e Heavy sempre iam juntos aos mesmos shows e foi lá que as famosas “rodinhas” começaram. Em dias de shows o público dava outro show à parte, na frente os Heavies cabeludos agitando e “batendo cabeça”, no meio as “rodinhas” e no fundo os Punks agitando e batendo suas correntes no chão.
Um grande “boom” também ocorreu em Minas Gerais, com o lançamento do Split-LP que trazia o SEPULTURA e o OVERDOSE, marcando uma nova fase para o Heavy nacional. A Cogumelo Discos de Belo Horizonte, responsável por este lançamento continuou apoiando as bandas de Minas Gerais e do resto do país, lançando vários trabalhos interessantes como as famosas Coletâneas Warfare Noise I e II, e, ainda o trabalho de bandas da cena do Thrash e Death Metal como o SEPULTURA, OVERDOSE, CHAKAL, HOLOCAUSTO, SARCÓFAGO, EXPLICIT HATE, ATTOMICA, MUTILATOR, entre muitas outras. O público mineiro delirava com as grandes apresentações destes nomes no ginásio do Ginástico em Belo Horizonte. No sul do país os gaúchos respondiam com o lançamento da coletânea Rock Garagem, lançada em 1984 e que trazia nomes como o LEVIAETHAN, ASTAROTH e os punks dos REPLICANTES.
UM NOVO IMPULSO Parte de tudo que ocorria naquela época deveu-se a realização do grande Festival “Rock In Rio” em 1985, pois de lá para cá a cena cresceu assustadoramente. Assim como aconteceu depois da passagem do Kiss pelo Brasil, o “Rock In Rio” foi o ponto de partida para muitos jovens entrarem de cabeça no mundo da música pesada. Os espaços se abriam e surgiam novas bandas, lojas e importadoras de discos, programas de rádio especializados em Heavy, fábricas e importadoras de instrumentos musicais e gravadoras independentes.
Foi o caso da Rock Brigade, o antigo fã-clube de Heavy Metal que nesta altura virava gravadora com o selo Rock Brigade Records e lançava além de bandas nacionais, como o VULCANO, VODU, VIPER, bandas estrangeiras, fato esse que ocorreu também com a Woodstock Discos (SP), Devil’s Discos (SP), Heavy (RJ), Point Rock (RJ), Fucker Records (ABC) e a Whiplash Discos (RN) que apostaram em vários lançamentos de bandas nacionais e estrangeiras.
Novos fã-clubes de bandas internacionais, nacionais e do Heavy Metal em geral se formavam e, dentre estes, o mais importante foi o Heavy Metal Maniac (São Caetano do Sul/SP), que, assim como a Rock Brigade, divulgava tudo que acontecia no underground mundial e mais tarde virava produtora de discos e eventos.
 VIper
 GRINGO Aplaudindo
Outras boas bandas que tiveram repercussão internacional são os representantes da cena do Thrash Metal, como os mineiros do Overdose, que chegaram a impressionar os executivos da Geffen Records com seu material; os paulistas do Korzus, que tocaram nas mais famosas casas de shows da Europa (como o Marquee Club, em Londres / Inglaterra) e nos Estados Unidos; além dos gaúchos do Krisiun, que logo no início de carreira conseguiram fechar um contrato com a gravadora européia Gun Records (felizmente mudando depois para a Century Media). Isto sem contar que o Dr Sin, único representante do Hard Rock nacional, que conseguiu impressionar até mesmo os norte-americanos da tão famosa cena dos clubes de Los Angeles.

 

 Rock in Rio(1980)
Vamos Brindar ao Futuro?
Dar o mínimo de apoio a quem toca algum instrumento e monta uma banda é dever nosso, da imprensa. Mas, no Brasil, os problemas já começam no terreno familiar porque muitos pais não conseguem ver em seus filhos o talento para a música e acham que é um “hobby” que atrapalha os estudos. Grande parte dos músicos de bandas internacionais começaram a tocar por incentivo dos pais, que lhes compraram instrumentos e nem por isso deixaram de estudar. É uma questão cultural.
Mesmo assim, o que estamos vendo no cenário do Metal nacional é que ninguém quer ser fã, todos querem “ser da banda”. Nada contra ser músico, pois além de saudável deve ser encarado como profissão. O que se exige é, no mínimo, profissionalismo, pois só os mais insistentes vão vingar. Brincar de fazer música é uma coisa e tentar carreira como músico é bem diferente.
Devemos valorizar cada vez mais o produto nacional de qualidade, pois muitas bandas foram com a cara e a coragem se aventurar no exterior e conseguiram vingar por sua garra e competência. Mesmo assim, infelizmente, ainda não podemos nem cogitar em traçar um parâmetro da cena nacional com a do Metal internacional e da verdadeira indústria da música pesada que já está há anos fincada na Europa, Estados Unidos e Japão.
No Brasil, há competição entre bandas ao invés do auxílio mútuo. Há rachas de fãs das diversas subdivisões do Metal, o que não fortifica e sequer forma uma cena. Os promotores de shows acham que só de ceder o espaço para bandas nacionais já estão dando muito, o que inviabiliza uma verdadeira turnê pelo Brasil, como acontece com freqüência entre as bandas norte-americanas e alemãs, por exemplo.
Vários outros problemas muito mais graves precisam ser enfrentados, como a pirataria e os “jabás” das rádios e programas de televisão, fatos lamentáveis que todos sabem que existe, mas ninguém comenta, nem mesmo o Ministério Público, que fica na espera de que algum coitado denuncie e bote a cara para bater para que depois se tome as providências legais, instaurando um inquérito.
Além disso, as rádios Rock do país risíveis. Desde 1994 os fãs do estilo ficaram perdidos, com a retirada do ar de rádios importantes como a Fluminense FM do Rio de Janeiro e a 97 FM de Santo André em São Paulo, que deram espaço à música Dance. Atualmente algumas se salvam, como por exemplo a Brasil 2000 FM de São Paulo / SP e a 96 FM de Curitiba / PR, mas, uma rádio ROCK de princípios como os fãs ouviam antigamente ficou difícil. O que temos são projetos de rádios rock, comandadas por empresários (sempre os mesmos) que somente visam a parte comercial. Estão certos, mas os discursos são sempre os mesmos. Num determinado momento o Rock “não pega” e a estação fecha as portas e anos depois acontece o contrário.
Sob este aspecto o Brasil está apenas engatinhando, o que é uma pena, pois se houvesse uma mobilização, conscientização e união efetiva dos fãs e das bandas, as empresas de grande porte iriam descobrir uma verdadeira mina-de-ouro que é a indústria do Heavy Metal e do Rock. No mundo todo é, por que aqui não podemos fazer o mesmo?
Saudações Hedbanger a todos. 
Juliana Abreu 

Material Consultado:
Rock Brigade-arquivo
Metal Headbanger Journal
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